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2013-04-09

Musical suggestion of the day: Roseira Brava - Adriano Correia de Oliveira

Roseira Brava by Adriano Correia De Oliveira on Grooveshark
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (n. 9 abril 1942 em Avintes, V. Nova de Gaia – m. 16 out. 1982)

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2010-10-15

Tejo Que Levas As Águas - Manuel da Fonseca

Porque hoje faz 99 anos que nasceu Manuel da Fonseca (e é um dia importante de debate orçamental, com cortes e mais cortes e certas coisas parecem esquecidas...) e amanhã ocorre o 18º. aniversário do falecimento de Adriano Correia de Oliveira, nada mais de propósito do que este "Tejo que levas as águas", com letra do grande autor neo-realista e voz inconfundível de Adriano, preenchendo-se assim, simultaneamente, o espaço da poesia e de música deste dia no Nothingandall

Tejo Que Levas as Águas - 1975 by Adriano Correia de Oliveira on Grooveshark

Tejo que levas as águas Correndo de par em par Lava a cidade de mágoas Leva as mágoas para o mar Lava-a de crimes espantos De roubos, fomes, terrores, Lava a cidade de quantos Do ódio fingem amores Lava bancos e empresas Dos comedores de dinheiro Que dos salários de tristeza Arrecadam lucro inteiro Lava palácios vivendas Casebres bairros da lata Leva negócios e rendas Que a uns farta e a outros mata Leva nas águas as grades De aço e silêncio forjadas Deixa soltar-se a verdade Das bocas amordaçadas Lava avenidas de vícios Vielas de amores venais Lava albergues e hospícios Cadeias e hospitais Afoga empenhos favores Vãs glórias, ocas palmas Leva o poder dos senhores Que compram corpos e almas Das camas de amor comprado Desata abraços de lodo Rostos corpos destroçados Lava-os com sal e iodo Tejo que levas as águas Correndo de par em par Lava a cidade de mágoas Leva as mágoas para o mar

Poema Extraído de Cem Poemas Portugueses sobre Portugal e o Mar, selecção, organização e introdução de José Fanha e José Jorge Letria, Terramar Manuel Lopes da Fonseca (n. em Santiago do Cacém a 15 Out 1911 ; m. em Lisboa a 11 Mar 1993) Música: Adriano Correia de Oliveira Intérprete: Adriano Correia de Oliveira Ler ainda de Manuel da Fonseca, neste blog: Depois Vinha o Luar Estradas Segundo dos Poemas de Infância Ruas da Cidade Os olhos do poeta Romance do terceiro oficial de finanças

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2010-07-30

A Despedida - António Correia de Oliveira

Max von Sydow numa cena de Vargtimmen / Hour of the Wolf (1968)
do realizador Ingmar Bergman (14 Jul 1918 - 30 Jul 2007)

Três modos de despedida
Tem o meu bem para mim:
- «Até logo»; «até à vista»:
Ou «adeus» - É sempre assim.

«Adeus», é lindo, mas triste;
«Adeus» ... A Deus entregamos
Nossos destinos: partimos,
Mal sabendo se voltamos.

«Até logo», é já mais doce;
Tem distancia e ausência, é certo;
Mas não é nem ano e dia,
Nem tão-pouco algum deserto.

Vale mais «até à vista»,
Do que «até logo» ou «adeus»;
«À vista», lembra, voltando,
Meus olhos fitos nos teus.

Três modos de despedida
Tem, assim, o meu Amor;
Antes não tivesse tantos!
Nem um só... Fora melhor.

António Correia de Oliveira (n. em S. Pedro do Sul a 30 Jul 1879; m. em Belinho, Esposende a 20 Fev 1960)

Nota do Webmaster: Muito pior é quando alguém parte sem despedida... (ainda que tenhamos sentido o presságio)!

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2008-10-16

Adriano Correia de Oliveira desapareceu há 26 anos

Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português e um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção (from Wikipedia)


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira


I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no


Trova do vento que passa



Tejo que levas as águas



Aqui uma das mais belas composições de música portuguesa de sempre
Fala do homem nascido



Aqui interpretando um poema de Manuel da Fonseca ainda ontem aqui lembrado no dia do seu aniversário
Tu e eu meu amor


Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional e imperdível


Este post é uma reedição do colocado há um ano atrás

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2008-04-09

Adriano Correia de Oliveira nasceu há 66 anos



Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português e um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção. Ler mais



Trova do Vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira

I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no

Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional

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2007-10-16

Adriano Correia de Oliveira desapareceu há 25 anos

Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português e um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção (from Wikipedia)


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira


I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no


Trova do vento que passa



Tejo que levas as águas



Aqui uma das mais belas composições de música portuguesa de sempre
Fala do homem nascido



Aqui interpretando um poema de Manuel da Fonseca ainda ontem aqui lembrado no dia do seu aniversário
Tu e eu meu amor


Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional e imperdível

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2007-05-22

Amanhã noite de poesia na Unicepe

No âmbito das suas iniciativas culturais a Unicepe leva a efeito amanhã, 23 de Maio, das 21.30 às 23.00, uma sessão (acesso gratuito) integrada nas Noites de poesia e música - Evocações. Esta será alusiva a Adriano Correia de Oliveira e contará com a guitarra e voz de Carlos Andrade. Para mais informações visite o sítio da instituição em http://www.unicepe.pt

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2007-04-09

Adriano Correia de Oliveira nasceu há 65 anos


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Música: António Portugal
Letra: Manuel Alegre
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira





I ask of the passing wind
News from my fatherland
The wind silences the tragedy
The wind tells me nothing

But there is always a lantern
Within the very misfortune
There is always someone who sows
Songs in the passing wind

Even in the saddest of nights
In times of servitude
There is someone who resists
There is always someone who says no

Aqui não é Adriano que canta mas este vídeo é absolutamente sensacional

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