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2017-06-26

Recordações - Francisco Otaviano


Oh! se te amei! Toda a manhã da vida
Gastei-a em sonhos que de ti falavam!
Nas estrelas do céu via teu rosto,
Ouvia-te nas brisas que passavam:
Oh! se te amei! Do fundo de minh’alma
Imenso, eterno amor te consagrei...
Era um viver em cisma de futuro!
Mulher! oh! se te amei!

Quando um sorriso os lábios te roçava,
Meu Deus! que entusiasmo que sentia!
Láurea coroa de virente rama
Inglório bardo, a fronte me cingia;
À estrela alva, às nuvens do Ocidente,
Em meiga voz teu nome confiei.
Estrela e nuvens bem no seio o guardam;
Mulher! oh! se te amei!

Oh! se te amei! As lágrimas vertidas,
Alta noite por ti; atroz tortura
Do desespero d’alma, e além, no tempo,
Uma vida sumir-se na loucura...
Nem aragem, nem sol, nem céu, nem flores,
Nem a sombra das glórias que sonhei...
Tudo desfez-se em sonhos e quimeras...
Mulher! oh! se te amei!


Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro a 26 de junho de 1825; m. no Rio de Janeiro a 28 de junho de 1889)

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2016-06-28

ILUSÕES DA VIDA - Francisco Otaviano


Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu;
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.

Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro, RJ, em 26 de junho de 1825 e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1889)

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2011-06-26

Recordações - Francisco Otaviano


Oh! se te amei! Toda a manhã da vida
Gastei-a em sonhos que de ti falavam!
Nas estrelas do céu via teu rosto,
Ouvia-te nas brisas que passavam:
Oh! se te amei! Do fundo de minh’alma
Imenso, eterno amor te consagrei...
Era um viver em cisma de futuro!
Mulher! oh! se te amei!

Quando um sorriso os lábios te roçava,
Meu Deus! que entusiasmo que sentia!
Láurea coroa de virente rama
Inglório bardo, a fronte me cingia;
À estrela alva, às nuvens do Ocidente,
Em meiga voz teu nome confiei.
Estrela e nuvens bem no seio o guardam;
Mulher! oh! se te amei!

Oh! se te amei! As lágrimas vertidas,
Alta noite por ti; atroz tortura
Do desespero d’alma, e além, no tempo,
Uma vida sumir-se na loucura...
Nem aragem, nem sol, nem céu, nem flores,
Nem a sombra das glórias que sonhei...
Tudo desfez-se em sonhos e quimeras...
Mulher! oh! se te amei!


Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro a 26 de Jun 1825; m. no Rio de Janeiro a 28 Maio 1889 ou 28 de Junho de 1889)

Ler do mesmo autor: Soneto: Morrer, dormir, não mais...;
Ilusões de Vida

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2010-06-26

Morrer... dormir... não mais! - Francisco Otaviano

Morrer ... dormir... não mais ! Termina a vida
e com ela terminam nossas dores:
um punhado de terra, algumas flores
e, às vezes uma lágrima fingida!

Sim, minha morte não será sentida;
Não deixo amigos e nem tive amores!
Ou, se os tive, mostraram-se traidores,
algozes vis de uma alma consumida.

Tudo é pobre no mundo; que me importa
Que ele amanhã se esboroe e que desabe,
Se a natureza para mim é morta!

É tempo já que o meu exílio acabe...
Vem, pois, ó Morte, ao Nada me transporta!
Morrer... dormir... talvez sonhar... quem sabe?


Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro a 26 de Jun 1825; m. no Rio de Janeiro a 28 Maio 1889 ou 28 de Junho de 1889)

in A Circulatura do Quadrado : Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe, 2004

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2009-06-26

IIusões de Vida - Francisco Otaviano

Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.

Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro, RJ, em 26 de Junho de 1825 e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1889).

Ler do mesmo autor: Soneto: Morrer, dormir, não mais...; Recordações

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2008-06-26

Recordações - Francisco Otaviano


Oh! se te amei! Toda a manhã da vida
Gastei-a em sonhos que de ti falavam!
Nas estrelas do céu via teu rosto,
Ouvia-te nas brisas que passavam:
Oh! se te amei! Do fundo de minh’alma
Imenso, eterno amor te consagrei...
Era um viver em cisma de futuro!
Mulher! oh! se te amei!

Quando um sorriso os lábios te roçava,
Meu Deus! que entusiasmo que sentia!
Láurea coroa de virente rama
Inglório bardo, a fronte me cingia;
À estrela alva, às nuvens do Ocidente,
Em meiga voz teu nome confiei.
Estrela e nuvens bem no seio o guardam;
Mulher! oh! se te amei!

Oh! se te amei! As lágrimas vertidas,
Alta noite por ti; atroz tortura
Do desespero d’alma, e além, no tempo,
Uma vida sumir-se na loucura...
Nem aragem, nem sol, nem céu, nem flores,
Nem a sombra das glórias que sonhei...
Tudo desfez-se em sonhos e quimeras...
Mulher! oh! se te amei!

Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro, RJ, a 26 Jun 1825: m. na mesma cidade em 28 de junho de 1889)

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2008-05-28

Morrer, dormir, não mais ... Francisco Otaviano

Morrer, dormir, não mais: termina a vida
E com ela terminam nossas dores,
Um punhado de terra, algumas flores,
E às vezes uma lágrima fingida!


Sim, minha morte não será sentida,
Não deixo amigos e nem tive amores!
Ou se os tive mostraram-se traidores,
Algozes vis de uma alma consumida.

Tudo é pobre no mundo; que me importa
Que ele amanhã se esb'roe e que desabe,
Se a natureza para mim está morta!

É tempo já que o meu exílio acabe;
Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta
Morrer, dormir, talvez sonhar, quem sabe?

Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro, RJ, em 26 de junho de 1825, e faleceu na mesma cidade em 28 de Maio de 1889)

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2006-06-28

Soneto - Francisco Otaviano

Morrer ... dormir... não mais ! Termina a vida
e com ela terminam nossas dores:
um punhado de terra, algumas flores
e, às vezes uma lágrima fingida!

Sim, minha morte não será sentida;
Não deixo amigos e nem tive amores!
Ou, se os tive, mostraram-se traidores,
algozes vis de uma alma consumida.

Tudo é pobre no mundo; que me importa
Que ele amanhã se esboroe e que desabe,
Se a natureza para mim é morta!

É tempo já que o meu exílio acabe...
Vem, pois, ó Morte, ao Nada me transporta!
Morrer... dormir... talvez sonhar... quem sabe?

Francisco Otaviano de Almeida Rosa (n. no Rio de Janeiro a 26 de Jun 1825; m. no Rio de Janeiro a 28 Jun 1889 ou 28de Maio de 1889?)

in A Circulatura do Quadrado : Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa, Edições Unicepe, 2004

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