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2013-03-19

Se a incompetência dos governantes pagasse imposto não tínhamos défice

Ouvi hoje o Ministro Gaspar falar sobre o programa de ajustamento que a troika e este Governo impuseram (e impõem)
aos portugueses e não queria acreditar:

«Efectivamente em 2011, não obstante um esforço bastante considerável de controlo orçamental e medidas orçamentais que não estavam previstas no programa original, a forma como estava desenhado o programa impediu a concretização plena dos montantes de ajustamento orçamental que estavam previstos; o que, naturalmente conduziu a uma situação em que esse ponto de partida desfavorável, conjuntamente com uma evolução internacional que também foi desfavorável, exigiu, para ancorar as expectativas que nos permitiram o regresso aos mercados de obrigações, uma tomada de medidas de consolidação orçamental substancialmente superiores ao que estava previsto no programa de ajustamento».

Ao que chegou a hipocrisia e a incompetência! O erro, afinal, estava no programa mal desenhado. Como o Ministro (e o Governo) tomou medidas para além do programa quer dizer que amplificou o erro. Agora é isto: tantas medidas, impostos e restrições e o défice orçamental em 2012 foi 6,6%, o desempregoi vai aumentar para 19%, a quebra do PIB, que no Orçamento para 2013 ia ser 1% afinal foi revisto há pouco tempo para 2%, mas o Ministro assume que vai ser 2,3%! Tanta incompetência... e continua lá no posto ... Este é um caso paradigmático de justa causa para despedimento...

Se a incompetência dos governantes pagasse imposto o país não tinha défice!


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2012-02-13

Última Hora: Sporting associa-se ao Governo...

O Governo anda a cortar nos feriados. Acaba de se saber que o Sporting não só aprova essa política como ainda foi mais longe: cortou nos Domingos. Com efeito, acabou-se a Paciência e Domingos já não é o treinador do Sporting! Agora vejam lá quem é que foi promovido: Sá Pinto... - expectativas altas para a melhoria da equipa de "full-contact"

Ler Comunicado à CMVM

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2011-11-17

Quando os governantes não têm vergonha os governados perdem-lhes o respeito

Na passada 3ª feira, durante o debate na especialidade do Orçamento da Segurança Social para 2011, na Assembleia da República o deputado Jorge Machado num discurso acalorado acusou o Governo de querer pôr os portugueses de mão estendida para poder a seguir lhes "oferecer uma malga de sopa".

Dirigindo-se a Pedro Mota Soares perguntou "o sr. Ministro não tem vergonha na cara?", por se atrever a falar da "consciência social do Governo" numa altura em que corta nos salários e aumenta o custo de vida dos portugueses.

A intervenção de Jorge Machado valeu-lhe uma reprimenda do presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Eduardo Cabrita, que dirige os trabalhos, que considerou que o deputado cometeu excessos verbais.

O ministro Pedro Mota Soares ripostou considerando que o deputado comunista foi longe demais: "Conheço-o há muitos anos e nunca questionei a sua consciência social", respondeu, acrescentando que o "País depende de uma assistência externa que obriga ao cumprimento de um conjunto de obrigações. A consciência social do governo revela-se nessa margem de manobra", argumentou.

A ajuda externa e o acordo com a "troika" dão, assim, cobertura para todo o tipo de medidas. A questão fundamental está, isso sim, na seleção das medidas. E convenhamos que pôr sempre os mesmos a pagar (e várias vezes porque são afectados nos diversos tipos (e níveis) de medidas que estão a ser tomadas) não é boa política.

Afinal, «Quando os governantes não têm vergonha os governados perdem-lhes o respeito»

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2011-10-13

Mas que gatunagem anda por aí!

Agora


Antes

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2011-10-03

Coisas do outro mundo - Manuel António Pina

Manuel António Pina nascido no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 é um jornalista, escritor e poeta português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões. Do poeta já constam no Nothingandall a divulgação de vários poemas. No Jornal de Notícias mantém uma crónica diária "Por outras Palavras". Não.. não tem a ver com o título da canção de Mafalda Veiga mas concorde-se ou não é de leitura imprescindível.

