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2011-10-03

Coisas do outro mundo - Manuel António Pina

Manuel António Pina nascido no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 é um jornalista, escritor e poeta português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões. Do poeta já constam no Nothingandall a divulgação de vários poemas. No Jornal de Notícias mantém uma crónica diária "Por outras Palavras". Não.. não tem a ver com o título da canção de Mafalda Veiga mas concorde-se ou não é de leitura imprescindível.

Hoje a crónica tem a ver com "Coisas do Outro Mundo" e como actualmente a sociedade portuguesa está cheia delas é imperdível e de leitura altamente recomendável, face aos sacrifícios progressivos que a troika e o Governo exige da população portuguesa em geral enquanto uns tantos senhores se governam no reino do outro mundo.

Então aí vai daqui:
Depois dos seis mil milhões de dívidas vivas e a rabear descobertas nas contas de Alberto João Jardim, alguém se pôs, de novo a mando da "troika", a espiolhar a base de dados da Administração Central do Sistema de Saúde e deu com 500 médicos mortos, alguns dos quais, segundo noticiou o "Público", continuam a passar receitas.

A notícia é omissa quanto ao facto de os falecidos continuarem ou não a receber salário, embora seja admissível, tratando-se de mortos, que trabalhem só para aquecer.

Cadáveres adiados que procriam receitas é cousa de grande assombração, sobretudo num país onde tantos mortos se sentam quietamente há anos nas bancadas do Parlamento e em gabinetes ministeriais e institutos sem procriar nada que se veja a não ser despesa pública.

E atestados médicos, continuarão os saudosos extintos a atestar que Fulano e Sicrano "se encontram doentes e impossibilitados de exercer as suas funções"? E certidões de óbito, próprias e alheias?

O estranho caso dos médicos que exercem na tumba põe complexas questões metafísicas, para além da da vida profissional depois da vida. Uma delas é a existência de farmácias com comércio com o Além que aviam receitas passadas por fantasmas, certificadas com vinhetas que seria suposto vigorarem no Aquém, a almas penadas que, cheias de olheiras, se materializam às horas mortas das noites de serviço permanente para comprar comprimidos para o sono eterno.

(Fim de citação)

Na verdade em vez de aumentos sistemáticos de impostos, com a elasticidade das receitas fiscais a dar mostras evidentes de acentuada quebra, medidas legislativas de facilitismo de despedimentos e outras que afectam direitos sociais que o pós 25 de Abril consignou, não seria muito mais fácil e proveitoso acabar com estas (e outras) fantasmagorices? ... ou não convém?...

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FORMOSURA IDEAL - Zeferino Brasil

Esta visão que em sonhos me aparece,
e que, mesmo sonhando, me resiste,
por que foge, por que desaparece,
mal eu desperto, apaixonado e triste?

Por que, branca e formosa resplandece
como uma estrela, e a torturar-me insiste,
se é certo, - oh! dor cruel que me enlouquece!...
que ela somente no meu sonho existe?

Cheia de luz e de pureza e graça,
- alma de flor e coração de estrela -
ela, sorrindo, nos meus sonhos passa...

E sempre a mesma angústia dolorida:
branca e formosa dentro d´alma tê-la,
sem poder dar-lhe forma e dar-lhe vida!


Zeferino Antônio de Sousa Brazil (n. em Taquari, Rio Grande do Sul a 24 de Abr 1870, m. em 3 Out 1942 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul)

Ler do mesmo autor:
Ser Pedra! Não Sofrer Nem Amar, Que Ventura
Formosura Ideal
Mãe Natureza
Zelos

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2011-10-02

Quotation of the day / Citação do dia - Gandhi

There is no way to Peace. Peace is the way

Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho

Mohandas Karamchand Gandhi (Gujarati: મોહનદાસ કરમચંદ ગાંધી; (Devnagari मोहनदास करमचंद गांधी), pronounced [moːɦənəd̪aːsə kərəmətɕənd̪ə ɡaːnd̪ʱi] 2 October 1869 – 30 January 1948)

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2011-10-01

Benfica vence Paços de Ferreira e aguarda desfechos dos rivais

Benfica logoPaços de Ferreira logo S. L. Benfica

4-1

F.C. Paços de Ferreira

Saviola fez dois golos no regresso à titularidade...


O Benfica recebeu na Luz para a jornada 7 a equipa do Paçõs de Ferreira que, para além de estar a fazer uma época bastante inferior ao habitual, se apresentou bastante desfalcada neste jogo por motivos de castigos e lesões.

