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2012-03-15

Ó Meus Castelos De Vento - SÁ DE MIRANDA

Ó meus castelos de vento
que em tal cuita me pusestes,
como me vos desfizestes!

Armei castelos erguidos,
esteve a fortuna queda
e disse: Gostos perdidos,
como is a dar tam grã queda!
Mas, oh! fraco entendimento!
em que parte vos pusestes
que então me não socorrestes?

Caístes-me tam asinha,
caíram as esperanças;
isto não foram mudanças.
mas foram a morte minha.
Castelos sem fundamento,
quanto que me prometestes,
quanto que me falecestes!


Francisco de Sá de Miranda (n. Coimbra, a 28 de agosto de 1481 — n. Amares, 15 de março de 1558).

Ler do mesmo autor:
Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho
Cantiga Feita nos Grandes Campos de Roma
Cantiga: Comigo me desavim...

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2011-08-28

Cantiga III (Redacção Segunda) - Sá de Miranda

Que é isto? Onde me lançou
esta tempestade má?
Qu'é de mi, se não sou lá,
e cá comigo não vou?

Inda que me eu cás não via,
(tudo vos confessarei)
onde a vós e a mi deixei
cuidava que me acharia;
agora quem, donde estou,
novas de mi me trará?
Pois dizeis que não sou lá,
nem sei sem mim onde vou.


Francisco de Sá de Miranda (n. Coimbra, a 28 de agosto de 1481 — n. Amares, 15 de março de 1558).

Ler do mesmo autor:
Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho
Cantiga Feita nos Grandes Campos de Roma
Cantiga: Comigo me desavim...

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2011-03-15

Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho - Sá de Miranda

Quando eu, senhora, em vós os olhos ponho,
e vejo o que não vi nunca, nem cri
que houvesse cá, recolhe-se a alma a si
e vou tresvaliando, como em sonho.

Isto passado, quando me desponho,
e me quero afirmar se foi assi,
pasmado e duvidoso do que vi,
m'espanto às vezes, outras m'avergonho.

Que, tornando ante vós, senhora, tal,
Quando m'era mister tant' outr' ajuda,
de que me valerei, se alma não val?

Esperando por ela que me acuda,
e não me acode, e está cuidando em al,
afronta o coração, a língua é muda.


in Os dias do Amor, um poema para cada dia do ano, recolha, selecção e organização de Inês Ramos, prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, Ministério dos Livros.

Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, a 28 de agosto de 1481 — Amares, 15 de março de 1558).

Ler do mesmo autor: Cantiga Feita nos Grandes Campos de Roma

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2010-08-28

Cantiga - Sá de Miranda

Azulejos in Casa do Barreiro, Gemieira, Viana do Castelo Portugal.

Comigo me desavim,
sou posto em todo perigo;
não posso viver comigo
nem posso fugir de mim.

Com dor, da gente fugia,
antes que esta assi crecesse:
agora já fugiria
de mim, se de mim pudesse.
Que meio espero ou que fim
de vão trabalho que sigo,
pois que trago a mim comigo
tamanho imigo de mim?



Francisco de Sá de Miranda n. em Coimbra a 28 de Agosto 1481 - m. em Amares a 15 de Março de 1558)

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2009-08-28

Cantiga Feita nos Grandes Campos de Roma - Sá de Miranda

Poema em Azulejos, de Sá de MirandaPoema de Sá de Miranda em Azulejos na Casa do Barreiro, Gemieira, Ponte de Lima
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Por estes campos sem fim,
onde a vista assim se estende,
que verei, triste de mim,
pois ver-vos se me defende?

Todos estes campos cheios
são de saudades e pesar,
que vem pera me matar
debaixo de céus alheios.
Em terra estranha e em ar,
mal sem meio e mal sem fim,
dor que ninguém não entende,
até quão longe se estende
o vosso poder em mim!


Extraído de 366 poemas que falam de amor, uma antologia de Vadsco da Graça Moura, Quetzal Editores

Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, a 28 de agosto de 1481 — Amares, 15 de março de 1558)

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