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2011-11-22

Benfica empata em Old Trafford, lidera o grupo na Champions e já está qualificado...


Man. United


2-2

Benfica



Benfica mantém invencibilidade na época... mas perdeu Luisão para o derby


O Benfica não podia ter começado o jogo da melhor maneira. Aos 3' já vencia em Old Trafford! Com a equipa a entrar personalizada sofreu um livre mal executado por Nani mas logo voltou para a frente com a equipa a não ter medo de ter iniciativa ofensiva. Gaitán pelo lado direito teve espaço para cruzar para a pequena área e Phil Jones introduziu a bola na baliza de De Gea. O público inglês era posto em silêncio enquanto os cerca de três mil adeptos encarnados estavam esfuziantes.

Demorou a equipa da casa a encaixar o golo e só por volta dos vinte minutos a tão propalada posse de bola passou a ser maioritariamente do Manchester com o português Nani a ser o jogador mais influente. Aos 16' um slalom do internacional português foi travado por Garay que viu o primeiro cartão amarelo do jogo.

Aos 30' de um livre ainda longe da baliza a bola foi metida para a esquerda para Nani que teve tempo e espaço para executar o centro que apanhou Berbatov, vindo de posição irregular, a cabecear para o fundo da baliza de Artur. A equipa de arbitragem turca validou o golo e, assim, por vias ilegais, os ingleses repuseram o empate no marcador.

No minuto seguinte, Young surgiu isolado na área mas Artur defendeu com os pés negando a vantagem ao United. Os avançados ingleses colocavam-se muitas vezes em posição irregular por trás da defensiva encarnada para depois tentarem recolocar-se aquando dos passes mas eram apanhados com frequência em fora de jogo sendo certo que, como se disse, já haviam tirado partido favorável dessa estratégia.

Não foi o caso de uma jogada aos 40' em que Berbatov apanhado em posição irregular atirou ainda para a baliza com Artur a pedir o cartão amarelo para o jogador búlgaro, mas com o árbitro a mostrá-lo, isso sim, ao guarda-redes brasileiro do Benfica.

Se o Benfica começara o jogo da melhor maneira na segunda parte foi o Man. United que entrou com grande pressão ofensiva e o Benfica foi remetido para funções defensivas.

O sufoco era grande e aumentou com uma lesão de Luisão impeditiva de continuar em campo. O Benfica jogou alguns minutos com um homem a menos face à demora na promoção da substituição. Foi já, porém, com Miguel Vítor em campo mas com a equipa algo desorganizada que os ingleses chegariam 2-1. Numa das insistências da equipa da casa a bola foi enviada para o centro da área onde apareceu Darren Fletcher, desmarcado a marcar à vontade o segundo golo inglês. Face ao modo como o jogo decorria foi com alguma surpresa que os encarnados da Luz repuseram, de imediato, a igualdade. Uma bola mal aliviada foi captada por Bruno César na esquerda do ataque do Benfica e com Rodrigo a pedir a bola e ainda Aimar a aparecer o cruzamento foi cortado emúltima instância por Rio Ferdinand mas colocando a bola à disposição de Aimar que fez o empate.

Foi feliz o modo como o Benfica empatou mas a avalanche ofensiva do Man. United do início da segunda parte não voltaria a acontecer. A entrada de Matic aos 68' para substituir Gaitán deu mais consistência ao meio-campo do Benfica com Aimar e Witsel a ter a bola no meio-campo para reequilibrar o jogo apesar do argentino do Benfica, já desgastado, ter que ser substituído por Ruben Amorim (83').

Antes, aos 79', Berbatov, desta vez em posição legal, perdera grande oportunidade de repôr a equipa inglesa à frente ao atirar por cima da barra.

Também o Manchester operou as suas substituições com Chicharito a substituir Valencia aos 82' para logo a seguir Fábio dar o lugar a Smalling.