Hoje a crónica tem a ver com "Coisas do Outro Mundo" e como actualmente a sociedade portuguesa está cheia delas é imperdível e de leitura altamente recomendável, face aos sacrifícios progressivos que a troika e o Governo exige da população portuguesa em geral enquanto uns tantos senhores se governam no reino do outro mundo.

Então aí vai daqui:
Depois dos seis mil milhões de dívidas vivas e a rabear descobertas nas contas de Alberto João Jardim, alguém se pôs, de novo a mando da "troika", a espiolhar a base de dados da Administração Central do Sistema de Saúde e deu com 500 médicos mortos, alguns dos quais, segundo noticiou o "Público", continuam a passar receitas.

A notícia é omissa quanto ao facto de os falecidos continuarem ou não a receber salário, embora seja admissível, tratando-se de mortos, que trabalhem só para aquecer.

Cadáveres adiados que procriam receitas é cousa de grande assombração, sobretudo num país onde tantos mortos se sentam quietamente há anos nas bancadas do Parlamento e em gabinetes ministeriais e institutos sem procriar nada que se veja a não ser despesa pública.

E atestados médicos, continuarão os saudosos extintos a atestar que Fulano e Sicrano "se encontram doentes e impossibilitados de exercer as suas funções"? E certidões de óbito, próprias e alheias?

O estranho caso dos médicos que exercem na tumba põe complexas questões metafísicas, para além da da vida profissional depois da vida. Uma delas é a existência de farmácias com comércio com o Além que aviam receitas passadas por fantasmas, certificadas com vinhetas que seria suposto vigorarem no Aquém, a almas penadas que, cheias de olheiras, se materializam às horas mortas das noites de serviço permanente para comprar comprimidos para o sono eterno.

(Fim de citação)

Na verdade em vez de aumentos sistemáticos de impostos, com a elasticidade das receitas fiscais a dar mostras evidentes de acentuada quebra, medidas legislativas de facilitismo de despedimentos e outras que afectam direitos sociais que o pós 25 de Abril consignou, não seria muito mais fácil e proveitoso acabar com estas (e outras) fantasmagorices? ... ou não convém?...

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2011-09-29

Ondas e deambulações: Vítor Pereira, Fucile ... FCP

A derrota do FCP em São Petersburgo foi inapelável. E não foi mais copiosa porque apesar de ter jogado toda a segunda parte com dez jogadores o FCP não teve razões de queixa da arbitragem que anulou um golo limpo – na altura seria o 2-1 – à equipa russa.

Na primeira jornada em casa com o Shakhtar o FCP venceu tangencialmente por 2-1 e não capitalizou de modo tão afirmativo como poderia/deveria o facto dos visitantes também terem jogado grande parte do tempo de jogo (ainda mais do que o FCP na Rússia) com dez jogadores e até durante os últimos minutos do jogo com nove. Ou seja, o Porto que começou mal o jogo com um penalty falhado por Hulk e um perú à “Roberto” (pouco explorado, aliás, pela imprensa – afinal tudo está bem quando acaba bem) do Helton, acabou por cumprir serviços mínimos.

Agora o FCP tem nos dois próximos jogos com o Appoel – quem diria? – exames críticos relativamente ao seu futuro na prova máxima do futebol europeu de clubes.

Esta derrota não teria a importância que justificasse estar aqui a escrever sobre ela (e sobre o FCP que nem é o meu clube) se não tivesse ocorrido na sequência de outros jogos que vêm demonstrando uma menor capacidade da equipa portista e principalmente uma falta de conformidade entre essa capacidade demonstrada e as públicas intervenções petulantes e desajustadas do seu treinador (agora) principal.

Com efeito, esta derrota sucede a um empate frustrante para os adeptos portistas e para (supõe-se) também o treinador do FCP face às declarações públicas produzidas e ainda a uma nulidade exibicional e de resultado frente ao primodivisionário Feirense que, ainda por cima, jogou em campo neutro.

