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2013-05-07

Adeus - Orestes Barbosa

Adeus, palavra pequena
Tão grande na tradução
Adeus que eu disse com pena
Sangrando o meu coração

Eu disse adeus disfarçando
Calando a sinceridade
Com os olhos lacrimejando
Pensando já na saudade

Adeus, recordo chorando
Na mágoa dos dias meus
As tuas mãos se agitando
De longe dizendo adeus

Adeus, gaivotas voando
De tarde junto do cais
Um lenço branco acenando
Um sonho que não vem mais


Orestes Dias Barbosa (n. em 7 Maio 1893 no Rio de Janeiro (RJ); † em 15 Ago 1966 no Rio de Janeiro (RJ))

Ler no Nothingandall do mesmo autor: Chão de Estrelas

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2010-05-07

Chão de Estrelas - Orestes Barbosa

Minha vida era um palco iluminado
E eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Meu barracão lá no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do Sol a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher, pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional.
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
E tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão


Orestes Barbosa (nasceu no Rio de Janeiro, 7 de maio de 1893 — m. 15 de agosto de 1966).

Ouvir aqui com música de Sílvio Caldas.

Silvio Caldas - Ch...

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2008-05-07

Chão de Estrelas - Orestes Barbosa

Moonrise over the Sea, 1822, oil on canvas
by Caspar David Friedrich died on 7 May 1840 (b. 5 Sep 1774)
Nationalgalerie, Staatliche Museen zu Berlin; Picture from here


Minha vida era um palco iluminado.
Eu vivia vestido de dourado
— Palhaço das perdidas ilusões.
Cheio dos guizos falsos da alegria,
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações...

Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
— Foste a sonoridade que acabou...
E, hoje, quando do sol a claridade
Forra meu barracão, sinto saudade
Da mulher — pomba-rola que voou...

Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas,
Pareciam um estranho festival:
Festas dos nossos trapos coloridos,
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre Feriado Nacional!

A porta do barraco era sem trinco.
Mas a lua, furando o nosso zinco,
Salpicava de estrelas nosso chão...
Tu pisavas os astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a Cabrocha, o Luar e o Violão...

Orestes Dias Barbosa (n. em 7 Maio 1893 no Rio de Janeiro (RJ); † em 15 Ago 1966 no Rio de Janeiro (RJ))

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