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2010-10-26

Saudade I - José Bonifácio (O Moço)


Outono - obra do pintor José MalhoaOutono - 1918 - José Malhoa Óleo sobre madeira
46 × 38 cm Portugal Museu do Chiado

José Vital Branco Malhoa (n. Caldas da Rainha, 28 de Abril
de 1855 – m. Figueiró dos Vinhos, 26 de Outubro de 1933)


Eu já tive em belos tempos
Alguns sonhos de criança;
Já pendurei nas estrelas
A minha verde esperança;
Já recolhi pelo mundo
Muita suave lembrança.
Sonhava então - e que sonhos
Minha mente acalentaram?!
Que visões tão feiticeiras
Minhas noites embalaram?!
Como eram puros os raios
De meus dias que passaram?!
Tinha um anjo de olhos negros,
Um anjo puro e inocente,
Um anjo que me matava
Só c’um olhar - de repente,
- Olhar que batia na alma,
Raio de luz transparente!
Quando ela ria, e que riso?!
Quando chorava - que pranto?!
Quando rezava, que prece!
E nessa prece que encanto?!
Quando soltava os cabelos,
Como esparzia quebranto!
.............................
Por entre o chorão das campas
Minhas visões se ocultaram;
Meus pobres versos perdidos
Todos, todos acabaram;
De tantas rosas brilhantes
Só folhas secas ficaram!

Extraído daqui

José Bonifácio de Andrada e Silva, o Moço, poeta, professor, orador e político, nasceu em Bordéus, França, em 8 de novembro de 1827 e faleceu em São Paulo, SP, em 26 de outubro de 1886

Não confundir com José Bonifácio de Andrada Machado e Silva, "the Patriarch", de quem foi sobrinho-neto.

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2009-04-28

Beijos do céu - Alberto de Oliveira

O Ateliê do Artista - Quadro de José MalhoaO Ateliê do Artista (1893-1894) - Óleo sobre tela 93x127
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo
José Malhoa (n. em Caldas da Rainha a 28 de Abril de 1854; m. 26 Out.1933)

Sonhei-te assim, ó minha amante, um dia:
- Vi-te no céu; e, enamoradamente,
de beijos, a falange resplendente
dos serafins, teu corpo inteiro ungia...

Santos e anjos beijavam-te... Eu bem via,
beijavam todos o teu lábio ardente;
e, beijando-te, o próprio Onipotente,
o próprio Deus nos braços te cingia!

Nisto, o ciúme - fera que eu não domo -
despertou-me do sonho; repentino
vi-te a dormir tão plácida a meu lado...

E beijei-te também, beijei-te.., e, ai! como
achei doce o teu lábio purpurino,
tantas vezes assim no céu beijado!

Antônio Mariano Alberto de Oliveira (n. em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de Abril de 1857, e faleceu em Niteró, RJ, em 19 de Janeiro de 1937).

Ler do mesmo autor, neste blog: Aspiração, Horas Mortas

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2007-11-11

Feliz Dia de São Martinho

Festejando o São Martinho - José Malhoa (1855-1933)
óleo sobre tela 150 x 200 cm
Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha)

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