Ora no jogo com o Benfica em que o resultado foi construído em termos conformes com a produção demonstrada pelas equipas (bem se sabe que os factores aleatórios do jogo nem sempre assim determinam) com o FCP a demonstrar ter como objectivo de jogo a vitória e ter feito mais por isso durante a primeira parte em que foi melhor e o Benfica a superiorizar-se na segunda parte, tendo mostrado capacidade para alterar por duas vezes um resultado desfavorável, conseguindo-o nivelar.

Se o discurso do treinador do FCP fosse compatível com esta realidade também não estaria aqui a gastar cera com tão ruim defunto. Porém, aproveitando as declarações de Fucile (em desavença com Cardozo, mas também com toda a gente e com ele próprio) querendo fazer um caso do jogo, o treinador do FCP aproveitou as perguntas que se seguiram dos jornalistas (muitas vezes orientativas é certo, mas que lhe competiria não seguir o caminho) para fazer um “coro” sobre o tal lance entre o Fucile e o Cardozo, justificando o semi-desaire com o facto do jogador do Benfica não ter sido expulso. Ou seja, pelo menos em termos públicos, não assumiu erros próprios, nomeadamente na gestão das substituições e na fraca capacidade física exibida pela equipa a partir de meio da segunda parte (a seguir é certo a uma pressão elevada que a equipa exerceu no primeiro tempo e que, natural e expectavelmente, não deixaria de produz consequências para a segunda parte), para desviar as atenções para um pseudo-caso do jogo. O problema é que ao ter esta atitude, desculpabilizou o próprio Fucile da sua conduta anti-desportiva sistemática durante o jogo, simulando faltas, agressões, etc, e dando-se ao luxo até de piscadelas do olho para o banco portista depois duma destas atitudes.

Pois bem, alguns dias depois Fucile (ou Vítor Pereira?) é um dos principais responsáveis pela derrota na Rússia. Desta vez, porque já não tinha conveniência pessoal nisso, o treinador do Porto já não se solidarizou com o seu pupilo…

Mas antes ainda viu-se o FCP empatar em Aveiro com o Feirense num jogo em que o treinador do FCP empatando 0-0 retirou o único ponta de lança disponível no onze… para substituí-lo… mas não por outro ponta de lança… Percebo que face às oportunidades que o Feirense construiu o treinador tenha demonstrado este zelo defensivo…

Ora o Sr. Vítor Pereira têm-se, assim, destacado mais pelos infelizes comentários e discursos do que pelo trabalho realizado enquanto treinador do FCP. Desde o querer aproveitar a auto-imputação (ainda enquanto adjunto) do mérito dos resultados da era Villas-Boas ao enfatizar a suposta grande partilha de comunicação e de conhecimentos de que seria protagonista, até ao enveredar por insultos à personalidade e ao carácter de colegas de trabalho, ainda que adversários (com aleivosia de pseudo-demonstração de capacidade de avaliação psicológicas e de carácter) quando o que estava em discussão era apenas uma opinião sobre um facto de jogo, até à busca de colagem relativamente ao tipo de discurso dos seus antecessores, sem ter qualquer carisma semelhante… sugiro ao Sr. Vítor Pereira um arrepiar de caminho… (nas declarações e no trabalho efectivo realizado) sob pena de não ter hipóteses de continuar por muito tempo no cargo privilegiado que desfruta…

É que já dizia a excepcional personalidade literária castelhana Miguel Cervantes (que hoje comemoraria aniversário): assim como o mentiroso está condenado a não ser acreditado quando diz a verdade, é privilégio de quem goza de boa reputação ser acreditado mesmo quando mente.

Ora, o Sr. Vítor Pereira ainda não granjeou a boa reputação necessária para que possa dizer o que lhe bem apetece… e ser acreditado.

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2011-07-29

Ministra dispensa o uso das gravatas ... mas só até 30 de Setembro!



«Esta é uma decisão que visa dar resposta a preocupações de carácter
ambiental, na sequência de estudos científicos que associam a não
utilização de gravata à subida da temperatura do ar condicionado em
2 a 3 graus, sem que daí resulte qualquer prejuízo para o conforto dos
funcionários. Essa pequena alteração representa uma poupança em
termos energéticos, além de que permite reduzir a emissão de dióxido de carbono.»

