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2015-12-08

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha - Florbela Espanca


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 dez. 1894; m. Matosinhos em 8 dez. 1930)

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2014-12-08

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha - Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 dezembro 1894; m. Matosinhos em 8 de dezembro de 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
O Nosso Livro
Horas Rubras
Tarde de Mais
Ser poeta é
À Morte
Amar!
Soror Saudade
Cantigas leva-as o vento



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2014-09-23

E porque hoje começou o outono: Outonal - Florbela Espanca


Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio... Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País do Vago...

Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento... A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago...

Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!

Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

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2013-12-08

O Nosso Livro - Florbela Espanca

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor, do nosso peito…
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.

Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito
Não esfolhes os lírios com que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!

Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!

Ah, meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos, só de nós os dois!…"


Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dez. 1894; m. Matosinhos em 8 Dez. 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Horas Rubras
Tarde de Mais
Ser poeta é
À Morte
Amar!
Soror Saudade
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

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2012-12-08

Eu não sou como muita gente - Florbela Espanca

Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer.

Florbela Espanca nasceu a 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa, e morreu a 8 de Dezembro de 1930, em Matosinhos.

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2011-12-08

À MORTE - Florbela Espanca

Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E como uma raiz, sereno e forte.

Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.

Dona Morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto!

Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera,… quebra-me o encanto

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dez. 1894; m. Matosinhos em 8 Dez. 1930). «Bela» teve a sua vida inelutavelmente ligado ao dia 8 de Dezembro. Para além do nascimento, casou-se em 8 de Dezembro de 1913 (ou seja no dia em que completava 19 anos) e, como no poema que transcrevemos hoje, abraçou a morte no dia em que comemorava o 36º. aniversário.

Ler neste blog da mesma autora:
O Nosso Livro
Horas Rubras
Tarde de Mais
Ser poeta é
Amar!
Soror Saudade
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

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2010-12-08

O Nosso Livro - Florbela Espanca

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor, do nosso peito…
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.

Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito
Não esfolhes os lírios com que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!

Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!

Ah, meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos, só de nós os dois!…"


Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dez. 1894; m. Matosinhos em 8 Dez. 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Horas Rubras
Tarde de Mais
Ser poeta é
Amar!
Soror Saudade
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

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2009-12-08

8 de Dezembro é dia de recordar Florbela Espanca - Soror Saudade

Outonoimagem daqui

Irmã, Sóror Saudade me chamaste...
E na minh'alma o nome iluminou-se
Como um vitral ao sol, como se fosse
A luz do próprio sonho que sonhaste.

Numa tarde de Outono o murmuraste,
Toda a mágoa do Outono ele me trouxe,
Jamais me hão de chamar outro mais doce.
Com ele bem mais triste me tornaste...

E baixinho, na alma da minh'alma,
Como bênção de sol que afaga e acalma,
Nas horas más de febre e de ansiedade,

Como se fossem pétalas caindo
Digo as palavras desse nome lindo
Que tu me deste: "Irmã, Sóror Saudade..."

in Cem Poemas Portugueses no Feminino, selecção, organização e introdução de José Fanha e José Jorge Letria, Terramar

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dez. 1894; m. Matosinhos em 8 Dez. 1930)

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Horas Rubras
Tarde de Mais
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

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2008-12-08

Horas Rubras - Florbela Espanca (na passagem do 114º aniversário de nascimento e 78º do desaparecimento da poetisa)

Beijo imagem daqui

Horas profundas, lentas e caladas,
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Oiço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata pelas estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos.
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve branca e misteriosa...
E sou, talvez na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!


Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Tarde de Mais
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

Nothingandall associa-se à iniciativa do Interlúdio, relembrando Florbela

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2007-12-08

Tarde de mais... - Florbela Espanca

Luar

Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

Ler neste blog da mesma autora:
Ser poeta é
Amar!
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
Cantigas leva-as o vento

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2007-03-13

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha - Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca


NR: Ah! Quero ver-te hoje à tardinha!...

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2006-12-08

Cantigas leva-as o vento... - Florbela Espanca

A lembrança dos teus beijos
Inda na minh'alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.

Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar'cido
Revive numa saudade!

Florbela Espanca (n. em Vila Viçosa, 8 Dez 1894; m. Matosinhos, 8 Dez 1930).

Ler neste blog da mesma autora: Ser poeta é , Amar!

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2005-12-08

Noite de Saudade - Florbela Espanca

A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Por que és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!!

Florbela Espanca (n. Vila Viçosa, 8 Dec. 1894; m. Matosinhos 8 Dec 1930)

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