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2009-02-04

Management lesson (X): Humor - Eu quero a Natália!

A Madame abre a porta do bordel e encontra um velhinho vestido com roupa modesta.

- 'Diga ?' , pergunta ela.- 'Eu quero a Natália', respondeu o velhinho. - 'Caro senhor, a Natália é uma das nossas 'meninas' mais caras. Talvez eu lhe possa apresentar alguma outra...'- 'Não, eu quero a Natália!', insiste o velhinho. Então a Natália aparece, um espectáculo..., em saltos altos, corpete, meias e cinto de ligas e diz ao velhinho que o preço é de 500 Euros por visita. O velhote nem pisca e, tirando o dinheiro da carteira, diz que tudo bem. Então ela leva-o para o quarto onde ele passa uma hora inesquecível, com sexo louco como nunca tinha tido.

Na noite seguinte, o velhinho aparece novamente e chama pela Natália. Ela estranha e diz que não fará qualquer desconto pela fidelização. O velhinho tira mais 5 notas de 100 euros e entrega à rapariga, que o leva para o quarto onde a sessão se repete, ainda melhor que no dia anterior.

Na noite seguinte, ninguém acredita: mais uma vez o velhote aparece, risonho e assanhado, entrega o dinheiro à moça e tornam a ir para o quarto. Depois da hora que passaram juntos, Natália não resiste e pergunta ao velhinho:- 'Ninguém usou os meus serviços três noites seguidas porque sou a melhor desta casa e levo muito caro. De onde é o senhor? '- 'Sou de Cuba, no Alentejo! ', responde o velhinho- 'Sério? Eu tenho uma irmã que mora em Cuba!'- 'Eu sei, foi ela que me pediu para lhe entregar os 1500 Euros.'

Moral da história: «Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante do que o conhecimento». (Albert Einstein). Para a maioria trata-se de mais uma anedota de alentejanos. Para os mais atentos é uma lição de gestão…

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Almeida Garret nasceu há 210 anos

Não te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
E eu n'alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

(in Os dias do Amor, Um poema para cada dia do ano, Recolha, selecção e organização de Inês Ramos, Prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho; Ministério do Livro Editores)

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (n. no Porto a 4 de Fev. 1799; m. em Lisboa a 9 Dez. 1854).

Ler do mesmo autor: Rosa sem Espinhos; Seus Olhos; Destino

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On this day in History - Feb. 4

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2009-02-03

Tríptico - Alfredo Brochado

Olaia

Caiu agora uma folha
De uma olaia da Avenida!
Ela tomba e ninguém olha
A morte daquela vida.

No entanto, mesmo caindo
Com suavíssima leveza,
É qualquer coisa de findo
À face da natureza.

Tua vida, a minha vida,
A nossa vida, afinal,
É aquela folha caída,
Num dia de vendaval.

Extraído de Obra Poética de Alfredo Brochado, Edição de José Carlos Seabra Pereira, Lello Editores

Alfredo Monteiro Brochado (n. em Amarante a 3 de Fevereiro de 1897 e suicidou-se em Lisboa a 16 de Maio de 1949).
Ler do mesmo autor neste blog:
Miniaturas
Desvio
Na Atitude Saudosa de Quem Chora

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Élis (3ª. versão) - Georg Trakl

Carvalho em dia dourado imagem daqui
1.
Perfeito é o silêncio deste dia dourado.
Sob velhos carvalhos
Apareces. Élis, imagem de paz com olhos redondos.

O seu azul espelha o sono dos amantes.
Na tua boca
Emudeceram os seus suspiros rosados.

À noitinha, o pescador puxou as pesadas redes .Um bom pastor
Leva o rebanho pela orla da floresta.
Oh, que justos são, Élis todos os teus dias!

Leve, desce
Por muros desolados o silêncio azul da oliveira,
Morre o sombrio canto de um ancião.
Uma barca de ouro
Baloiça, Élis o teu coração na solidão do céu.

2.
Um suave toque de sinos ecoa no peito de Élis
À noitinha,
Quando a sua cabeça se afunda na almofada negra.

Um veado azul
Sangra baixinho no mato de espinhos.

Uma árvore castanha ergue-se solitária;
Caíram dela os seus frutos azuis.

Sinais e estrelas
Afundam-se de mansinho no lago da tarde.

Para lá da colina chegou o inverno.

Pombas azuis
Bebem de noite o suor gelado
Que corre na fonte cristalina de Élis.

Eternamente, ressoa
Nos muros negros o vento solitário de Deus.

Trad. João Barrento
in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Georg Trakl (nasceu em Salzburgo, Áustria, 3 de Fevereiro de 1887 - morreu na Cracóvia, Áustria, 3 de Novembro de 1914)

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