Isto é tudo muito engraçado! Dispensam o uso da gravata mas só no período compreendido entre a entrada em vigor do despacho e 30 de Setembro. Ou seja a "contrariu sensu" após 1 de Outubro não se dispensa o uso da gravata.

E para quê dispensar uma coisa que legal ou regulamentarmente não é obrigatória?

Não fosse o Despacho da Super Ministra (super pelo alargado âmbito das suas competências e pelos vistos também super pela inteligência demonstrada - de direito é que deve saber pouco!) e os funcionários eram obrigados (?!) mesmo neste período quente de Verão a usar gravata?

E onde está a equidade? Será que a seguir vai legislar no sentido de dispensar as mulheres de não usar decotes pronunciados?

É assim que vai o país que temos...

E esta hein?

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2011-07-26

Brilhantes notícias de primeira página !

Hoje só num diário nacional de grande tiragem podemos ler:

«Massacre de Oslo não aconteceria em Portugal» - Claro que não... a haver um massacre em Portugal não seria «de Oslo»...
«Dinheiro sujo duplica em 6 meses» - Vou passar a sujar o dinheiro ... o que me dará (supostamente) uma rendibilidade de 100%...
«46 milhões de euros congelados...» - Estão no congelador por causa do calor? Se os sujar - dinheiro congelado sujo - passarão a ser 92 milhões...
«Banco espanhol dá Ronaldo como garantia ao BCE» - O Ronaldo não é português? Então os activos portugueses afinal ainda servem de garantia para os bancos ... (mas só) espanhóis!
«Herman José quer puxar as orelhas aos Gatos» - Ponham a Associação de Protecção dos Animais em alerta...
«Barbeiro seduzido e abandonado no monte, nu e de cócoras» - muita gente é seduzida e depois abandonada... mas ficar de cócoras... hmmm?!
«Família de Alcanena é ouro em Matemática» - Ao preço do ouro o Ministro das Finanças já deve estar a pensar em exportar a família.

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2011-07-25

Anders Breivik



Anders Behring Breivik! Como é possível tanta inteligência ser tão mal encaminhada?

Devia ter-se suicidado em vez de matar inocentes diz o pai!

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2011-06-30

Políticos sem vergonha!

Pedro, num dos primeiros Passos enquanto novo primeiro ministro, tirou (mais) um Coelho da cartola. Acabar com 0 13º. mês- disse em Março deste ano - é um disparate. «Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal ainda a minha garantia é que ela irá ser canalizada para os impostos sobre o consumo e não para os impostos sobre o rendimento», confirmou noutra ocasião.

Agora para além das medidas da troika e não fazendo parte do Programa do Governo há pouco tempo sufragado, já anunciou um imposto equivalente a metade do 13º mês... sobre todas as classes de rendimento (o que também é um paradoxo, porque há classes de rendimentos que não têm 13º. mês!).

Falta de vergonha... bastou uns dias...

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2011-06-20

Villas-Boas no Chelsea


Há dias Pinto da Costa dizia que Villas-Boas não saía porque o jovem treinador estava na sua cadeira de sonho! «Tenho a certeza absoluta que ele para o ano estará cá! O André Villas-Boas é uma pessoa séria que respeita os contratos e respeita fundamentalmente a sua palavra»!

Mas mais uma vez ganhou a cor do dinheiro ou será o novo lema o dinheiro não tem cor?

Quanto aos 15 milhões grande notícia para o novo Governo! Ou o que se verá é que não eram 15, afinal eram apenas 5 (e o resto vai parar a uma off-shore?

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2011-05-26

O número de títulos do FCP e do Benfica ...

A discussão sobre essa história do número de títulos atingiu o rídiculo!


O curioso é que nos oitenta anos anteriores em conjunto (seja a "contabilidade" feita em que normativo for - POC, SNC, IAS, "criativa", "à merceeiro", etc.) nunca se falara tanto em número de títulos, como nos últimos dias. Tudo porque, agora, o Porto passou a liderar essa contagem. Sim porque chamar estatística a esse exercício seria um insulto à inteligência.