Já o Benfica não pôde contar com Javi Garcia e Jorge de Jesus optou por deixar no banco Witsel, subindo à titularidade Matic enquanto Aimar e Saviola eram titulares em simultâneo (acontecimento raro esta época), com Bruno César e Gaitán nas alas. De resto os outros elementos do onze foram os habituais.

Cardozo enfiou a bola dentro da baliza de Cássio após jogada em que começou por fazer um remate defendido pelo guarda-redes pacense, Bruno César atrás da linha da bola, logo em posição legal insistiu e Cardozo de cabeça inauguraria o marcador não fosse o árbitro assistente marcar um fora de jogo inexistente.

Contudo, Saviola, em noite inspirada, viria a fazer aos 22 e 43 minutos os dois golos que davam expressão no marcador à vantagem do Benfica ao intervalo. Ainda antes deste Aimar protagonizou jogada de perigo mas em disputa com um defesa pacense, em lance discutível quanto a eventual falta deste, acabou por perder o controlo da bola.

Na segunda parte Cássio teve de se aplicar a novo remate de Saviola e foi com o jogo a decorrer na mesma toada de superioridade encarnada que o jogo sofreu uma viragem inesperada.

O árbitro assinalou penalty de Luisão sobre Luisinho aos 51'. Há um movimento da perna do defensor encarnado já depois do avançado visitante ter adiantado a bola mas na repetição televisiva ficou a ideia que quem promove o contacto é o avançado. O que é certo é que o Paços de Ferreira reduziu a diferença por Michel (que entrara ainda na primeira parte a substituir o lesionado William) e o Benfica enervou-se. Pouco depois foi Artur que evitou o empate ao defender uma cabeçada de Melgarejo. Na verdade, de quase morto o Paços de Ferreira passou a acreditar que podia fazer mais alguma coisa. Contudo essa possibilidade existiu apenas durante alguns minutos uma vez que Luisão aos 65’, de cabeça, concluiu com sucesso uma jogada de livre apontado por Aimar, repondo a vantagem em dois golos que Nolito, recém entrado, logo a seguir aumentaria.

Após o resultado feito e ainda com tanto tempo para jogar o Benfica limitou-se a deixar correr o marfim com períodos até de falta de concentração.

A arbitragem da equipa de Bruno Esteves foi péssima. Ao intervalo o Benfica tinha quatro foras de jogo assinalados e em nenhum deles houvera motivo para isso (inclusivé no golo que não valeu). Depois houve três lances de possível penalty a favor do Benfica (um de Aimar na primeira parte e dois na segunda: empurrão e salto por cima dum avançado antes de cabecear e outro lance com Cardozo a dominar a bola e esta a ser desviada pelo cotovelo dum defesa) não considerando o árbitro haver motivos em nenhum deles para ser assinalado. Não obstante, o favorável ao Paços de Ferreira foi marcado sem hesitações … Sem querer fazer associações de ideias, mas apenas relatando factos, este foi o árbitro do Feirense-Porto em que deixou um penalty de Belushi por assinalar...

Não me resta outra conclusão senão dizer que cedo vai chegar a internacional…

01 de Outubro de 2011
Estádio da Luz
Espectadores: 33467
Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Auxiliares: Mário Dionísio e Rui Cidade
4º. Árbitro : Nuno Almeida

Benfica: Artur Morais, Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Matic, Gaitán (Witsel 72'), Pablo Aimar e Bruno César (Nolito aos 59'), Cardoso e Saviola (Rodrigo 76')

Paços de Ferreira: Cassio, Cohene, Eridson, Diogo Figueiras e Victor (Sassá 63'); Josué, Luís Carlos, Luisinho e Filipe Anunciação, Melgarejo (Caetano 78') e William (Michel 34')

Golos: Saviola (2) aos 21' e 43'; 2-1 Michel (pen) 51'; 3-1 Luisão 65'; 4-1 Nolito 66'
Disciplina: Cartão amarelo a Melgarejo 8'
Cartão amarelo a Matic 45+1'
Cartão amarelo a Luisão 49'
Cartão amarelo a Gaitán aos 52'
Cartão amarelo a Josué aos 54'
Cartão amarelo a Luisinho 68'
Cartão amarelo a Nolito aos 88'

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Amizade - Mafalda Chambel

Onde quer que o céu esteja nublado
Sabes que estarei aqui para te iluminar.
Nuvens são pensamentos
Eu sou real,
As ideias fogem
A minha mão dada à tua, fica.

Persiste o meu coração
No teu.
E este carinho que te tenho
É meu
Tanto quanto é nosso
Porque em cada abraço
Metade de mim fica em ti, metade de ti fica em mim
E não existe espaço
Para não te amar

Por seres quem és.


Mafalda Sofia Sousa Chambel nasceu a 1 de Outubro de 1987 em Lisboa

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