Tu Queres Nize, Oh, Quanto Podes, Quanto - Abade de Jazente
Tu queres, Nize, oh quanto podes, quanto
Sobre o sacro poder da liberdade!
Tu queres, que a chorada falstidade
Se desdiga outra vez em novo canto.
Que o mundo torne a ouvir, com mudo espanto,
Chamar-te em vez de falsa, Divindade:
E em lugar de culpar-te a variedade,
Dizer que sempre foste o meu encanto.
Assim será, se ficas bem comigo:
A vergonha, o dever rompe, e atropela;
Que eu me sujeito a tudo por castigo.
Oh vós , que já me ouvistes sem cautela
Contra Nize gritar; eu me desdigo:
Se faço mal, não sei; só sei, que é bela.
in 366 poemas que falam de amor, uma antologia organizada por Vascvo da Graçla Moura, Quetzal Editores
Abade de Jazente (Paulino António Cabral de Vasconcelos), nasceu em Reguengo, Amarante a 6 de Maio de 1719 e morreu em Amarante a 20 de Novembro de 1789.
Ler do mesmo autor, neste blog, Um dos meus bisavôs foi mercador...; Amor, é um arder, que se não sente
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