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2014-03-05

Musical suggestion of the day: Sei de um rio, de Pedro Homem de Mello, na voz de Camané



Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando


Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nasceu no Porto, a 6 de Setembro de 1904 — f. Porto, 5 de Março de 1984

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2009-12-23

Musical suggestion of the day: Lembra-te sempre de mim - Camané



Se alguém pedir a teu lado
Que na música de um fado
A noite não tenha fim
-lembra-te logo de mim !

Se o passado
De repente
Mais presente
Que o presente
Te falar também assim
-lembra-te logo de mim!
-lembra-te logo de mim!

Se a chuva no teu telhado
Repetir o mesmo fado
E a noite não tiver fim
-lembra-te sempre de mim !
-lembra-te sempre de mim !

O dia não tem sentido
Quando estás longe de mim...
Se o dia não tem sentido
Que a noite não tenha fim!
Que a noite não tenha fim!

O dia não tem sentido
Quando estás longe de mim...
Se o dia não tem sentido
Qua a noite não tenha fim!

Se a chuva no teu telhado
Repetir o mesmo fado
E a noite não tiver fim
-lembra-te sempre de mim!
-lembra-te sempre de mim!
-lembra-te sempre de mim!
-lembra-te sempre de mim!


Letra de David Mourão-Ferreira, música de José Mário Branco, voz de Camané

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2008-12-22

Musical suggestion of the day - Camané (on his 42nd anniversary)

Ontem foi Carlos do Carmo grande expoente do fado, hoje é Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, Camané, de outra geração, mas muito apreciado. A propósito da passagem do seu 42º. aniversário deixamos aqui Camané como a sugestão musical do dia em «Sei de um Rio» e «Quadras»



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2008-09-05

Na maré dos teus olhos - António Pires Vicente (na passagem do 45º aniversário do poeta)

O Olhar imagem daqui


É na maré dos teus olhos,
Que eu invento naufrágios de ternura.

É na maré dos teus olhos,
Que eu descubro a cor insensata das manhãs.

É na maré dos teus olhos,
Que eu assisto ao pôr-do-sol do meu desespero.

É na maré dos teus olhos,
Que eu navego em barcos feitos de espuma.

António Pires Vicente (n. em Bragança em 5 Set. 1963)

Este poema trouxe-me à lembrança o «Sei de um Rio» (embora neste seja a boca, não o olhar, que me põe a navegar... ai ai!) e que deixo aqui para ouvir uma vez mais, na voz de Camané.

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2008-04-01

Camané e o seu novo disco «Sempre em Mim»

Camané vai apresentar publicamente em palco o seu novo disco no próximo dia 4 de Abril, em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval. Camané canta inéditos de Alain Oulman e que será lançado a 21 de Abril.

O album que se intitula «Sempre em Mim» vai ser lançado em 21 de Abril. Nele Camané canta inéditos de Alain Oulman e tem fados com poemas de David Mourão Ferreira, Manuela de Freitas, Pedro Homem de Melo, Fernando Pessoa, Luís de Macedo e um fado de Sérgio Godinho. Pela primeira vez Camané vai cantar um fado de Amália. O disco tem direcção musical de um grande nome da música portuguesa, José Mário Branco.

Ouça aqui a entrevista de Camané à Antena 1 a propósito deste seu novo trabalho:

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2007-12-22

Musical Suggestion of the Day - Camané

Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos Duarte [Camané] nasceu em Oeiras em 22 de Dezembro de 1967.

Quadras


Ela tinha uma amiga

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2007-10-20

Musical suggestion of the day - Camane

For somebody special...

Quadras - Camané


Lyrics by Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

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