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2014-05-20

Os Teus Olhos - Maria Teresa Horta

Direi verde
do verde dos teus olhos

de um rugoso mais verde
e mais sedento

Daquele não só íntimo
ou só verde

daquele mais macio    mais ave
ou vento

Direi vácuo
           volume
direi vidro

Direi dos olhos verdes
os teus olhos
e do verde dos teus olhos direi vício

Voragem mais veloz
mais verde
           ou vinco
voragem mais crispada
ou precipício


in Candelabro (1964)

Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora, neste blog:
Perdimento
Segredo
Poema sobre a recusa
Morrer de Amor
Joelho

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2013-05-20

Perdimento - Maria Teresa Horta

De tanto eu amar-te
e desejar-te
a tirar da paixão seu alimento

Não sei se é agrura
se sustento
este lento caminhar pelo incêndio

E de tanto misturar
meu corpo ao teu
e ao teu desdizer meu pensamento

Não entendo se amar-te
me sustém
ou se pelo avesso é perdimento


in Os dias do Amor, um poema para cada dia do ano, Ministério dos Livros

 Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora, neste blog:
Segredo
Poema sobre a recusa
Morrer de Amor
Joelho

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2012-05-20

Segredo - Maria Teresa Horta

Naked womanimagem daqui

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar

in Cem Poemas Portugueses no Feminino, selecção, organização e introdução de José Fanha e José Jorge Letria, Terramar

Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora, neste blog:
Poema sobre a recusa
Morrer de Amor
Joelho

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2011-05-20

Poema sobre a recusa - Maria Teresa Horta

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.


Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora, neste blog:
Segredo
Morrer de Amor
Joelho

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2010-05-20

Segredo - Maria Teresa Horta

Naked womanimagem daqui

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar

in Cem Poemas Portugueses no Feminino, selecção, organização e introdução de José Fanha e José Jorge Letria, Terramar

Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora, neste blog:
Morrer de Amor
Joelho

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2009-05-20

Joelho - Maria Teresa Horta

Mulher sentada

Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençois desalinhados
como se fosse de
vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas

366 poemas que falam de amor, uma antologia organizada por Vasco da Graça Moura, Quetzal Editores


Maria Teresa Horta (nasceu em Lisboa a 20 de Maio de 1937)

Ler da mesma autora Morrer de Amor

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2004-11-04

Morrer de amor - Maria Teresa Horta

Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso

Maria Teresa Horta (n. 1937)

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