Blog Widget by LinkWithin
Mostrar mensagens com a etiqueta Vasco de Lima Couto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vasco de Lima Couto. Mostrar todas as mensagens

2017-03-10

Noite - Vasco de Lima Couto [na voz de Max]

Sou da noite um filho noite
Trago ruas nos meus dedos
De guardarem os segredos
Nas altas pontes do amor

E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor

Refrão:
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei

Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar

Dei-te um corpo de segredos
Onde arrisquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia ao luar

Refrão:
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei

Letra de Vasco Lima Couto, Música de Max

Vasco de Lima Couto (n. Porto, 26 de novembro de 1923 - m. Lisboa, 10 de março de 1980)

Read More...

2016-03-10

Disse-te adeus e morri - Vasco de Lima Couto (na voz de Amália Rodrigues)



Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos
Roubaram dos meus sentidos
A gaivota que tu és.

Gaivota de asas paradas
Que não sente as madrugadas
E acorda noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas,
Pois na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste,
Meu amor, como demoras.


Vasco de Lima Couto (Porto, 26 de novembro de 1923 - Lisboa, 10 de março de 1980)

Read More...

2015-03-10

Disse-te adeus e morri - Vasco de Lima Couto (na voz de Amália Rodrigues)



Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos
Roubaram dos meus sentidos
A gaivota que tu és.

Gaivota de asas paradas
Que não sente as madrugadas
E acorda noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas,
Pois na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste,
Meu amor, como demoras.


Vasco de Lima Couto (Porto, 26 de Novembro de 1923 - Lisboa, 10 de Março de 1980)

Do mesmo autor ler (e ouvir) no Nothingandall:
Noite na voz de António Mourão
Retrato
Pomba Branca na voz de Max e no duo Paulo de Carvalho + Dulce Pontes

Read More...

2013-03-10

RETRATO - Vasco de Lima Couto

Fui só eu que estraguei as alvoradas
- presas suaves nos plúmbeos céus!,
e dei água aos ribeiros da minha alma
e fiz preces de amor e sangue, a Deus...

Fui só eu que, sabendo da tormenta
que o vento da nortada me dizia,
puz meus lábios no sonho incompleto
e rasguei o meu corpo na poesia.

Vieram dar-me abraços e contentes
viram que me afundava sem remédio
- nem um grito subia do horizonte
há mil anos deitado sobre o tédio!

Quando chamaram por mim do imenso rio
que a noite veste para se entreter
vi que os barcos andavam cheios de almas
buscando sonhos para não sofrer.

Cantavam doidas como a dor e a morte
parando, a espaços, para ver montanhas
e eram luzes mordidas pelas sombras,
corajosas, infelizes - mas tamanhas!

Eu fugi de as ouvir (que ardentes vozes...)
de navegar nas mesmas ansiedades
e fui sozinho semear as luas
e a natureza inculta das idades.

Parti, negando à vida o seu direito,
recalcando os meus sonhos e os meus medos...
sei agora que matei o meu destino
e quebrei o futuro nos meus dedos.

in Os Olhos e o Silêncio - 1952


 Vasco de Lima Couto (Porto, 26 de Novembro de 1923 - Lisboa, 10 de Março de 1980)

Do mesmo autor ler (e ouvir) no Nothingandall:
Noite na voz de António Mourão
Pomba Branca na voz de Max e no duo Paulo de Carvalho + Dulce Pontes
Disse-te Adeus e Morri - na voz de Amália

Read More...

2011-03-10

Disse-te adeus e morri - Vasco de Lima Couto, na voz de Amália



Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos
Roubaram dos meus sentidos
A gaivota que tu és.

Gaivota de asas paradas
Que não sente as madrugadas
E acorda noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas,
Pois na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste,
Meu amor, como demoras.


Vasco de Lima Couto (Porto, 26 de Novembro de 1923 - Lisboa, 10 de Março de 1980)

Do mesmo autor ler (e ouvir) no Nothingandall:
Noite na voz de António Mourão
Retrato
Pomba Branca na voz de Max e no duo Paulo de Carvalho + Dulce Pontes

Read More...

2010-03-10

Noite - Vasco de Lima Couto, na passagem do 30º. aniversário da morte do poeta, declamador, actor, encenador e radialista português



Sou da noite um filho noite
Trago ruas nos meus dedos
De guardarem os segredos
Nas altas pontes do amor

E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor

Refrão:
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei

Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar

Dei-te um corpo de segredos
Onde arrisquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia ao luar

Refrão:
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei

Letra de Vasco Lima Couto, Música de Max

Vasco de Lima Couto (n. Porto, 26 de Novembro de 1923 - m. Lisboa, 10 de Março de 1980)

Read More...

2009-03-10

Retrato + Pomba Branca de Vasco de Lima Couto, na passagem do 29º. aniversário do seu desaparecimento

foto daqui


Fui só eu que estraguei as alvoradas
- presas suaves nos plúmbeos céus!,
e dei água aos ribeiros da minha alma
e fiz preces de amor e sangue, a Deus...

Fui só eu que, sabendo da tormenta
que o vento da nortada me dizia,
puz meus lábios no sonho incompleto
e rasguei o meu corpo na poesia.

Vieram dar-me abraços e contentes
viram que me afundava sem remédio
- nem um grito subia do horizonte
há mil anos deitado sobre o tédio!

Quando chamaram por mim do imenso rio
que a noite veste para se entreter
vi que os barcos andavam cheios de almas
buscando sonhos para não sofrer.

Cantavam doidas como a dor e a morte
parando, a espaços, para ver montanhas
e eram luzes mordidas pelas sombras,
corajosas, infelizes - mas tamanhas!

Eu fugi de as ouvir (que ardentes vozes...)
de navegar nas mesmas ansiedades
e fui sozinho semear as luas
e a natureza inculta das idades.

Parti, negando à vida o seu direito,
recalcando os meus sonhos e os meus medos...

sei agora que matei o meu destino
e quebrei o futuro nos meus dedos.




Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Daquela terra distante
Toda coberta pelo mar.

Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia.

Vinham barcos dos países
E eu sorria de os sonhar
Traziam roupas felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar.

Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Daquela terra distante
Toda coberta pelo mar.

Depois mais tarde ao perder-me
Por ruas de outras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades
Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante a aproximar
Dos campos, do meu lugar
À chegada e à partida


Vasco de Lima Couto (nasceu no Porto em 26 de Novembro de 1923 - morreu em Lisboa a 10 de Março de 1980)

Read More...

2007-03-10

Pomba branca - Vasco de Lima Couto

No aniversário da morte do poeta

Pomba Branca





Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia
Vinham barcos dos países
Eu sorria vê-los sonhar
Traziam roupas felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar
Pomba branca pomba branca

Depois mais tarde ao perder-te
Por ruas de outras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades
Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante aproximar
Os campos do meu lugar
À chegada e à partida
Pomba branca pomba branca.

Vasco de Lima Couto (n. no Porto a 26 de Novembro de 1923, m. em Lisboa no dia 10 de Março de 1980).

Read More...