A estatística é «uma parte da matemática aplicada que fornece métodos para coleta, organização, descrição, análise e interpretação de dados e para a utilização dos mesmos na tomada de decisões. A Estatística possui dois grandes ramos: I – Estatística Descritiva: compreende a colecção, a organização, a descrição dos dados, o cálculo, de forma a apresentar coeficientes de forma conveniente e comunicativa. II – Estatística Indutiva ou Inferencial: compreende procedimentos empregados na análise e na interpretação dos dados para chegar a grandes conclusões ou inferências sobre populações com base em dados amostrais, associados a uma margem de incerteza. Fundamentam ainda as medidas de incerteza que resultam na teoria da probabilidade.»


A estatística é importante! O que está em causa não é estatística é uma mera contagem em que se somam (o que não se pode e, muito menos, se deve fazer) alhos com bugalhos e se apresenta uma soma do que é originalmente diferente.

Ao que parece esta discussão do número de títulos já terá chegado à FIFA (não é difícil adivinhar por mão - ou será por luvas? - de quem...) ao ponto dos orgãos de comunicação social anunciarem ontem, em grandes parangonas, que esta organização confirma que o Porto é o clube português com mais títulos oficiais, porque não se reconhece a famigerada Taça Latina como sendo uma prova oficial. Neste caso o número correcto é de 69 títulos para o Porto e 68 para o Benfica.

O que essa contagem não diz é que o título de Campeão Nacional de Futebol foi atribuído ao Benfica 32 vezes e ao Porto apenas 25. Que, não obstante o Benfica ter ganho mais campeonatos, ainda ficou em segundo lugar em maior número de vezes ( 25 ) do que o Porto, que tendo sido menos vezes campeão (e por isso tinha mais possibilidades de ficar mais vezes em segundo) foi ainda assim menos vezes segundo classificado (apenas 23) do que o Benfica. Que o Benfica nunca se classificou abaixo do quarto lugar enquanto o Porto já foi nono (num ano em que o campeonato tinha 14 clubes!). O que essa "estatística" quer esconder é que na segunda prova mais importante do país – a Taça de Portugal – o Benfica foi vencedor por 24 vezes (das quais oito vencendo o próprio Porto na final, uma das vezes no próprio Estádio das Antas, onde as nossas iluminadas "cabeças" decisórias marcaram o jogo da final) e o Porto apenas 16 (já contabilizando a do ano 2011), tendo vencido por uma só vez o Benfica na final – época de 1957-1958! Ou seja quanto às provas nacionais mais importantes estamos conversados...

O único motivo diferenciador favorável ao Porto (o que já não é pouco, convenhamos) parece ser o caso das duas Taças Uefa + Liga Europa que possui enquanto o Benfica não dispõe de nenhuma (tendo estado presente numa final perdida), já que na Liga dos Campeões (assimilando-a à Taça dos Campeões Europeus) o Porto tem o mesmo número de títulos do Benfica – dois – sendo que aqui, o Benfica junta mais seis presenças na final contra nenhuma mais do Porto! e as duas vitórias subsequentes na Taça Intercontinental deste último clube foram em circunstâncias demasiado estranhas e peculiares:
Uma na prática de um desporto inédito praticado em neve e gelo a que só eufemisticamente se pode chamar futebol (a Taça Toyota: como é que uma situação destas pode ser considerada oficial?) e noutra contra um adversário que fora oitavo classificada num campeonato sul-americano de segunda escolha…

Querer assimilar títulos de um só jogo com vitórias conquistadas em provas compostas de 26, 28 ou 30 jogos… é como tratar identicamente um Nobel da Literatura com a selecção de uma quadra para o concurso de quadras do São João promovido pelo JN (sem desprimor para estes…).

Vivó o Benfica!

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2011-05-13

Os políticos falam de mais (e mal): Pentelhos ou Pintelhos - eis a questão







Pentelho: s.m. Chul. Pêlo que cobre o púbis. Bras. Indivíduo chato.


Pintelho: s. m. Mad. Espécie de pintasilgo, (puffinus obscurus, Temm.)


