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2013-12-14

Poema da simples alegria - Odylo Costa Filho

A alegria estava do lado de dentro da casca das
árvores
E subiu na manhã
A alegria me trouxe um ramo claro de acácias
Boiando numa cumbuca partida de mel.
A alegria me trouxe para perto do mar
E eu mergulhei a cabeça nos tanques da
meninice.
Onde estais, arapongas, que vos ouço e não
vejo?
Estais é no fundo do mar.
Estais é nas casas dos morros.
Estais é no ar.

Odylo Costa, Filho nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de dezembro de 1914 - faleceu no Rio de Janeiro, a 19 de agosto de 1979)

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2012-08-19

Soneto da tarde - Odylo Costa, Filho

Não digo que o sol pare, nem suplico
que teu cabelo não se faça branco.
Nos segredos serenos que fabrico
vive um pouco de mago e saltimbanco.

mas te desejo simples, natural,
e que o dia na tarde amadureça.
Venceste muita noite e temporal.
Confia em que outra vez ainda amanheça.

O teu reino da infância sempre aberto
guarda o campo e os brinquedos infinitos
nas cores puras, sob o céu coberto.

Nos cajueiros, os pássaros... Os gritos
infantis... Mas a ronda neles nasce
e embranquece o cabelo em tua face.

Odylo Costa, filho (São Luís, 14 de dezembro de 1914 — Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1979)
Do mesmo autor, no Nothingandall:
As Aquarelas
Os Coelhinhos (poema infantil)

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2011-08-19

As aquarelas - Odylo Costa, Filho




Não penso azul, nem verde, nem vermelho,
nenhuma cor vejo isoladamente:
quero a vida total, como um espelho
a que não falte flor, folha ou semente.

A natureza, neste abril redondo,
esconde formas, seres, linhas, cores,
aqui e ali bizarramente pondo
manchas involuntárias, multicores.

Recuso-me a adotar bandeira ou marca.
Nada escolho. O mistério natural
me envolve inteiro. Em tuas aquarelas

tudo renasce — como quem da barca
do dilúvio, depois do temporal,
visse de novo a terra das janelas...

Publicado: Boca da noite, 1979

Odylo de Moura Costa, Filho, nasceu em São Luís, Maranhão, a 14 de dezembro 1914; m. no Rio de Janeiro, a 19 de agosto de 1979)

Ler do mesmo autor, neste blog: Os Coelhinhos (poema infantil)

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2010-08-19

Os coelhinhos (poema infantil) - Odylo Costa, Filho

Cenouras

Iam dois coelhinhos
andando apressados
para o Céu – com medo
de serem caçados.

E também com medo
de passarem fome.
Pois – quando não dorme –
O coelhinho come.

E ainda tinha os filhos
que a coelha esperava…
O Céu era longe
E a fome era brava.

Jesus riu, com pena:
Fez brotar na Lua
– para eles – florestas
de cenoura crua.


poema daqui

Odylo de Moura Costa, Filho, nasceu em São Luís, Maranhão, a 14 de dezembro 1914; m. no Rio de Janeiro, a 19 de agosto de 1979)

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