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2015-07-30

Canção do Amor Imprevisto - Mário Quintana

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 de julho de 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de maio de 1994).

Ler do mesmo autor, neste blog:

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2013-07-30

Do amoroso esquecimento - Mário Quintana

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor, neste blog:
Envelhecer
Bilhete
O Poema
Inscrição Para Uma Lareira
Ah! Os Relógios
Das Utopias
Os Parceiros
Mário Quintana por si próprio: Texto auto-biográfico
Canção de junto do berço
A Canção da Vida
Recordo ainda

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2012-07-30

Envelhecer - Mário Quintana

imagem daqui

Antes, todos os caminhos iam,
Agora todos os caminhos vêm,
A casa é acolhedora, os livros poucos
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.


in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor, neste blog:
Bilhete
O Poema
Inscrição Para Uma Lareira
Ah! Os Relógios
Das Utopias
Os Parceiros
Mário Quintana por si próprio : Texto auto-biográfico
Do Amoroso Esquecimento
Canção de junto do berço
A Canção da Vida
Recordo ainda

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2011-07-30

Bilhete - Mário Quintana

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
Que a vida é breve,e o Amor mais breve ainda


Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).
Ler do mesmo autor:

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2011-05-05

Os Parceiros - Mário Quintana

Jogadores de cartas, Paul CézanneJogadores de Cartas, Paul Cézanne
(n. Aix-en-Provence em 19 de janeiro de 1839; m.
na mesma cidade em 22 de outubro de 1906)


Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbito me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.
Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste...
E, a cada parada uma pancada,
o coração, exausto, ainda insiste.
Insiste em quê? Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro...eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se
numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce...
Como também disfarce é a minha vida!


Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).
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2010-07-30

Inscrição Para Uma Lareira - Mário Quintana

A labareda (foto extraída daqui)

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida
na própria luz consumida

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:
Envelhecer
O Poema

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2010-05-05

Envelhecer - Mário Quintana (falecido há dezasseis anos)

imagem daqui

Antes, todos os caminhos iam,
Agora todos os caminhos vêm,
A casa é acolhedora, os livros poucos
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:
O Poema

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2009-07-30

Pequeno poema didático - Mário Quintana

Relógio antigo de parede


O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre...
Todas as horas são horas extremas!


in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:
O Poema

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2009-05-05

Pequeno Poema Didático - Mário Quintana

O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre...
Todas as horas são horas extremas!

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

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2008-09-11

Jogos Paraolímpicos

Joao Paulo Fernandes em competição (Photo credit: Mark Kolbe/Getty Images)


Estão a decorrer os Jogos Paraolímpicos em Pequim na China ou seja no mesmo cenário onde há pouco decorreu as Olímpiadas. Percebe-se que a cobertura jornalística seja incomparavelmente inferior. Nothingandall é que não fica indiferente ao acontecimento e regista-o aqui. Aliás Portugal já obteve nos Paraolímpicos um número de medalhas igual ao que foi obtido pelos outros atletas (uma medalha de ouro e uma medalha de prata).

Esta competição, pela superação que os atletas demonstram das limitações que o destino lhes impuseram, prova que, conforme escreveu Mário Quintana e que a amiga da blogosfera Nadir me lembrou num email que agradeço:

«'Deficiente'é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade é um amor que nunca morre'

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2008-07-30

O Poema - Mário Quintana, pela passagem do 102º. aniversário do poeta

foto daqui

Um poema como um gole d'água bebido no escuro
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta nocturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade. Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).

Ler do mesmo autor:

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2008-05-05

Inscrição Para Uma Lareira - Mário Quintana

A labareda (foto extraída daqui)

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida
na própria luz consumida

in Poesia Brasileira do Século XX, dos Modernistas à Actualidade
Direcção, Introdução e Notas de Jorge Henrique Basto, Edições Antígona, Lisboa

Mário de Miranda Quintana (n. em 30 Jul 1906, na cidade de Alegrete (RS); m. em Porto Alegre, a 5 Maio 1994).


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2007-07-30

Ah! Os Relógios - Mário Quintana


Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mário de Miranda Quintana (n. em Alegrete, (RS) a 30 de Jul 1906, m. em Porto Alegre (RS) a 5 de Mai de 1993)

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António Correia de Oliveira e Mário Quintana dois grandes poetas da língua portuguesa nasceram em 30 de Julho

Em 1879, neste dia 30 de Julho, nascia em S. Pedro do Sul o poeta António Correia de Oliveira. A sua poesia quer patriótica quer religiosa é de inspiração popular.

Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário. Talvez por isso lembro-me ainda de alguns excertos de poemas que constavam da Antologia da Literatura Portuguesa que em tempos de estudante era adoptada para o ensino de Português.

Foi o primeiro Português a ser nomeado para o prémio Nobel e a própria concorrente vencedora, Gabriela Mistral, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do «Verbo Ser e Verbo Amar».

Faleceu em Belinho, Esposende em 20 de Fevereiro de 1960, onde viveu aliás, desde 1912.



Em 30 de Julho de 1906 nasceu Mário de Miranda Quintana em Alegrete, Rio Grande do Sul. Um grande poeta brasileiro que dedicou-se também à tradução nomeadamente de Marcel Proust (Em Busca do Tempo Perdido), Voltaire, Maupassant...

É o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, faz poesia porque "sente necessidade", segundo suas próprias palavras. «A sua poesia é caracterizada pelo humanismo, intimismo, coloquialismo, uma diáfana ternura melancólica, subtileza, sugestão e magia».

Faleceu em Porto Alegre a 5 de Maio de 1993

Naturalmente, para além dos pemas destes autores já publicados neste blog, ilustraremos esta efeméride com a divulgação de pelo menos mais um de cada autor.

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2007-05-05

Das Utopias - Mário Quintana

foto: Estrelas

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana (n. in Alegrete, Rio Grande do Sul a 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre Alegre, Rio Grande do Sul a 5 de Maio de 1994).
Ler do mesmo autor:

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2006-07-30

A Canção da vida - Mário Quintana


A young girl sleeping
Pierre-Auguste Renoir


A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

in Esconderijos do Tempo

Mário de Miranda Quintana (n. Alegrete (RS) 30 Jul 1906; m. Porto Alegre (RS) 5 Mai 1993)
Ver : Mário Quintana por si próprio (texto auto-biográgico)
Ler outros poemas do mesmo autor:
Recordo ainda
Amoroso esquecimento
Canção de Junto do Berço

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2006-05-05

Do Amoroso esquecimento - Mário Quintana

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


in Espelho Mágico
Mário Quintana (n. Alegrete, Rio Grande do Sul, 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, 5 Mai 1994)

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Canção de Junto do Berço - Mario Quintana

Não te movas, dorme, dorme
O teu soninho tranqüilo.
Não te movas (diz-lhe a Noite)
Que inda está cantando um grilo…

Abre os teus olhinhos de ouro
(O Dia lhe diz baixinho).
É tempo de levantares
Que já canta um passarinho…

Sozinho, que pode um grilo
Quando já tudo é revoada?
E o dia rouba o menino
No manto da madrugada…

In: Canções - Mario Quintana - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946

Mário Quintana (n. Alegrete, Rio Grande do Sul, 30 Jul 1906; m. em Porto Alegre, 5 Mai 1994)

Ler do mesmo autor: Recordo ainda

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2005-08-04

Recordo ainda - Mário Quintana

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mário de Miranda Quintana (n. Alegrete (RS) 30 Jul 1906; m. Porto Alegre (RS) 5 Mai 1993)

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