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2009-10-28

Balada para los poetas Andaluces de hoy - Rafael Alberti (falecido há dez anos)

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.




Que cantam os poetas andaluzes de agora?
Que olham os poetas andaluces de agora?
Que sentemos poetas andaluzes de agora?

Cantam com voz de homem, - mas onde estão os homens?
Co,m olhos de homem olham, - mas onde estão os homens?
Com peito de homem sentem, - mas onde estão os homens?

Cantam e quando cantam parece que estão sós.
Olham e quando olham parece que estão sós.
Sentem e quando sentem parecem que estão sós.

Será que a Andaluzia está já sem ninguém?
Nos montes andaluzes não haverá ninguém?
Nos mares e campos andaluzes não haverá ninguém?

Não haverá já quem responda à voz do poeta?
Quem olhe o coração sem muros do poeta?
Tantas coisas morreram que não há mais do que o poeta?

Cantai alto. Ouvireis que ouvem mais ouvidos.
Olhai alto. Vereis que olham outros olhos.
Pulsai alto. Sabereis que palpita um outro sangue.

Não é mais fundo o poeta em seu subsolo escuro
encerrado. Seu canto ascende mais profundo
quando, aberto, no ar, é de todos os homens.

in Antologia da Poesia Espoanhola Contemporânea, selecção e tradução de José Bento, Assírio & Alvim

Rafael Alberti (n. Rafael Alberti (El Puerto de Santa María, Cádis, Espanha, 16 de dezembro de 1902 - m. 28 de outubro de 1999)

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