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2010-01-13

XIV - Salvador Novo

Si pudieras quedarte, dueño mío;
si yo pudiera compartir tu lecho;
sentir tu corazón junto a mi pecho
vibrar en jubiloso desvarío;

pasar toda una noche, dueño mío,
entre tu abrazo férvido y estrecho;
entregarte la vida, y satisfecho,
la vida reanudar con nuevo brío.

Pero es fuerza partir. Un lecho frío
me depara el silencio de su abrigo,
tan correcto - tan amplio - y tan vacío.

¡Mañana nos veremos! Y me digo,
"Que a dormir a tu lado, dueño mío,
siempre será mejor soñar contigo."


XIV
(recriado por Glauco Mattoso)

Não podes, dono meu, ficar comigo?
Não posso dividir contigo o leito?
Só quero ao coração sentir teu peito,
ouvir, baixinho, os ecos do que digo!

Passar a noite inteira, meu amigo,
colado ao teu calor, no abraço estreito,
a vida te entregar, e, satisfeito,
tomar por novo lar tão breve abrigo!

Partir é necessário, infelizmente,
e o leito agora encaro com tristeza:
tão vasto, tão vazio, e nada quente!

À noite, novamente à mesma mesa,
jantamos, e meu medo já pressente:
dormir contigo é vão; sonhar, certeza.

Extraído daqui

Salvador Novo López (n. Cidade de México, 30 Jul. 1904 – m. 13 Jan. 1974)
Ler do mesmo autor no Nothingandall: Este Perfume; Amor

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2009-01-13

Este Perfume - Salvador Novo

Este perfume intenso de tua carne não é nada mais do que o mundo que deslocam e movem os globos azuis de teus olhos e a terra e os rios azuis das veias que aprisionam teus braços. Há todas as laranjas redondas em teu beijo de angústia sacrificado à beira de um horto em que a vida se suspendeu por todos os séculos da minha. Que distante era o ar infinito que encheu nossos peitos. Arranquei-te da terra pelas raízes ébrias de tuas mãos e bebi-te todo, oh fruto perfeito e delicioso! Já sempre quando o sol apalpe a minha carne sentirei o rude contacto da tua nascida na frescura de uma alva inesperada, nutrida na carícia de teus rios claros e puros como o teu abraço, volta doce no vento que nas tardes vem das montanhas para o teu hálito, madura no sol de teus dezoito anos, cálida para mim que a esperava.

Trad. de João Bento
in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim

Salvador Novo López (m. cidade de México, México 30 Jul 1904 – m. 13 Jan. 1974).

Ler do mesmo autor neste blog:
Amor
XIV

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2008-01-13

AMOR - Salvador Novo

Amar es este tímido silencio
cerca de ti, sin que lo sepas,
y recordar tu voz cuando te marchas
y sentir el calor de tu saludo.

Amar es aguardarte
como si fueras parte del ocaso,
ni antes ni después, para que estemos solos
entre los juegos y los cuentos
sobre la tierra seca.

Amar es percibir, cuando te ausentas,
tu perfume en el aire que respiro,
y contemplar la estrella en que te alejas
cuando cierro la puerta de la noche.

Salvador Novo (n. em 30 Jul 1904, México ; m. 13 Jan. 1974)

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