É claro que Catroga disse pintelho. Basta ouvir. Sendo assim, o que ele disse foi que em vez de andarmos a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andamos a discutir pintasilgos. Será que o homem se safou, mesmo sem querer?

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2011-04-07

Só depois do desastre nacional de domingo Sócrates se convenceu a pedir ajuda!

FMIPois é verdade. Aí vem o FMI (siglas de Foda-se Mais Impostos)!

Sócrates tardou a perceber a sua impotência (e incompetência) para travar a agiotagem dos especuladores internacionais que tanto se empertigaram em colocar o rating de Portugal perto do nível de lixo. Sabe o Nothingandall que, além da actuação concertada dos últimos dias dos banqueiros nacionais (não pertencessem eles à mesma classe dos agiotas internacionais), foram os acontecimentos ocorridos domingo à noite em Lisboa decisivos para este comportamento do (ainda) Primeiro-Ministro de Portugal. Com efeito, o forte abalo de 1-2 na escala de Hulk, seguido de apagão e tsunami, com epicentro em Lisboa, teve consequências expressivas. As autoridades apontam para 6 milhões de desaparecidos em menos de 4 minutos. Tais consequências são apenas comparáveis à situação crítica vivida há 70 anos (mais precisamente no dia 19 de Maio de 1941) quando com epicentro nas Amoreiras, terramoto semelhante na escala 2-3 (mas sem apagão e tsunami), ocorrera.

Entretanto, à medida que o tempo vai passando muitos dos desaparecidos (e em particular, silenciosos) vão-se recuperando dos escombros.

A protecção civil prevê uma réplica para hoje à noite com efeitos principais a sentirem-se no mesmo local em virtude da aproximação perigosa do tufão PSV (escala 10-0 em Roterdão!), mas alguns videntes dizem que Jesus já prometeu a realização de uma cimeira urgente com Maxi (e com Deus) para demonstrar que um povo tão dizimado como o nosso (para além do Governo de Sócrates, dos PEC's, do 0-5 do Estádio do Ladrão, e agora da vinda do FMI) não merece ser mais espezinhado... e que umas tréguas vinham a calhar (até porque está a chegar a Páscoa e não convém afugentar assim tanto o religioso povo benfiquista). Há, pois, assim, quem acredite que o tufão PSV perca força na aproximação a Lisboa.

Vamos ver... Falta esperar umas horas...

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2011-03-25

O zoo da política nacional

«estamos perante alguém que tem a coluna vertebral de um caracol... este homem é um farsola. ... ainda não é o tempo de ir ao pote... Este homem não vai ganhar eleição nenhuma em Portugal. Graças a Deus e aos portugueses»

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2011-03-16

Hipocrisias e MAIS Agiotas

A situação não está para brincadeiras.

E não estou a referir-me apenas aos acontecimentos catastróficos de origem climatérica ou natural como o recente tsunami no Japão e que caem no âmbito do que se convencionou chamar, em termos jurídicos, "Act of God", se bem que admita que estejam cada vez mais relacionados com os actos dos homens (aqui com letra pequena porque não merecem mais), face à destruição profunda e progressiva dos equilíbrios ecológicos, florestais, camada de ozono, etc…

Mas voltemos à "vaca fria". A situação não está para brincadeiras em termos políticos no norte de África, onde a evoluções mais ou menos democratizantes em alguns países correspondem noutros (Líbia, mas não só) um cada vez mais apertar do cerco de governos totalitaristas que querem perpetuar-se no poder à custa de distribuição de benesses por uma élite política (e militar) e o resto (entenda-se “povo”) que se *oda. O curioso é que quem há poucos meses tinha relações privilegiadas, ou não tendo fomentá-las, agora, que o "tapete" do poder está a fugir, se ponha de fora. Hipocrisias...

