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2011-04-25

Madrigal - Torquato Tasso

Qual orvalho, ou qual pranto,
que lágrimas aquelas
que vi correrem do nocturno manto
e do luzente rosto das estrelas?
E por que semeou a branca lua
nuvens negras de gotas cristalinas
à relva das colinas?
Por que na noite escura
se ouviram, como gritos, mundo afora
caçar o vento a aurora?
Foram sinais, talvez, de que partiste
e eu, mudo, fiquei triste?


Trad. Érico Nogueira daqui

Torquato Tasso (n. Sorrento, 11 de março de 1544 — m. Roma, 25 de abril de 1595)

Ler do mesmo autor, neste blog: Vida da minha vida

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2011-03-11

Vida da minha vida - Torquato Tasso

Vida da minha vida
tu me pareces azeitona pálida,
ou bem uma rosa esquálida,
mas de beleza és diva,
e em qualquer modo sempre me és querida,
ou anelante, ou esquiva;
e quer fujas, quer sigas,
suavemente me destróis e obrigas


Trad. de Jorge de Sena

in Os dias do amor, um poema para cada dia do ano, Ministério dos Livros

Torquato Tasso (Sorrento, 11 de março de 1544 — Roma, 25 de abril de 1595)

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2010-03-11

Vida da minha vida - Torquato Tasso

Vida da minha vida,
tu que me pareces azeitona pálida,
ou bem uma rosa esquálida,
mas de beleza és diva,
e em qualquer modo sempre me és querida,
ou anelante, ou esquiva;
e quer fujas, quer sigas,
suavemente me destróis e obrigas.


Tradução de Jorge Sena

in Os Dias do Amor, Um poema para cada dia do ano, recolha, selecção e organização de Inês Ramos, Prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, Ministério dos Livros

Torquato Tasso (n. Sorrento, Itália, a 11 de março de 1544 — m. Roma, 25 de abril de 1595)

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