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2015-07-28

O golpe está dado!

Caros benfiquistas. O golpe consumou-se. Depois de uma vida inteira de arbitragem a prejudicar o Benfica (foi assim, que chegou ao lugar que chegou!) - não conheço nenhuma pessoa no Mundo que me tenha causado mais danos psicológicos do que essa personagem, a coberto de se dizer "benfiquista, heterossexual e de esquerda" - eis que o senhor PP é eleito presidente da Liga!! Nem sequer se quis ficar pelo Conselho de Arbitragem! Tem agora este senhor os plenos poderes na Liga sob o background do FCP (pois claro - quantos campeonatos esse senhor lhes ofereceu?!) e do Sporting. É assim, o futebol, como na economia e na política ... há que ter as pessoas certas nos lugares certos...

Com esse senhor a mandar no futebol português, o Benfica já estará arrependido de ter defendido as nomeações na arbitragem. O sorteio sempre daria menos margem de manobra... para manobras.

Depois da perda de JJ, de Maxi, de Lima, das derrotas na pré-época, o Benfica já sabe que o tri voou para outro lado - e o campeonato ainda nem sequer começou!...

PS: Não percebo, nunca percebi, é como o Benfica nunca expulsou PP de sócio!

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SONETO IMPERFEITO DA CAMINHADA PERFEITA

Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.

Ninguém fala em parar ou regressar.
Ninguém teme as mordaças ou algemas.
- O braço que bater há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.

Versos brandos... Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: Sou da hora.
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas

que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.


Sidónio Muralha, “Passagem de Nível” (1942)
in Obras Completas do Poeta. Lisboa, Universitária Editora, 2002

Sidónio Muralha (nasceu na Madragoa, Lisboa a 28 de julho de 1920; m. a 8 de dezembro de1982 em Curitiba, Paraná, Brasil).

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2015-07-27

MEU CORAÇÃO - Félix Araújo

Meu coração, este país tristonho,
Em que Deus periclita e o Inferno avança,
Tem as florestas negras do meu Sonho
E as cordilheiras verdes da Esperança.

Doira-o, às vezes, um clarão risonho:
- É a crença morta que ressurge, mansa...
Mas sobrevém o temporal tristonho
Da Dúvida cruel brandindo a lança.

Brilham, no céu, os astros em delírio.
No meu país, de onde fugiu a calma,
Brotam, chorando, as rosas do martírio.

Maldito coração, que Deus te açoite!
De que valem os sóis que tenho n'alma
Se existe em mim a maldição da Noite?

Félix de Souza Araújo (Cabaceiras, Paraíba, 22 de dezembro de 1922 — Campina Grande, Paraíba, 27 de julho de 1953)

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2015-07-26

CAMPOS DE SÓRIA (IV) - Antonio Machado




As figuras do campo sobre o céu!
Dois lentos bois lavram
numa colina, ao começar o Outono,
e entre as negras testas recurvadas
sob o pesado jugo,
pende um cesto de juncos e giesta,
que é um berço de um menino;
e atrás da junta avançam
um homem que se inclina para a terra
e uma mulher que nos regos abertos
lança a semente.
Sob uma nuvem de carmim e chamas,
no oiro fluido e esverdeado
do poente, as sombras agigantam-se.

Trad. de José Bento.

in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado y Ruiz (n. Sevilha, Espanha, 26 julho 1875 – m. Colliure, França, 22 fevereiro 1939).

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2015-07-25

QUASE EXÍLIO - Rui Augusto

Nem só a cidade em que nascemos
é bela.

Assim ó poeta
rasga as saudades
do que te é tão familiar
e parte...

Teu coração universal
deixa-o ubíquo vogar
(o mundo é grande!)

Longe
no marulhar das vozes
em infinitas ondas
há-de haver
timbre igual!

Parte pois ó poeta
enquanto é cedo
e não te mancha
ainda as mãos
uma espada...


Rui Augusto Ribeiro da Costa nasceu em 25 de Julho de 1958, Camabatela, província do Kwanza Norte, Angola.

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