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2016-09-30

Soneto [Venho de longe, trago o pensamento] de Paulo Bomfim na passagem do 90º aniversário


Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonia.

Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.

Retenho dentro da alma, preso à quilha
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha

Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo,
O cabo das tormentas de mim mesmo.

Paulo Lébeis Bomfim (n. em São Paulo, SP, Brasil, 30 de setembro de 1926)

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2015-09-30

XXIII [A linguagem do eterno] - Paulo Bomfim



A linguagem do eterno
Principia no efêmero.
Em nosso mar
A intuição é pérola.

Sinfonia branca. São Paulo: Martins, 1955

Paulo Lébeis Bomfim (São Paulo, 30 de setembro de 1926)

Ler do mesmo autor, neste blog:
Cantiga do Desencontro
Soneto I de Transfiguração
Apelo

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2013-09-30

Apelo - Paulo Bonfim


...Mas deixai-me poetar
Em nome dos que não sonham,
Dos que calçam desespero
Em percursos cotidianos,
Dos que cruzam confluências
Com pára-brisas de tédio,
Dos fugitivos, nos bares,
Dos vencidos que se amam,
Dos inocentes que esperam.
...Mas deixai-me poetar
Neste esvair sem sentido
Com palavras indomadas,
Ou com vocábulos mansos.
– Que eu cante a vida que passa
E os destinos sem destino
– Que eu cubra de redondilhas
As damas da madrugada,
E meus versos sejam potros
Onde as crianças galopem,
Lona de circo estelante
Vestindo a fome do mundo,
Valsa brisa em realejo
Na esquina dos desencontros.
Sei da lógica das máquinas,
Das avenidas neuróticas,
Do roubo das alvoradas
E dos anjos que se matam.
Sou feito de tudo e nada.
...Mas deixai-me poetar!

Paulo Lébeis Bomfim (São Paulo, 30 de setembro de 1926)

Ler do mesmo autor, neste blog: Cantiga do Desencontro
Soneto I de Transfiguração

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2012-09-30

Soneto I de Transfiguração: Venho de longe, trago o pensamento - Paulo Bomfim

Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonia.

Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.

Retenho dentro da alma, preso à quilha
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha

Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo,
O cabo das tormentas de mim mesmo.

Paulo Lébeis Bomfim (São Paulo, 30 de setembro de 1926)

Ler do mesmo autor, neste blog: Cantiga do Desencontro

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2011-09-30

Cantiga do Desencontro - Paulo Bomfim

Onde estou que não me encontro
Caminho que já não sinto,
Eco de vozes distantes
Flutuando no labirinto?
Onde deixei meu olhar
Repleto de águas e rastros,
Onde a lama se confunde
Com o silêncio dos astros?
Onde estou que não me encontro
Entre esperanças antigas,
Gesto perdido de sombras,
Lábio gasto de cantigas?
Onde larguei a inocência,
A voz, o sonho, a distância,
Se os manacás reflorescem
Além dos muros da infância!

PAULO BOMFIM nasceu em São Paulo no dia 30 de setembro de 1926.

Ler do mesmo autor, neste blog Soneto I de Transfiguração

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2010-09-30

Soneto - No dia do aniversário do poeta Paulo Bomfim


Venho de longe, trago o pensamento
Banhado em velhos sais e maresias;
Arrasto velas rotas pelo vento
E mastros carregados de agonia.

Provenho desses mares esquecidos
Nos roteiros de há muito abandonados
E trago na retina diluídos
Os misteriosos portos não tocados.

Retenho dentro da alma, preso à quilha
Todo um mar de sargaços e de vozes,
E ainda procuro no horizonte a ilha

Onde sonham morrer os albatrozes...
Venho de longe a contornar a esmo,
O cabo das tormentas de mim mesmo.

Paulo Lébeis Bomfim (n. em São Paulo,30 de setembro de 1926)

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