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2017-02-23

Coroam-nos de rosas e de glórias - Fernanda Seno


Coroam-nos de rosas e de glórias.
As rosas cedo secam.
E as glórias
são todas transitórias como nós.
Os louros que colhemos pelos caminhos
e essas alegrias que há nos dias,
são por causa da luz misteriosa
que faz vibrar de canto a nossa voz.
As glórias e os louvores não são para nós.
Somos apenas frágeis emissários
da melodia esparsa no universo
que não cabe no mais excelso verso.
Somos só os lugares de acontecer.
De tentar exprimir o Amor total.
Somos sinos.
Reflexos de vitral.
Passam por nós os sons de sinfonias,
cantares de água ou de lumes crepitantes,
centelhas de poentes,
harmonias de ciareiras distantes.
Aves intemporais pelos espaços
bebendo a luz dos astros e a cor
queremos erguer as asas
e é de rastos, que tanta vez compomos o louvor.

É sempre aquém do Sonho a nossa voz.
Tudo o que é Belo, Alto e Transcendente
está para além de nós.
Somos o chão onde se pousam estrelas.
E o brilho não é nosso. O brilho é delas.
Somos o espelho a reflectir os céus,
mas por detrás do espelho é que está Deus.
As glórias e os louvores não são para nós,
mas para quem deu acordes de infinito
à nossa breve voz!

Fernanda Seno Cardeira Alves Valente( n. Canha, Montijo, 23 de fevereiro de 1942 — Lisboa, 19 de maio de 1996)

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2010-02-23

Perenidade - Fernanda Seno

Mesmo depois do Tempo
ficaremos no coração aberto dos
que amamos.

E no grande silêncio que restar,
na ausência dos gestos e do olhar
ainda assim estaremos
e seremos.

Mesmo depois do Tempo
quando formos lembrança evanescente,
seremos outra forma de presença
porque o Amor subsiste
Eternamente.

Poema daqui

Fernanda Seno Cardeira Alves Valente (n. Canha, Montijo a 23 de Fevereiro de 1942 — m. Lisboa, 19 de Maio de 1996)

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