O Benfica com o empate a dois golos a dar vantagem no confronto directo (face ao empate a um na Luz) pretendeu preservar o precioso empate mas aos 89' Rodrigo (que poucas vezes tocou na bola durante o jogo) teve uma jogada individual que quase dava o triunfo à equipa portuguesa.

Os três minutos de desconto decorreram com grande emoção e sofrimento dos adeptos encarnados que se ouviram permanentemente em Old Trafford e que puderam festejar um empate com sabor a vitória uma vez que garante, desde já a qualificação do Benfica à fase seguinte face à vantagem directa que disfruta em situações de desempate quer frente ao Manchester, como se disse, quer face aos suiços do Basileia (vencedores do jogo em Galati por 3-2 depois de ter granjeado a vantagem de 3-0). Para além disso um triunfo em casa no último jogo frente aos romenos, que não fizeram até agora qualquer ponto, garante o primeiro lugar do grupo independentemente do resultado entre o Basileia e o Manchester. Neste jogo se discute, quem diria, a segunda equipa a qualificar-se sendo que os ingleses têm vantagem de lhes bastarem um empate.

A equipa de arbitragem turca teve uma falha importante ao validar o golo de Berbatov.

Assistência: 74.873 espectadores
Árbitro: Cuneyt Çakir (Turquia)

MANCHESTER UNITED: De Gea, Phil Jones, Ferdinand, Fábio, Evra, Luis Valencia (Javier Hernandez 80'), Carrick, Darren Fletcher, Nani, Young, Berbatov

BENFICA: Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão (Miguel Vítor 58'), Garay, Emerson, Witsel, Javi García, Gaitán (Matic 68'), Aimar (Rúben Amorim 83'), Bruno César, Rodrigo.

Golos: 0-1 Phil Jones (p.b) 3'; 1-1 Berbatov 30'; 2-1 Darren Fletcher 59'; 2-2 Pablo Aimar 61'

Disciplina:
16' Cartão Amarelo para Garay (Benfica) por falta sobre Nani
33' Cartão Amarelo para Darren Fletcher (Manchester Utd.), por falta sobre Maxi Pereira.
40' Cartão Amarelo para Artur Moraes (Benfica), por pedir amarelo a Berbatov.
76' Cartão Amarelo para Carrick (Manchester Utd.), por falta sobre Aimar que saia em contra-ataque.
85' Cartão Amarelo para Maxi Pereira (Benfica) por falta sobre Young. O uruguaio falha o último jogo frente ao Otelul Galati

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2011-11-02

Benfica empata com suiços em casa e adia decisão de apuramento para os OItavos de Final da Champions League

FC BaselBenfica logo

SL Benfica

1-1

FC Basel


Rodrigo marcou cedo... faltou outro golo

O Benfica tinha problemas a resolver no onze inicial face à lesão de Javi Garcia e ao impedimento (castigo) do lateral esquerdo Emerson. Matic ocupou naturalmente o lugar de pivot defensivo e a lateral esquerdo a opção recaiu na estreia de Luís Martins. Assim, o Benfica tinha um português no onze inicial. Jesus surpreendeu ainda com a aposta em Rodrigo (em detrimento de Cardozo)...

Mas os suiços também tinham problemas. No ataque nem Strella nem Frey e por isso o perigo teoricamente vinha de Xaquiri.

O Benfica (como sempre esta época) começou o jogo em grande! Rodrigo dispara para desvio do guarda-redes Sommer e a bola a bater ainda no poste. Depois aos 4' de um lançamento da linha lateral feito por Maxi Pereira, cabeçada de Gaitán e Rodrigo puxa a culatra atrás e de pé esquerdo dispara um míssil teleguiado na diagonal ao ângulo superior da baliza inaugurando o marcador.

Depois cedo começou a antipatia com a equipa de arbitragem espanhola. Um remate de longe bate num defesa vai para fora o guarda-redes tenta ainda controlar a bola no alto (claramente fora de campo) a bola ainda bate no chão totalmente para além das marcações do campo de jogo, mesmo à beira desses «palhaços» auxiliares que nada fazem e o jogo prossegue (sem o competente pontapé de canto). Maxi Pereira vai à linha de fundo um defesa corta a bola com o braço e de novo não há nada (em lance bem pior do que o do célebre penalty de Abel Xavier no Euro). O Benfica com Aimar a pautar as jogadas ofensivas foi criando e desperdiçando algumas boas oportunidades...

