Blog Widget by LinkWithin
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Caldeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Caldeira. Mostrar todas as mensagens

2015-11-07

As Penas - Fernando Caldeira (na voz de Amália Rodrigues)



Como diferem das minhas,
As penas das avezinhas,
De leves levam ao ar!
As minhas pesam-me tanto,
Que às vezes, já nem o pranto
Lhes alivia o pesar!

Os passarinhos têm penas,
Que as lindas tardes amenas
Os levam por esses montes!
De colina em colina,
Ou pela extensa campina
A descobrir horizontes!

São bem felizes as aves
Como são leves, suaves,
As penas que Deus lhes deu!
As minhas pesam-me tanto,
Ai, se tu soubesses quanto,
Sabe Deus e sei-o eu!


Letra: Fernando Caldeira (às vezes indevidamente atribuído a Guerra Junqueiro)
Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 de novembro de 1841; m. em Lisboa a 2 de abril 1894)

Ler do mesmo autor neste blog: Fases da Vida

Read More...

2013-11-07

As minhas penas - Fernando Caldeira na voz de Maria Teresa de Noronha, na passagem do aniversário de ambos




Como diferem das minhas
As penas das avezinhas
Que de leves leva o ar
Só as minhas pesam tanto
Que às vezes nem já o pranto
Lhes alivia o pesar

Os passarinhos têm penas,
Que em lindas tardes amenas
Os levam por esses montes!
De colina em colina,
Ou pela extensa campina
A descobrir horizontes!

As minhas penas não caem
Nem voam nunca, nem saem
Comigo desta amargura
Mostram apenas na vida
A estrada já conhecida
Trilhada pelos sem ventura

Passam dias, passam meses
Passam anos, muitas vezes
Sem que uma pena se vá
E se uma vem, mais pequena
Ai, depois nem vale a pena
Porque mais penas me dá

Que felizes são as aves
Como são leves, suaves,
As penas que Deus lhes deu
Só as minhas pesam tanto
Ai, se tu soubesses quanto...
Sabe-o Deus e sei-o eu


poema de Fernanod Caldeira

Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 de novembro de 1841; m. em Lisboa a 2 de Abril 1894)

D. Maria Teresa do Carmo de Noronha (n. em Lisboa a 7 de novembro de 1918; m. em Lisboa a 5 de julho de 1993)


Ler do mesmo autor neste blog:
Fases da Vida
Eu sonhei que ia provando...

Read More...

2011-11-07

Fases da Vida - Fernando Caldeira

Abri meus olhos ao raiar da aurora
e parti. Veio o sol, e então, segui-a,
a sombra, que eu julgava guiadora,
a minha própria sombra fugidia.

E foi subindo o sol; Ao meio dia,
Escondeu-se-me aos pés a sombra; agora
se volvo o olhar onde passei outrora,
vejo-a seguir-me, a sombra que eu seguia.

A gente é o sol de um dia; sobe, avança,
passa o zénite e vai na imensidade
apagar-se do mar, onde se lança.

E a vida é a própria sombra; meia idade,
somos nós que a seguimos, e é a Esperança;
depois segue-nos ela: é a Saudade.


Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 Nov. 1841; m. em Lisboa a 2 de Abril 1894)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa - Edições Unicepe 2004)

Read More...

2010-11-07

As penas (letra de Fernando Caldeira) - Amália Rodrigues



Como diferem das minhas,
As penas das avezinhas,
De leves levam ao ar!
As minhas pesam-me tanto,
Que às vezes, já nem o pranto
Lhes alivia o pesar!

Os passarinhos têm penas,
Que as lindas tardes amenas
Os levam por esses montes!
De colina em colina,
Ou pela extensa campina
A descobrir horizontes!

São bem felizes as aves
Como são leves, suaves,
As penas que Deus lhes deu!
As minhas pesam-me tanto,
Ai, se tu soubesses quanto,
Sabe Deus e sei-o eu!


Letra: Fernando Caldeira (às vezes indevidamente atribuído a Guerra Junqueiro)
Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 Nov. 1841; m. em Lisboa a 2 de Abril 1894)

Ler do mesmo autor neste blog: Fases da Vida

Read More...

2008-11-07

Eu sonhei que ia provando ...- Fernando Caldeira

Camélia daqui

Eu sonhei que ia provando
pela tua boca mel, ia
a beijar uma camélia
e ao mesmo tempo sonhando

Era a que tinhas no meio
do decote do vestido...
Se eu te não amasse, ah! creio
não a tinha talvez tido

Ingrata! a ver-me sem fala
ansioso e tu bem sabias...
ias contudo esfolhá-la
ali mesmo. Quem sabe? ias!

Depois, da mão descuidosa
lendo em minh'alma se leste
entre um sorriso celeste
deixaste cair a rosa

Caiu-te aos pés... N'um momento
era minha. Oh! faze ideia
quiz lhe dar a vida e dei-a
n'um longo beijo sedento

Mas trás um feltro consigo!
Trouxe-o talvez do teu seio!
Faz sonhar, mas não consigo
sonhar, que sonhas; eu sei-o

que, se o meu sonho só mente
não mente a flor, que em teu peito
murchava achando sómente
a neve de que ele é feito



Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 Nov. 1841; m. em Lisboa a 2 de Abril 1894).

Ler do mesmo autor neste blog: Fases da Vida

Read More...

2007-11-07

Fases da Vida - Fernando Caldeira

Abri meus olhos ao raiar da aurora
e parti. Veio o sol, e então, segui-a,
a sombra, que eu julgava guiadora,
a minha própria sombra fugidia.

E foi subindo o sol; Ao meio dia,
Escondeu-se-me aos pés a sombra; agora
se volvo o olhar onde passei outrora,
vejo-a seguir-me, a sombra que eu seguia.

A gente é o sol de um dia; sobe, avança,
passa o zénite e vai na imensidade
apagar-se do mar, onde se lança.

E a vida é a própria sombra; meia idade,
somos nós que a seguimos, e é a Esperança;
depois segue-nos ela: é a Saudade.


Fernando Afonso Geraldes Caldeira (n. em Águeda a 7 Nov. 1841; m. em Lisboa a 2 de Abril 1894)

in A Circulatura do Quadrado, Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa - Edições Unicepe 2004)

Aqui apetece-me pôr um comentário pessoal: Sublime !

Read More...