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2015-06-12

La vita… è ricordarsi di un risveglio / A vida é recordar-se um despertar - Sandro Penna

A vida… é recordar-se um despertar
triste num trem ao alvorecer: ter visto
fora a luz incerta: ter sentido
no corpo alquebrado a melancolia
virgem e áspera do ar pungente.

Mas recordar-se da libertação
inesperada é mais doce: perto de mim
um marinheiro jovem: o azul
e o branco do seu uniforme, e fora
um inteiro mar fresco de cores.

Trad. Vera Lúcia de Oliveira

Original:

La vita… è ricordarsi di un risveglio
triste in un certo treno all’alba: aver veduto
fuori la luce incerta: aver sentito
nel corpo rotto la malinconia
vergine e aspra dell’aria pungente.
Ma ricordarsi la liberazione
improvvisa è più dolce: a me vicino
un marinaio giovane: l’azzurro
e il bianco della sua divisa, e fuori
un mare tutto fresco di colore.

Sandro Penna (n. Perugia, 12 Jun. 1906 – m. Roma, 21 jan. 1977)

Do mesmo autor:
Notte: Sogno di Sparse / Noite: Sonho de Esparsas
A Lição de Estética
De come è forte il rumore
Torna um pensar de amor / Torna un pensier d'amore
Viver eu queria adormecido / Io vivere vorrei addormentato



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2015-01-21

Notte: Sogno di Sparse... / Noite: Sonho de Esparsas... - Sandro Penna

Noite: sonho de esparsas
janelas iluminadas.
Ouvir a clara voz
do mar. De um livro amado
ver as palavras
sumirem ... – Oh estrelas fugidias
o amor da vida!


(tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti)

Original

Notte: sogno di sparse
finestre illuminate.
Sentir la chiara voce
dal mare. Da un amato
libro veder parole
sparire... – Oh stelle in corsa
l'amore della vita!


de Poesie (1939)


Sandro Penna (n. Perugia, 12 Jun. 1906 – m. Roma, 21 jan. 1977)

Do mesmo autor:
A Lição de Estética
De come è forte il rumore
Torna um pensar de amor / Torna un pensier d'amore
Viver eu queria adormecido / Io vivere vorrei addormentato

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2013-06-12

Io vivere vorrei addormentato / Viver eu queria adormecido - Sandro Penna

Io vivere vorrei addormentato
entro il dolce rumore della vita.

Viver eu queria adormecido
dentro do rumor doce da vida

Tradução: Vera Lúcia de Oliveira

Sandro Penna (n. Perugia, 12 Jun. 1906 – m. Roma, 21 jan. 1977)

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2012-06-12

Torna un pensier d'amore / Torna um pensar de amor - Sandro Penna

Torna un pensier d'amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.


Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

Do mesmo autor:
A Lição de Estética
De come è forte il rumore

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2011-06-12

Sandro Penna (nos 105 anos do nascimento)


O rio está deserto. Sabes que têm de acabar
as proezas solares de ontem.
Beijo-te nas axilas, húmidos, altivos,
os cheiros de um Verão que vai morrendo.

(in «No Brando Rumor da Vida»; tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo, Assírio & Alvim)

Sandro Penna (n. 12 Jun 1906 em Perugia; m. 21 Jan. 1977)

Do mesmo autor:
A Lição de Estética
De come è forte il rumore
Torna um pensier de amor

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2010-06-12

Come è forte il rumore - Sandro Penna

Como é forte o ruído da aurora!
Feito de coisas mais que de pessoas.
Precede-o às vezes um sibilo breve,
uma voz que alegre desafia o dia.
Mas logo na cidade tudo é imerso
e a minha estrela é aquela estrela pálida
minha lenta morte sem desesperança.


Tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti

Come è forte il rumore dell’alba!
Fatto di cose più che di persone.
Lo precede talvolta in fischio breve,
una voce che lieta sfida il giorno.
Ma poi nella città tutto è sommerso.
e la mia stella è questa stella scialba
mia lenta morte senza disperazione.
De Croce e delizia, Longanesi


Sandro Penna (n. Perugia, 12 de junho de 1906 – m. Roma a 21 de janeiro de 1977)

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2008-06-12

A lição de estética - Sandro Penna

«Mas que beleza há na poesia?»
Escuta, quando vês um grande amigo
rodeado de mulheres, quando estás
fascinado com a orquestra, e sob o reflector
resplandecem as cores de uma deusa
que desce seminua à plateia,
onde tu estremeces, escondido
em toda aquela multidão!, quando em noite
escura e serena amigos dançam sem mulheres
numa praça ao som de um
acordeão e tu ficas à parte; pois bem, isso
não é belo para ti? Também é belo
para um velho que se chama
crítico e acha beleza em muitas coisas
e que até se aventurou a descobrir no mundo
e talvez fora do mundo, coisas cada vez
mais belas, mas que diz, com amor: «que belo
é este poema!» E tu,
tu olhas-me sem sequer me dares um beijo?

in No Brando Rumor da Vida, Assírio & Alvim, 2003

Sandro Penna (n. 12 Jun 1906 em Perugia; n. 21 Jan. 1977)

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2007-06-12

Torna un pensier d'amore / Torna um pensar de amor - Sandro Penna

Torna un pensier d'amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.


Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

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