Depois... é o costume desta época... a equipa baixa de rendimento, os suiços começaram também a querer contrariar um resultado desfavorável e a primeira parte já terminou com o Basileia através de um canto (inexistente) e de um livre a ameaçar a baliza de Artur.

Esta ameaça ganhou contornos de maior perigo com dois cartões amarelos exibidos a jogadores do Benfica por protestos com a arbitragem espanhola. Ja bem sabemos que de Espanha não vêm bons ventos nem bons casamentos e este árbitro espanhol pareceu inclinado mais em defender o capital da praça financeira suiça (que também é a sede da Uefa) do que contrariar a crise ibérica. O jogo terminou com 18 faltas assinaladas ao Benfica e apenas 6 contra os suiços, com 4-2 em cartões amarelos

Aimar e Garay (este já após o apito para o intervalo) viram amarelos o que igualou os dois cartões mostrados a suiços mas estes por faltas bem vincadas sobre jogadores encarnados.

Na segunda parte Aimar desapareceu, Witsel está a baixar de forma, Luís Martins lá se ia desenrascando mas Xaquiri passou por ele (tal como havia passado por Emerson no jogo da primeira mão) junto à linha de fundo e originou uma grande oportunidade para os suiços empatarem.

O treinador encarnado (em maior rigor o habitual adjunto Raul José, porque Jesus esteve fora do banco por castigo) amedrontou-se e substituiu o jovem jogador por Miguel Vítor (vá lá continuamos com um português em campo). A entrada deste coincidiu praticamente com o empate e contrariando as previsões o golo nasceu do lado esquerdo. Chipperfield muito tempo com a bola na esquerda, sem pressão de ninguém, deu para olhar e ver a progressão de Huggel que atacou de primeira a bola metendo-a dentro da baliza de Artur. Ainda com mais 25 minutos para jogar e o Benfica em plano descendente temeu-se que os suiços ambicionassem ganhar.

Com a saída de Aimar (entrada de Cardozo) e mais tarde de Gaitán (por Nolito) o tempo de posse de bola passou pronunciadamente a ser favorável à equipa suiça.

Rodrigo ainda teve uma excelente oportunidade para repor o Benfica em vantagem aparecendo isolado, após abertura de Axel Witsel, a contornar o guarda-redes mas perdendo ângulo finalizou à malha lateral exterior.

De qualquer modo a ambição dos visitantes também foi limitada fazendo três substituições nos últimos 10 minutos e duas delas apenas para fazer passar o tempo, numa altura em que a quebra física dos encarnados punha em aberto todos os resultados para o jogo. No final o contentamento da equipa visitante, estranhamente, era bem visível enquanto os encarnados saíam visivelmente menos satisfeitos...

Este empate face ao triunfo do Benfica na Suiça continua a a colocar os encarnados na rota da qualificação para os oitavos de final e em vantagem frente ao Basel no confronto directo mas na próxima ronda o Benfica desloca-se a Manchester (que venceu hoje o Otelul Galati por 2-0 passando a comandar o Grupo) e em caso de derrota em Manchester os suiços igualam os encarnados em pontos se ganharem na Roménia. Depois fica tudo adiado para a última etapa em que o Benfica terá de ganhar ao Otelul porque senão ficará pendente do resultado do Basileia frente ao Manchester em casa. Ou seja o Benfica podia (e deveria) ter resolvido a questão hoje (com a vantagem de que continuaria a comandar a classificação) e o mais certo é tudo ficar adiado para a última hora. Bem pior está o Porto que já perdeu duas vezes na Champions e desta vez frente a cipriotas... lá se vão os índices de Portugal na Europa. Esperemos por Braga e Sporting nos jogos de amanhã...