A situação não está para brincadeiras em Portugal! Um governo minoritário rosa (bem podia ser de outra cor, porque ao contrário das cores de clubes, eu em matéria política não tenho cor, pelo menos associada a partidos), rosa por ser da cor do PS, mas efectivamente mais púrpura ou roxo, na essência – por ter mais a ver com depressão, morte e nojo - e de fortes tons "socratianos", cada vez mais isolado, que tudo vem fazendo para se esticar no poder bem sabendo que não vai dar a lugar algum, foi em primeiro lugar escondendo a crise – qual crise? – depois reconhecendo-a aos poucos, mas sempre negligenciando (quero crer mais por incompetência do que intencionalmente) a sua verdadeira dimensão, para, agora, PEC atrás de PEC, ir delapidando o Estado Social.

Porém, a hipocrisia dos decisores exógenos ao país que (ainda) somos (que dão pelo nome eufemístico de "mercados" e a que junto a Sra. Merkl), cada vez mais exógenos e exigentes - digo eu na minha interpretação da opinião do Prof. Cavaco Silva, e não digam mal deles, porque eles é que nos deixam funcionar e sobreviver, alegadamente, num discurso miserabilista e impotente de um país que não sabe traçar as suas orientações estratégicas e de rumo de médio/longo prazos - é cada vez mais vincada.

Tomem medidas para reduzir o défice! Medidas sérias e fortes, porque isto não vai de lenitivos e com «papas de linhaça»! Pois bem vamos definir um pacote de aumentos e diminuições: aumentos dos impostos e diminuições dos benefícios, porque diminuições dos custos de funcionamento do Estado esses são bem poucos.

Não chega? Tomem mais medidas de aumentos e diminuições … mais impostos e menos benefícios, com sempre os mesmos a pagar a crise. Como o nome do quadro atribuído a estas medidas foi mal redigido – não estivemos, não estamos em presença de nenhum Programa de Estabilidade e Crescimento, mas sim de Medidas de Aumento de Impostos e Salvaguarda dos Agiotas – ou seja MAIS Agiotas – nós que em 2009 até crescemos 1,4%, em 2010 já não crescemos e vamos até reentrar em depressão económica (porque na outra, psicológica, já lá estamos há vários anos).

E por causa da falta de crescimento ou mesmo recessão os ratings descem mais ainda… e os juros aumentam mais ainda … e por causa do défice temos de tomar mais medidas de aumentos e diminuições: mais aumentos de impostos e mais diminuições de benefícios e regalias sociais (resta alguma?).

Já agora querem saber qual vai ser o défice orçamental projectado para os Estados Unidos da América em 2011?...
...São só 10,9% ! …

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Sócrates & Sócrates


- Só sei que nada sei - Sócrates, filósofo grego;

- Só sei que o que dizes um dia, é o contrário do que disseste no outro - sobre Sócrates, político português!

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2011-03-14

Quem é o palhaço?

«Quando saímos do restaurante Shis, na Foz, fomos subitamente surpreendidos por dois indivíduos quer deram um soco ao Rui, dizendo que era a paga pelos comentários que fazia na TV. Segundo me disseram, estava uma terceira pessoa dentro de um carro a controlar tudo o que se passava. Foi claramente uma emboscada dirigida ao Rui Gomes da Silva. Foi tudo muito rápido: agrediram-no e fugiram.» - estas são as declarações do Presidente da Câmara do Município de Paredes, Celso Ferreira, hoje transcritas em «A Bola» no artigo der José Manuel Delgado com o título: "Quando se branqueia o terrorismo...".

Pois quais foram as afirmações dum senhor chamado Pinto da Costa (de que o ilustre irmão se deve envergonhar): «Podem simular agressões a qualquer palhaço, mas nós vamos continuar o nosso destino e o nosso destino é vencê-los».

Quem é, afinal, o palhaço? Depois de café com leite, fruta de dormir, quinhentinhos, viagens ao Brasil pagas a árbitros nas contas do clube, já estamos habituados a estas palhaçadas... O pior é quem ainda acha graça a este sujeito...


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2010-12-10

Aquilo que o Wikileaks ainda não descobriu...

