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2013-04-25

Abril a as flores (vá lá que ainda se comemora o feriado...)




É preciso avisar toda a gente
Dar notícia, informar, prevenir
Que por cada flor estrangulada
Há milhões de sementes a florir.

É preciso avisar toda a gente
segredar a palavra e a senha
Engrossando a verdade corrente
duma força que nada a detenha.

É preciso avisar toda a gente
Que há fogo no meio da floresta
E que os mortos apontam em frente
O caminho da esperança que resta.

É preciso avisar toda a gente
Transmitindo este morse de dores
É preciso, imperioso e urgente
Mais flores, mais flores, mais flores.

João Apolinário Teixeira Pinto (Belas, Sintra, 18 de Janeiro de 1924 — Marvão, 22 de Outubro de 1988)

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2011-12-05

Liberdade - No Centenário de Carlos Marighella

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome


Carlos Marighella (Salvador, 5 de dezembro de 1911 – São Paulo, 4 de novembro de 1969)

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2010-04-25

Historical image of the day (V): Revolução dos cravos

Soldados com cravos na extremidade das espingardasimagem daqui

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2009-11-09

A queda do Muro de Berlim foi há 20 anos / The fall of the wall in Berlin was 20 years ago

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2009-04-25

A Revolução dos Cravos já foi há 35 anos e... parece que eles murcharam


A Revolução dos Cravos aconteceu há 35 anos. Tomei conhecimento (e despertei para a descoberta dos assuntos políticos) nesse dia, em plena aula de Química no Instituto Comercial do Porto onde estudava. Em plena aula prática estava eu a fazer uma experiência e pimba... o 25 de Abril estava em ebulição. A professora em tom grave anunciava que tinha havido um golpe de Estado e que os alunos podiam / deveriam ir para casa. No trajecto, aliás a não muita distância, na Rua do Heroísmo e Largo Soares dos Reis, milhares de pessoas e tanques se aglomeravam junto da ex-Pide, DGS, com gritos de Liberdade! Liberdade!

Passados 35 anos estamos tão ou mais "presos" quanto o apaixonado do poema "Ai Jesus!" de Álvares de Azevedo, que publicamos hoje no blog em homenagem ao poeta brasileiro falecido faz hoje 157 anos, mas por motivos muito menos nobres.

É a crise económica, é o desemprego, é a tristeza dos portugueses, é a agressividade do fisco, é o atropelo das garantias dos cidadãos perante o Estado, é o aumento das obrigações e a redução dos direitos, são os escandalos financeiros, as falhas da supervisão e do Governo, é a ineficiência dos Tribunais enquanto as custas aumentam, é os partidos que se degladiam em assuntos de "paternidade" das leis mal feitas em vez de cooperarem a resolver os problemas dos portugueses. São os escândalos dos políticos, dos autarcas, da corrupção (ou referências constantes à sua existência), da anormalidade das decisões desportivas (apitos dourados e quejandos e funcionamento anómalo das instituições), são os políticos que saem do governo para irem para altos cargos das empresas, são os administradores que saem das empresas públicas (com chorudas indemnizações ou reformas) para ir para os bancos privados...

O 25 de Abril foi (já) há 35 anos. Muitos - a nova geração - não o viveram. Outros o esqueceram. Como Manuel António Pina escreve na edição de ontem do JN: "Há 35 anos era a Revolução. Depois foi (é) o que se sabe. Diz Carlyle na sua "História da Revolução Francesa" que as revoluções são sonhadas por idealistas e realizadas por fanáticos, e quem delas se aproveita são os oportunistas de todas as espécies".

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2008-11-09

A queda do muro de Berlim foi há 19 anos /The fall of the wall in Berlin was 19 years ago

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2008-10-27

@o que chegou a Aministração Pública: inspeccionar os emails dos funcionários!

Já vi muita coisa, muita ilegalidade praticada. Já ouvi falar de «hijacking fiscal». Muitas decisões de liquidações de impostos fundamentadas em argumentos completamente estapafúrdios. Até decisões de aplicações de coimas em processos de contraordenação quando os impostos liquidados que com eles se relacionam estão impugnados! É a aceleração da máquina fiscal que ultrapassa todos os limites: do tipo andar a 280 Km à hora na Avenida da República (só em ambiente simulado para divertimento do público e com um carro da Fórmula 1). Percebo que queiram saber quem fotografou os casamentos e onde foram (e quem pagou) as bodas. Até percebo que da lista de devedores do Estado só conste três entidades. Ainda que tudo isto não devesse ser a realidade.

Mas hoje soube uma situação ainda mais imprevista. A Inspecção Geral de Finanças foi fiscalizar os emails dos funcionários. A correspondência e os emails (mesmo os de índole profissional postos à disposição pela entidade patronal) está salvaguardada pelo direito à privacidade.

Segundo a TSF «A inspecção sugeriu ao DIAP que se consultasse o conteúdo das mensagens, o que foi autorizado pelo Tribunal de Instrução Criminal». Tudo ao que se supõe em defesa do sigilo... fiscal. E esta hein ?

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2008-07-18

Nelson Mandela faz hoje 90 anos

O líder do combate ao regime do apartheid Sul-Africano e Prémio Nobel da Paz, nasceu no dia 18 de Julho de 1918, filho de um conselheiro do chefe supremo do povo thembu, em Qunu, perto de Umtata, na África do Sul.

«Eu estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer».

Mandela foi condenado à prisão perpétua em 12 de Junho de 1964 tendo sido enviado para a prisão de máxima segurança de Robben Island.

«I am the First Accused. ... I admit immediately that I was one of the persons who helped to form Umkhonto we Sizwe, and that I played a prominent role in its affairs until I was arrested in August 1962. ...

During my lifetime I have dedicated myself to this struggle of the African people. I have fought against white domination, and I have fought against black domination. I have cherished the ideal of a democratic and free society in which all persons live together in harmony and with equal opportunities. It is an ideal which I hope to live for and to achieve. But if needs be, it is an ideal for which I am prepared to die. Apr 20, 1964 (complete speech here).

Permaneceu na prisão de Robben Island até 1982 de onde foi transferido primeiro para Pollsmoor Prison na Cidade do Cabo até Dez. 1988 e depois para a Prisão de Victor Verston (perto de Paarl) até que a campanha do ANC e a pressão internacional permitiram que viesse a ser libertado em 11 de Fevereiro de 1990, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prémio Nobel da Paz em 1993

Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul assumindo o cargo em 27 de Abril de 1994 (até 1999) e comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Ler/Read Discursos de Nelson Mandela /Mandela speaks

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2008-04-25

25 de Abril - Liberdade



Trova do Vento que Passa



«Trova do Vento que Passa» - Manuel Alegre

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre de Melo Duarte (Águeda, 12 de Maio de 1936)

E deixo ainda aqui a lembrança de um dos mais conhecidos poemas de Fernando Pessoa que tem o título «Liberdade»

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.

O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa (n. Lisboa, 13 Jun 1888, m. Lisboa, 30 Nov 1935)

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2007-10-04

Free Burma



Neste dia os blogs de todo o mundo juntam-se para apoiar a causa de Burma / Mianmar / Birmânia.

Apoie, também, os manifestantes de Mianmar/Birmânia e assine a petição através deste link

Visite / Visit http://freeburma.org

Os agradecimentos à amiga Betty que me deu conhecimento da iniciativa.

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