Agora é preciso recuperar fisicamente para o forte jogo de Braga, se bem que a equipa bracarense tenha de jogar amanhã com o Maribor, para a Liuga Europa, o que significa que terá menos 24 horas de descanso do que o Benfica. Mas para esse jogo o empate não é opção...

UEFA Champions League
Group stage (Group C) 4th Round
Estádio da Luz)
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Assistentes: Roberto Alonso Fernández (ESP) e Jesús Calvo Guadamuro (ESP)

BENFICA: Artur Moraes; Maxi Pereira , Luisão, Garay e Luís Martins (Miguel Vítor 63'); Matic e Witsel, Bruno César, Aimar (Cardozo 73') e Gaitán (Nolito 82'); Rodrigo.

BASILEIA: Sommer, Steinhofer Abraham, Dragovic e Park Joo-Ho; Fabian Frei, Granit Xhaka, Huggel , Shaqiri, Chipperfield (Kusunga 89') Zoua (Pak 90+3').

Golos: 1-0 Rodrigo 4'; 1-1 Huggel 64'
Disciplina:
18'Cartão Amarelo para Park Joo-Ho, após falta sobre Bruno César.
34' Cartão amarelo a Benjamin Huggel
45'+2 Cartão Amarelo para Aimar por protesto
45'+3 Cartão Amarelo para Garay por protestos
57'Cartão Amarelo para Maxi Pereira por falta sobre Park
89' Cartão Amarelo para Miguel Vítor travar Xaquiri

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2011-10-19

Uefa Champions League Matchday 3: Oito "Peros" ao Pinheiro não encaminharam o Porto na Champions que desilude em casa frente a cipriotas

19 October 2011 - Matchday 3 - Results
Group E
Group F
Bayer Leverkusen
2-1Valencia
Marseille
0-1Arsenal
Chelsea
5-0Genk
Olympiacos
3-1Dortmund
Group G
Group H
Shakhtar Donetsk
2-2Zenit
Milan
2-0Bate Borisov
Porto
1-1Appoel

Barcelona
2-0Viktoria Plzen

18 October 2011 - Matchay 3 - Results
Group A
Group B
Napoli
1-1Bayern M.
CSKA Moskva
3-0Trabzonspor
Man. City
2-1Villarreal
Lille
0-1Internazionale
Group C
Group D
Otelul Galati
0-2Man. United
Real Madrid
4-0Lyon
Basel
0-2Benfica
Dinamo Zagreb
0-2Ajax



Standings
Group A
Group B
Bayern München
375-1
Internazionale
36
4-3
Napoli
35
4-2
CSKA Moskva
34
7-5
Manchester City
344-5
Trabzonspor
34
2-4
Villarreal
301-6
Lille
32
3-4
Group C
Group D
SL Benfica
374-1
Real Madrid
398-0
Manchester United
35
6-4
Ajax
342-3
FC Basel
3
45-6
Lyon
342-4
Otelul Galati
3
01-5
Dinamo Zagreb
300-5
Group E

Group F
Chelsea
37
8-1
Arsenal
374-2
Bayer Leverkusen
36
4-3
Marseille
364-1
Valencia
3
22-3
Olympiacos
334-4
Genk
3
10-7
Dortmund
312-7
Group G
Group H
Apoel FC
354-3
AC Milan
37
6-2
Zenit
34
6-5
Barcelona
379-2
FCPorto
3
44-5
Bate Borisov
31
1-8
Shakhtar Donetsk
3
24-5
Viktoria Plzen
31
1-5

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2011-10-18

Benfica vence fora de casa e comanda o Grupo C da Champions League

FC BaselBenfica logo

FC Basel

0-2

SL Benfica


Bruno César abriu caminho... Cardozo aumentou

O Benfica venceu na Suiça um adversário directo na busca de um dos dois lugares que dão a qualificação e desbravou grande parte do caminho perante o Basileia que surpreendera ao empatar (estando a ganhar até ao último minuto) em Manchester.

