Blog Widget by LinkWithin
Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Carranza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Carranza. Mostrar todas as mensagens

2014-02-13

AZUL DE TI - Eduardo Carranza

Pensar en tí es azul, como ir vagando
por un bosque dorado al mediodía:
nacen jardines en el habla mía
y con mis nubes por tus sueños ando.
Nos une y nos separa un aire blando,
una distancia de melancolía;
yo alzo los brazos de mi poesía,
azul de tí, dolido y esperando.
Es como un horizonte de violines
o un tibio sufrimiento de jazmines
pensar en tí, de azul temperamento.

El mundo se me vuelve cristalino,
y te miro, entre lámpara de trino,
azul domingo de mi pensamiento.

Eduardo Carranza (n. Apiay, Villavicencio, Colombia, 23 Jul 1913 - m. Bogotá, Colombia, 13 de Fev. 1985)

Leia do mesmo autor:

Read More...

2012-02-13

Só o fogo e o mar podem olhar-se - Eduardo Carranza

Só o fogo e o mar podem olhar-se
sem fim. Nem sequer o céu com suas nuvens.
Só o teu rosto, só o mar e o fogo.
As chamas, e as ondas, e os teus olhos.

...

Só o teu rosto interminavelmente.
Como o fogo e o mar. Como a morte.


Eduardo Carranza (n. Apiay, Villavicencio, Colombia, 23 Jul 1913 - m. Bogotá, Colombia, 13 de Fev. 1985)

Leia do mesmo autor: Elegia de Dezembro

Read More...

2011-02-13

Elegia de Dezembro - Eduardo Carranza

Hoje não é Sábado, nem estamos em Dezembro, mas este poema é belíssimo!


Sucede que é Dezembro em todo o mundo.
E é dia Sábado em toda a Colômbia.
Azulado de Sábado e Dezembro,
cheio de dias e de ainda,
e levando na mão uma palavra:
teu nome, uma violeta e uma lágrima
caminho para a margem
do ano, para Janeiro e não-sei-onde.
É Dezembro e Sábado. Está frio.
Definitivamente dá saudade.
(Dezembro sobe-me à cabeça).
Penso que já não estás em meu futuro,
que já não és a porta misteriosa
que se abriria de par em par um dia
como teu riso quando de repente...
E o que foi Esperança é já saudade,
(O ramo seco que outrora foi verde
cala-se e suspira).
Cheguei, amei, perdi.
Hoje teu nome é Esquecimento. Um comboio passa.
Em mim te suicidei. Eu compreendo-me.
Estão a dobrar a Sonho os sinos.

Eduardo não comeces a chorar.


Trad. José Bento
in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Porto Editora

Eduardo Carranza (n. Apiay, Villavicencio, Colombia, 23 Jul 1913 - m. Bogotá, Colombia, 13 de fevereiro 1985)

Read More...