Blog Widget by LinkWithin
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Botelho de Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Botelho de Oliveira. Mostrar todas as mensagens

2016-01-05

SONETO IX de A VIDA SOLITÁRIA - Manuel Botelho de Oliveira



Que doce vida, que gentil ventura,
Que bem suave, que descanso eterno,
Da paz armado, livre do governo,
Se logra alegre, firme se assegura!

Mal não molesta, foge a desventura,
Na primavera alegre, ou duro inverno,
Muito perto do céu, longe do inferno,
O tempo passa, o passatempo atura.

A riqueza não quer, de honra não trata,
Quieta a vida, firme o pensamento,
Sem temer da fortuna a fúria ingrata:

Porém atento ao rio, ao bosque atento,
Tem por riqueza igual do rio a prata,
Por aura honrosa tem do bosque o vento.

Manuel Botelho de Oliveira (n. Salvador, Bahia, 1636 — m. Salvador, Bahia, 5 de janeiro de 1711)

Read More...

2015-01-05

Ponderação do Rosto e Olhos de Anarda - Manuel Botelho de Oliveira

Quando vejo de Anarda o rosto amado,
Vejo ao céu e ao jardim ser parecido
Porque no assombro do primor luzido
Tem o sol em seus olhos duplicado.

Nas faces considero equivocado
De açucenas e rosas o vestido;
Porque se vê nas faces reduzido
Todo o império de flora venerado.

Nos olhos e nas faces mais galharda
Ao céu prefere quando inflama os raios,
E prefere ao jardim, se as flores guarda:

Enfim dando ao jardim e ao céu desmaios,
O céu ostenta um sol, dois sóis Anarda,
Um maio o jardim logra; ela dous maios.


Extraído de Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Porto Editora

Manuel Botelho de Oliveira (n. Salvador, 1636 — m. Salvador, 5 de janeiro de 1711)

Ler do mesmo autor: Rosa, e Anarda

Read More...

2012-01-05

Ponderação do Rosto e Olhos de Anarda - Manuel Botelho de Oliveira

Quando vejo de Anarda o rosto amado,
Vejo ao céu e ao jardim ser parecido
Porque no assombro do primor luzido
Tem o sol em seus olhos duplicado.

Nas faces considero equivocado
De açucenas e rosas o vestido;
Porque se vê nas faces reduzido
Todo o império de flora venerado.

Nos olhos e nas faces mais galharda
Ao céu prefere quando inflama os raios,
E prefere ao jardim, se as flores guarda:

Enfim dando ao jardim e ao céu desmaios,
O céu ostenta um sol, dois sóis Anarda,
Um maio o jardim logra; ela dous maios.

Extraído de Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Porto Editora
Manuel Botelho de Oliveira (n. Salvador, 1636 — m. Salvador, 5 de janeiro de 1711)

Ler do mesmo autor: Rosa, e Anarda

Read More...

2010-01-05

Rosa, e Anarda - Manuel Botelho de Oliveira

Rosa (flor)imagem daqui

Rosa da formosura, Anarda bela
igualmente se ostenta como a rosa;
Anarda mais que as flores é formosa,
mais formosa que as flores brilha aquela.

A rosa com espinhos se desvela,
arma-se Anarda espinhos de impiedosa;
na fronte Anarda tem púrpura airosa,
a rosa é dos jardins purpúrea estrela.

Brota o carmim da rosa doce alento,
respira olor de Anarda o carmim breve,
ambas dos olhos são contentamento:

mas esta diferença Anarda teve:
que a rosa deve ao sol seu luzimento,
o sol seu luzimento a Anarda deve.


Poema extraído daqui
Manuel Botelho de Oliveira (Salvador, Bahia 1636 — Salvador, 5 de Janeiro de 1711)

Read More...