O jogo foi bastante bom durante a primeira parte com a equipa local a jogar muito forte nos primeiros dez minutos mas a equipa portuguesa com muito melhor capacidade técnica e trato de bola superiorizou-se. Os suiços mostraram ser uma equipa física de futebol directo e rápido (o que pode ser perigoso a jogar fora , porventura, a justificar o empate de Manchester), mas com falhas de criatividade.

Jesus apostou em Rodrigo no onze inicial. O jovem jogador nas primeiras intervenções não foi feliz (um remate fraco à figura) e uma perda de bola na zona do meio-campo, mas justificou a sua entrada pela mobilidade demonstrada tendo intervenção fulcral no lance do primeiro golo. Gaitán criou o lance pela direita tabelou com Aimar e voltou a pôr no centro da área para Rodrigo que deixando passar a bola pelo meio das pernas deixou para o desmarcado Bruno César concluir com um remate cruzado.

A equipa da casa pareceu surpreendido com a fluência do futebol do Benfica com Aimar e Witsel (excelente capacidade técnica a contemporizar e a proteger a bola) enquanto na equipa da casa foi Xaquiri pela direita o jogador mais perigoso colocando problemas sérios a Emerson que ainda na primeira parte viu o cartão amarelo numa jogada para travar o pequeno jovem jogador suiço (apenas vinte anos) que foi o jogador da casa em maior destaque.

Artur voltou a mostrar segurança permitindo que o Benfica levasse a vantagem para o intervalo.

Durante os primeiros vinte minutos da segunda parte o Benfica organizado superiorizou-se e pareceu questão de tempo o xeque-mate. Todavia, a meio da segunda parte o meio-campo encarnado começou a dar mostras de quebra: Aimar não aguenta o jogo todo, Gaitán revelou caimbras e foi a altura de Jesus mexer na equipa. Nolito entrou para o lugar de Aimar, Cardozo para o lugar de Rodrigo e num dos primeiros lances Cardozo ganhou o livre (e cartão amarelo para Huggel) num lance aéreo e na marcação do livre (talvez o novo treinador suiço não tenha estudado devidamente o Benfica) os locais não colocaram uma barreira suficiente enfiando Cardozo a bola rasteira junto ao poste e dando uma grande alegria a cerca de cinco milhares de adeptos benfiquistas no estádio.

Depois os últimos vinte minutos não foram bons para o Benfica. A equipa suiça não tinha nada a perder e as más notícias para o Benfica começaram a surgir. O Manchester adiantava-se definitivamente na Roménia, Maxi Pereira saía lesionado (entrando Miguel Vítor), Gaitán fazia figura de corpo presente, Javi, vindo de uma lesão mostrava também dificuldades e Emerson era expulso (por segundo cartão amarelo). A pressão suiça levou o Benfica para junto da baliza defensiva, Artur mais uma vez demonstrou segurança (aos 69' ainda com 0-1 já fizera a defesa da noite ao sair aos pés de Stressler) e o Benfica sofreu um tanto para manter as redes invioláveis.

O Benfica é superior e favorito para vencer de novo este Basileia em casa na próxima jornada (o que seria a confirmação do apuramento) mas os encarnados não tem defesa esquerdo para esse jogo (Capdevilla não está inscrito), e este Shaqiri é muito perigoso sendo o principal mérito do Basileia a transição rápida para o ataque.

A arbitragem foi comandada pelo árbitro húngaro Kassai que apitou a final da Champions da época passada e tendo algumas falhas de apreciação (um canto mal marcado contra o Benfica na primeira parte e uma ou outra falta discutível), mostrou categoria. Expulsou Jesus do banco já perto do fim do jogo quando este pedia a amostragem dum cartão vermelho por uma entrada extemporânea e destemperada de Shaqiri sobre Bruno César (viu só cartão amarelo).


