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2014-06-07

Quando vi você - Paulo Leminsky (no 25º. aniversário do seu desaparecimento)

quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto


Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto 1944 – Curitiba, 7 de junho 1989)

Sintonia para pressa e presságio

Navio perdendo a rota
Isso de querer
Aviso aos Náufragos
Amor bastante;
Amor, então;
Iceberg

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2013-08-24

Sintonia para pressa e presságio - Paulo Leminski

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.


Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto 1944 – Curitiba, 7 de junho 1989)

Navio perdendo a rota
Isso de querer
Aviso aos Náufragos
Amor bastante;
Amor, então;
Iceberg

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2013-06-07

Navio perdendo a rota - Paulo Leminski

Um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota.

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto 1944 – Curitiba, 7 de junho 1989)

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2012-08-24

Isso de querer - Paulo Leminski

Mosaico de Cida Carvalho, imagem extraída daqui

Paulo Leminski Filho (n. em Curitiba, Paraná, a 24 de Agosto de 1944; m. em Curitiba a 7 de Junho de 1989)

Ler do mesmo autor:
Sintonia para pressa e presságio
Amor bastante;
Amor, então;
Iceberg

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2009-08-24

Sintonia para pressa e presságio - Paulo Leminski

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Sôo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.
Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

in Poesia Brasileira do Século XX Dos Modernistas à Actualidade, selecção, introdução e notas de Jorge Henrique Bastos, Edições Antígona

Paulo Mendes Leminski(n. em Curitiba, Paraná, a 24 de Agosto de 1944; m. em Curitiba a 7 de Junho de 1989)

Ler do mesmo autor: Amor bastante - Paulo Leminski; Amor, então; Iceberg

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2008-06-07

Amor, então... - Paulo Leminski

Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Paulo Mendes Leminski (n. em Curitiba, Paraná, a 24 de Agosto de 1944; m. em Curitiba a 7 de Junho de 1989)

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2007-08-24

Iceberg - Paulo Leminski



Uma poesia ártica,
claro, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos.

Paulo Mendes Leminski (n. em Curitiba, Paraná, a 24 de Agosto de 1944; m. em Curitiba a 7 de Junho de 1989)

Ler do mesmo autor: Amor bastante - Paulo Leminski

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2007-06-07

Amor Bastante - Paulo Leminski


quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

Paulo Mendes Leminski (n. em Curitiba, Paraná, a 24 de Agosto de 1944; m. em Curitiba a 7 de Junho de 1989)

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