1) O motivo porque o Benfica jogava tão bem o ano passado e agora...
2) As fotos do "café com leite" ou da "fruta" que o FCP oferecia aos árbitros...
3) A justificação para ser repetido o penalty do Setúbal contra o FCP (e que deu um bónus de mais dois pontos para este) ou por outras palavras Elmano Santos vestido de Pai Natal nortenho
4) A data verdadeira da licenciatura do Sócrates
5) O montante das receitas fiscais arrecadadas através do RERT II
6) Os segredos da Casa com tal nome
7) A constitucionalidade da excepção dos Açores relativamente à redução dos salários dos funcionários públicos.
8) Como se aumenta a competitividade das empresas portuguesas aumentando a factura da electricidade em mais de 10%
9) Como o acordo ortográfico beneficia a língua portuguesa
10) Porque motivo esta lista tem de terminar no número 10...

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2010-11-22

"Pro caralho": linguagem castrense utilizada na caserna ... tem por vezes significado ou peso específico diverso da linguagem coloquial

Um Militar da Guarda Nacional Republicana, chamemos A, com o posto de Cabo e em exercício de funções na Brigada Fiscal,... solicita troca de serviço. O superior hierárquico Sargento B, recusa. O cabo reage "não dá para trocar, então pró caralho" e de seguida: "se participar de mim, depois logo falamos como homens".

Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal. A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa decide:

I- A palavra "caralho", proferida por militar (Cabo da Guarda Nacional Republicana), na presença do seu Comandante, em desabafo, perante a recusa de alteração de turnos, não consubstancia a prática do crime de insubordinação por outras ofensas, previsto e punível pelo artigo 89º, n.º 2, alínea b), do Código de Justiça Militar.

II - Será menos própria numa relação hierárquica, mas está dentro daquilo que vulgarmente se designa por “linguagem de caserna”, tal como no desporto existe a de "balneário", em que expressões consideradas ordinárias e desrespeitosas noutros contextos, porque trocadas num âmbito restrito (dentro das instalações da GNR) e inter pares (o arguido não estava a falar com um oficial, subalterno, superior ou general, mas com um 2º Sargento, com quem tinha uma especial relação de proximidade e camaradagem) e são sinal de mera virilidade verbal. Como em outros meios, a linguagem castrense utilizada pelos membros das Forças Armadas e afins, tem por vezes significado ou peso específico diverso do mero coloquial. (Daqui)

No acórdão diz-se:
«Segundo as fontes, para uns a palavra "caralho" vem do latim "caraculu" que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis. E esse é o significado actual da palavra, se bem que no seu uso popular quotidiano a conotação fálica nem sequer muitas vezes é racionalizada.
Com efeito, é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que CARALHO é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo.
Por exemplo "pra caralho" é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno demais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas (exº: "chove pra caralho"; "o Cristiano Ronaldo joga pra caralho"; "moras longe pra caralho"; "o ácaro é um animal pequeno pra caralho"; "esse filme é velho pra caralho").
Por seu turno, quem nunca disse ou pelo menos não terá ouvido dizer para apreciar que uma coisa é boa ou lhe agrada: "isto é mesmo bom, caralho".
Por outro lado, se alguém fala de modo ininteligível poder-se-á ouvir: "não percebo um caralho do que dizes" e se A aborrece B, B dirá para A "vai pró caralho" e se alguma coisa não interessa: "isto não vale um caralho" e ainda se a forma de agir de uma pessoa causa admiração: "este gajo é do caralho" e até quando alguém encontra um amigo que há muito tempo não via “como vai essa vida, onde caralho te meteste?”. Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação “carago”, não há nada a que não se possa juntar um “caralho”, funcionando este como verdadeira muleta oratória.
Assim, dizer para alguém "vai para o caralho" é bem diferente de afirmar perante alguém e num quadro de contrariedade "ai o caralho" ou simplesmente "caralho", como parece ter sucedido na situação em apreço nestes autos. No primeiro caso a expressão será ofensiva, enquanto que, ao invés, no segundo caso a expressão é tão-só designativa de admiração, surpresa, espanto, impaciência, irritação ou indignação (cfr. Dicionários da Língua Portuguesa da Priberam e da Porto Editora 2010)»...

É caso para dizer em bom vernáculo nortenho: é um acordão do caral** !

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