UEFA Champions League
Group stage (Group C)
St. Jakob-Park, Basel (SUI)
Árbitro: Kassai (HUN)
Assistentes: Gabor Erös (HUN)e György Ring (HUN)

BASILEIA: Sommer; Steinhofer, Abraham, Dragovic e Park Joo Ho; Shaquiri, Granit Xhaka (Cabral 80'), Huggel (Chipperfield 85'), e Fabian Frei (Zoua 66'); Alexander Frei e Streller.

BENFICA: Artur Moraes; Maxi Pereira (Miguel Vítor 78'), Luisão, Garay e Emerson; Witsel e Javi García; Bruno César, Aimar (Nolito 67') e Gaitán; Rodrigo (Cardozo 71').

Golos: 0-1 Bruno César 20'; 0-2 Cardozo 75'
Disciplina:
35' Cartão amarelo a Streller por entrada violenta sobre Emerson.
41' Cartão amarelo para Emerson por bloquear em falta Shaquiri.
74' cartão amarelo a Huggel por cotovelada em Cardozo na disputa de um lance aéreo.
86'Segundo cartão amarelo e consequente cartão vermelho para Emerson (Benfica) por desnecessário bloqueio em falta a Shaqiri, ainda na zona de meio-campo junto à lateral.
90' Cartão amarelo a Artur por queimar tempo
90+3' Cartão amarelo a A. Frei por simular falta

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2011-09-15

Sabor agridoce no empate do Benfica frente ao Manchester


Benfica


1-1

Man. United


Digam lá que Cardozo não é grande jogador...

O Benfica estreou-se na fase de grupos da Champions League em casa no Estádio da Luz praticamente lotado (63 800 espectadores) perante o finalista vencido da prova na época passada. É certo que faltaram Rio Ferdinand e Vidic na defesa e Ferguson optou por jogadores mais veteranos no onze inicial com a presença de Fletcher e com Giggs este, aliás, a ter no jogo um papel fundamental e um esquema táctico de 4-3-3 que deixou Rooney praticamente ausente do jogo (destacou-se a disputar uma bola com Artur já com o jogo parado, o que lhe valeria o cartão amarelo por intervenção de um daqueles juízes auxiliares de linha de fundo...

No lado encarnado Jesus surpreendeu muitos benfiquistas com a escala de Rúben Amorim para o onze inicial, jogando na direita do meio-campo o que possibilitou o regresso Gaitán ao lado esquerdo e, agora de modo esperado, deixando Cardozo sem companhia na frente, regressando Aimar à titularidade.

Observe-se que esta crónica de jogo é feita por quem viu o viu ao vivo no estádio ou seja sem tv e sem repetições mas desfrutando do ambiente real. E assim pareceram ajustadas as declarações de final do jogo de Jesus que considerou que o Benfica foi mais objectivo e teve melhores oportunidades de golo. Ao maior tempo de posse de bola dos ingleses o Benfica contrapôs mais remates totais e em direcção à baliza - exigiu mais defesas, duas delas bem difíceis, ao guarda redes dinamarquês do Manchester -, mais pontapés de canto (aqui quase sempre marcados sem criar grande perigo à defesa inglesa visitante), mas também foi com alívio para muitos espectadores benfiquistas que o árbitro deu por terminado o jogo, uma vez que havia o receio de perder.

Esta foi aliás a tónica do jogo: as equipas mais do que vontade de ganhar tiveram receio de perder. Assim, foi um jogo muito táctico com as equipas a recuarem para o meio campo defensivo logo que perdiam a posse de bola. O Manchester começou melhor o jogo (e o mesmo aconteceria no recomeço da segunda parte) mas o Benfica equilibraria e teria os melhores momentos a meio de ambas as partes. Cardozo, num golo de grande categoria individual a receber de peito o cruzamento largo de Gaitán a pôr a bola no pé esquerdo e rodar para desferir com o pé direito um pontapé certeiro, à entrada da área, daria vantagem ao Benfica, mas perto do intervalo o Benfica não soube levar para os balneários a vitória. Num livre tardio e que mereceu os protestos do público da Luz - ficou-se com a ideia que o árbitro esloveno foi sempre de apito mais ligeiro quando estavam em causa faltas dos encarnados e muito tardio ao ponto de simplesmente não marcar algumas faltas inglesas (de que aliás em alguns casos saíram jogadas de perigo) - os ingleses andaram a tocar a bola em passe curto até que criaram um buraco no centro da entrada da área por onde Giggs finalizou com mestria o lance restabelecendo a igualdade no marcador.

