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2016-06-14

SEM MEMÓRIA DE MORTE - Salvatore Quasimodo



A primavera desperta árvores e rios;
a voz profunda não ouço,
em ti perdido, amada.

Sem memória de morte,
unidos na carne,
as trombetas do último dia
nos despertam adolescentes.

Ninguém nos ouve:
o leve respirar do sangue!

Feita ramo
floresce em teu flanco
a minha mão.

De plantas pedras águas
nascem os animais
ao sopro do ar.

Tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti


Salvatore Quasimodo (nasceu em 20 de agosto de 1901 em Modica, Sicília; m. em Nápoles a 14 de junho de 1968)

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2013-08-20

Já Voa a Flor Magra / Già Vola il Fiore Magro - Salvatore Quasimodo


Não saberei nada da minha vida,
obscuro monótono sangue.

Não saberei quem eu amava, quem amo,
agora que aqui, recluso, reduzido aos meus membros,
no desfeito vento de Março
enumero os males dos dias decifrados.

Já voa a flor magra
dos ramos. E eu espero
a paciência do seu voo irrevogável.

Poemas traduzidos por Sílvio Castro em Poesias Escolhidas, Ed. Opera Mundi, Rio de Janeiro, 1973

Versão original 

Già vola il fiore magro

Non sapró nulla della mia vita,
oscuro monotono sangue.

Non sapró chi amavo, chi amo,
ora che qui stretto, ridotto alle mie membre,
nel guasto vento di marzo
enumero i mali dei giorni decifrati.

Già vola el fiore magro
dei rami. Ed io attendo
la pazienza del suo volo irrevocabile.

In «Nuevas Poesías, 1936-1942»


Salvatore Quasimodo (nasceu em 20 Ago 1901 em Modica, Sicília; m. em Nápoles a 14 Jun 1968)

Ler do mesmo autor:
E de Repente é Noite
La Muraglia / A amurada

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2011-06-14

E DE REPENTE É NOITE - Salvatore Quasimodo



Cada um está só sobre o coração da terra
Trespassado por um raio de sol:
E de repente é noite.


Trad. Ernesto Sampaio
in Rosa do Mundo 2001Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Original
ED È SUBITO SERA

Ognuno sta solo sul cuor della terra
trafitto da un raggio di sole:
ed è subito sera.


Salvatore Quasimodo (nasceu em 20 Ago 1901 em Modica, Sicília; m. em Nápoles a 14 Jun 1968)

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2008-08-20

La muraglia / A amurada - Salvatore Quasimodo (na passagem do 107º. aniversário do poeta)


«Poetry is the revelation of a feeling that the poet believes to be interior and personal, but which the reader recognizes as his own» (Salvatore Quasimodo)

La Muraglia
E già sulla muraglia dello stadio,
tra gli spacchi e i ciuffi d’erba pensile,
le lucertole guizzano fulminee;
e la rana ritorna nelle rogge,
canto fermo alle mie notti lontane
dei paesi. Tu ricordi questo luogo
dove la grande stella salutava
il nostro arrivo d’ombre. O cara, quanto
tempo è sceso con le foglie dei pioppi,
quanto sangue nei fiumi della terra.

(versão em português)
A amurada
E já na amurada do estádio,
entre fendas e tufos de erva pênsil,
as lagartixas correm como raios;
e a rã retorna às águas dos canais,
canto-chão das minhas noites distantes
de aldeia. Tu recordas este sítio
onde Vênus saudava nosso encontro
de sombras. Ó querida, quanto tempo
com as folhas dos álamos se foi,
quanto sangue pelos rios da terra.

tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti

Poemas extraídos daqui

Salvatore Quasimodo (n. Módica 20 Agosto 1901; m. Amalfi 14 Jun. 1968)

Ler do mesmo autor, neste blog: E de Repente é Noite

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2008-06-14

E DE REPENTE É NOITE - Salvatore Quasimodo

Cada um está só sobre o coração da terra
Trepassado por um raio de sol:
E de repente é noite.

Trad. Ernesto Sampaio

Salvatore Quasimodo (n. 20 Aug 1901 em Modica, Sicília; m. em Nápoles a 14 Jun 1968)

in Rosa do Mundo 2001Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

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