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2014-07-30

Acho Inúteis as Palavras - António de Sousa Freitas (nos 10 anos do seu desaparecimento), na voz de Amália Rodrigues

Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior
Inúteis são os meus gestos
P'ra te falarem de amor

Acho inúteis os sorrisos
Quando a noite nos procura
Inúteis são minhas penas
P'ra te falar de ternura

Acho inúteis nossas bocas
Quando voltar o pecado
Inúteis são os meus olhos
P'ra te falar do passado

Acho inúteis nossos corpos
Quando o desejo é certeza
Inúteis são minhas mãos
Nessa hora de pureza.


António Sousa Freitas (Buarcos, 1 de Janeiro de 1921 - Lisboa, 30 de Junho de 2004),


Na Rua do Silêncio
Eu Queria Cantar-te um Fado
Cantiga de Embalar

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2012-01-01

Eu queria Cantar-te Um Fado, de António de Sousa Freitas, na voz de Amália

Eu queria cantar-te um fado
Que toda a gente ao ouvi-lo
Visse que o fado era teu.
Fado estranho e magoado,
Mas que pudesses senti-lo
Tão na alma como eu.

E seria tão diferente
Que ao ouvi-lo toda a gente
Dissesse quem o cantava.
Quem o escreveu não importa
Que eu andei de porta em porta
Para ver se te encontrava.

Eu hei-de por nalguns versos
O fado que é dos teus olhos
O fado da tua voz.
Nossos fados são diversos
Tu tens um fado eu tenho outro
Triste fado temos nós.

Letra António de Sousa Freitas(nasceu em Buarcos, Figueira da Foz a 1 de Janeiro de 1921 - m. Lisboa, 30 de Junho de 2004)
Música Franklin Godinho (Fado Franklin de Sextilhas)

Vamos ouvi-lo na voz de Amália Rodrigues:

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2011-01-01

Na Rua do Silêncio - António Sousa Freitas, na voz de Mariza

Na rua do silêncio
é tudo muito mais ausente
até foge o luar
e até a vida é pranto
não há juras de amor
não há quem nos lamente
e o sol quando lá vai
é pra deitar quebranto

na rua do silencio
o fado é mais sombrio
e as sombras de uma flor
não cabem lá também
a rua tem destino
e o seu destino frio
não tem sentido algum
não passa lá ninguém

na rua do silêncio
as portas tão fechadas
e até o sonho cai
sem fé e sem ternura
na rua do silêncio
há lágrimas cansadas
na rua do silêncio
é sempre noite escura


António Sousa Freitas nasceu em Buarcos, Figueira da Foz a 1 de Janeiro de 1921; faleceu em Lisboa em 30 de Junho de 2004.

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2010-01-01

Musical suggestion of the day: Eu Queria Cantar-te um Fado

Eu queria cantar-te um fado
Que toda a gente ao ouvi-lo
Visse que o fado era teu.
Fado estranho e magoado,
Mas que pudesses senti-lo
Tão na alma como eu.

E seria tão diferente
Que ao ouvi-lo toda a gente
Dissesse quem o cantava.
Quem o escreveu não importa
Que eu andei de porta em porta
Para ver se te encontrava.

Eu hei-de por nalguns versos
O fado que é dos teus olhos
O fado da tua voz.
Nossos fados sao diversos
Tu tens um fado eu tenho outro
Triste fado temos nós.

Letra António de Sousa Freitas(nasceu em Buarcos, Figueira da Foz a 1 de Janeiro de 1921 - m. Lisboa, 30 de Junho de 2004)
Música Franklin Godinho (Fado Franklin de Sextilhas)

Vamos ouvi-lo na voz de Amália Rodrigues

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2009-01-01

Cantiga de embalar - António de Sousa Freitas

foto Noite Noite - imagem daqui

Embala-me, embala-me,
E canta-me cantigas,
Cantigas antigas de embalar meninos.
- Que a tua voz seja um cântico
Onde a minha alma descanse
E alcance os seus destinos.

Que tenha sonhos brancos e suaves,
Aves roçando leve o meu sonhar
Embalando breve, junto a ti, sonhando.
- Ó noite velha, sem estrelas e sem lua,
Nua e tua sinto bem minha alma
Na calma de um lugar agónico e brando.

E canta, canta, meu amor, encanta
Com essa tua voz sonhada e benta,
E lenta, lenta, meu amor, tão lenta.
- Deixa correr a vida! Que importa a vida,
Se no ponto da partida
No teu canto o meu anseio se atormenta!?

António Sousa Freitas (nasceu em Buarcos, Figueira da Foz a 1 de Janeiro de 1921 - m. em Lisboa, a 30 de Junho de 2004)

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