Na segunda parte o Manchester retomou outra vez o jogo com ligeiro ascendente territorial mas foi de uma jogada de contra-ataque com saída de Aimar e abertura excelente para Maxi Pereira pela direita que o Benfica construiu uma clara oportunidade de golo (com vantagem de cinco jogadores para três adversários) concluída por Nolito com um remate cruzado rasteiro mas que o guarda-redes com uma mão desviou fazendo a defesa da noite. A entrada de Nolito para o lugar de Rúben Amorim coincidiu com uma maior abertura no jogo uma vez que também Ferguson fizera entrar Nani e Hernandez parecendo os treinadores com estas intervenções de tónica mais ofensiva quererem contrariar a acomodação ao empate.

Foi o Benfica que, através de um remate de Gaitán que o guarda-redes Lindegaard voltou a responder com boa defesa para canto e pertinho do fim aos 87' numa insistência de Nolito que só não teve frieza para concluir depois de ter passado por um emaranhado de jogadores, esteve mais perto de ganhar mas também Giggs estivera antes perto de bisar quando passando por três adversários se lhe deparou o pé milagroso de Artur a desviar para canto.

Está justificado o título da crónica uma vez que faltou pouco para o Benfica ganhar mas também... podia perder.

Resta o entusiasmo deste regresso do Benfica aos grandes jogos da Champions e a evidência de que que esta equipa tem condições para bater suiços do Basileia e romenos do Otelul Galati (no outro jogo do grupo o Basileia venceu em casa 2-1) adversários directos para garantir uma passagem aos oitavos de final da Champions. Todavia, o calendário não foi muito favorável aos encarnados que têm duas deslocações fora na continuidade desta prova assumindo grande importância o próximo jogo entre o Otelul e os encarnados de Lisboa na próxima ronda a disputar na cidade romena de Galati, já que tudo que não seja uma vitória encarnada colocará na classificação, certamente, ingleses (que receberão o Basileia) e suiços na frente da tabela classificativa.

Group stage (Group C) - 14/09/2011 - 19:45- Estádio do Sport Lisboa e Benfica - Lisboa
Espectadores: 63.800
Árbitro: Damir Skomina (SVN)
Assistentes: Primož Arhar (SVN), Marko Stančin (SVN)
Assistentes Adicionais: Slavko Vinčić (SVN), Roberto Ponis (SVN)

Benfica: 1 Artur (GK); 14 Maxi Pereira, 4 Luisão (Cap), 24 Garay, 3 Emerson; 6 Javi García, 5 Ruben Amorim (9 Nolito 56'), 28 Axel Witsel, 20 Gaitán ( Bruno César 90+1'), 10 Aimar (21 Matić 75'); 7 Cardozo.

Man. United: 34 Anders Lindegaard (GK); 20 Fabio (4 Phil Jones aos 69'), 12 Smalling, 6 Jonny Evans e 3 Patrice Evra (Cap); 24 Fletcher (17 Nani aos 69'), 16 Michael Carrick, 13 Park Ji-Sung, 10 Wayne Rooney e 25 Valencia (14 Javier Hernández 69').

Golos: Cardozo 1-0; 42' Ryan Giggs 1-1;
Disciplina: 27' Cartão amarelo a Wayne Rooney por disputar a bola a Artur com o jogo já paralisado;
39' Cartão amarelo a Aimar por falta sobre Rooney
61' Cartão amarelo a Maxi Pereira por falta sobre Park
65' Cartão amarelo para Michael Carrick
69' Gaitán por rasteirar um adversário

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