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2016-08-21

Há palavras que nos beijam - Alexandre O'Neill (no 30º aniversário do desaparecimento do poeta, com voz de Mariza)

...


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill (n. em Lisboa a 19 de dezembro de 1924; m. em 21 de agosto de 1986).

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2013-12-16

Musical suggestion of the day: Mariza - Ó Gente da Minha Terra



Mariza, em bom rigor, Marisa dos Reis Nunes nasceu a 16 de dezembro de 1973, na então Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique.

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2011-12-16

Musical Suggestion of the day: Um Beijo de Saudade - Mariza com Tito Paris



Mariza Reis Nunes , nasceu em 16 de Dezembro de 1973, na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na antiga Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique

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2011-03-17

Meus olhos que por alguém - António Botto, na voz de Mariza + Nem sequer podia...


Meus olhos que por alguém
deram lágrimas sem fim
já não choram por ninguém
- basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
a vida como ela é,
meus olhos vão conquistando
mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!
Mas se as coisas são assim,
chorar alguém - que loucura!
- Basta que eu chore por mim.



2

Nem sequer podia
Ouvir falar no teu nome.
E se fixava o teu vulto,
Irritava-me, sofria
Por não poder insultar-te...

Até que nos encontrámos!

Choviscava, anoitecia.
- uma chuvinha
Impertinente e gelada
Como sorriso de ironia
Numa boca desejada.

Já não sei o que disseste;
Nem me lembro do que disse...

A chuva continuava.
Atravessámos um jardim.
E à luz fosca
Dum candeeiro,
Segredaste ao meu ouvido:
Quero entregar-te o meu corpo.
E eu acrescentei: - Pois sim.

A chuva tornou-se densa.
Eu ia todo encharcado.
Por fim, chegámos; entrei...

Um marinheiro descia
Ajeitando a camisola
E compondo os caracóis.
Era uma casa vulgar
Aonde o amor
- Oculto a todos os Sóis,
Se dava e prostituía
A troco da real mola.

Arrependi-me. Blasfemei;
Mas quando abandonei os teus braços
Senti que tinha mais alma!

E nunca mais te encontrei!


(Ciúme, 1934)
António Tomaz Botto nasceu a 17 de Agosto de 1897, em Casal da Concavada, Abrantes e faleceu no Rio de Janeiro a 17 de Março de 1959)

Ler do mesmo autor, neste blog:

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2011-01-01

Na Rua do Silêncio - António Sousa Freitas, na voz de Mariza

Na rua do silêncio
é tudo muito mais ausente
até foge o luar
e até a vida é pranto
não há juras de amor
não há quem nos lamente
e o sol quando lá vai
é pra deitar quebranto

na rua do silencio
o fado é mais sombrio
e as sombras de uma flor
não cabem lá também
a rua tem destino
e o seu destino frio
não tem sentido algum
não passa lá ninguém

na rua do silêncio
as portas tão fechadas
e até o sonho cai
sem fé e sem ternura
na rua do silêncio
há lágrimas cansadas
na rua do silêncio
é sempre noite escura


António Sousa Freitas nasceu em Buarcos, Figueira da Foz a 1 de Janeiro de 1921; faleceu em Lisboa em 30 de Junho de 2004.

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2010-11-26

Mariza escolheu a cidade do Porto para apresentação mundial do seu último trabalho ... e eu estive lá!


Mariza apresentou há algumas horas no Coliseu do Porto, esgotado - bem... à minha esquerda estavam dois lugares vendidos mas desocupados: que desperdício! - o seu último trabalho intitulado Fado Tradicional, em, estreia mundial. O disco é posto hoje à venda.

"Fado Tradicional" é o quinto album de estúdio de Mariza e foi gravado no Lisboa Estúdios, entre Julho e Setembro, pelo músico e produtor Diogo Clemente. Trata-se de um trabalho em que Mariza canta, em tom de homenagem, poetas e fados de sempre que a marcaram desde a infância e junta a eles a contemporaneidade e visão pessoal que a caracterizam.

O cenário do espectáculo, desenhado por Frank Gehri, visou obter uma atmosfera intimista de uma taberna da Mouraria (a taberna do pai) em que desde a infância a cantora aprendeu a apreciar o Fado. Com gente no palco sentado em cadeiras em redor de meia dúzia de mesas, a cantora apresentou-se em tons vermelho e preto.

A fadista é acompanhada por Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola) e Marino de Freitas (viola-baixo).

A noite musical começou com "devagar devagarinho se vai ao longe".

O público aderiu com entusiasmo especialmente quando foi convidado pela excelente intérprete portuguesa a participar em:

«Quem tem, quem tem
Amor a seu jeito
Colha a rosa branca
Ponha a rosa ao peito»


Este trabalho e portanto, também o espectáculo, incluiu um dueto com Artur Batalha, "Promete jura",

Se estás a pensar em mim, promete jura
se sentes como eu o vento a soluçar
as verdades mais certas mais impuras
que as nossa bocas tem pra contar.

Se sentes lá para a chuva estremecida
como desenlaçar uma aventura,
foram ficar por todo a vida, rediz
se sentes como eu promete jura

Se sentires este fogo que me queima
se sentires o teu corpo em tempestade
luta por mim amor, arrisca teima
abraça este desejo que me invade

Se sentes meu amor o que eu não disse
além de tudo o mais que não dissemos,
é que não houve verso que sentisse,
aquilo que eu te dei e tu me deste

(Letra de Maria João Dâmaso e música de Sérgio José Dâmaso)

e ainda temas de autoria de António Botto, Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Diogo Clemente, entre outros.

O alinhamento do disco, que não o do espectáculo, é:

1. Fado Vianinha - Fado Vianinha - (Francisco Viana)
2. Promete, Jura - Fado Sérgio - (Maria João Dâmaso / Sérgio Dâmaso)
3. As Meninas dos Meus Olhos - Fado Alfacinha - (Fernando Pinto Ribeiro / Jaime Santos)
4. Mais Uma Lua - Fado Varela - (Diogo Clemente / Reinaldo Varela)
5. Dona Rosa - Fado Bailarico - (Fernando Pessoa / Alfredo Marceneiro)
6. Ai, Esta Pena de Mim - Fado Zé António - (Amália Rodrigues / José António Guimarães Serôdio)
7. Na Rua do Silêncio - Fado Alexandrino - (António Sousa Freitas / Joaquim Campos)
8. Rosa da Madragoa - Fado Seixal - (Frederico de Brito / José Duarte)
9. Boa Noite Solidão - Fado Carlos Da Maia - (Jorge Fernando)
10. Desalma - Fado Alberto - (Diogo Clemente / Miguel Ramos)
11. Meus Olhos Que Por Alguém - Fado Menor do Porto - (António Botto / José Joaquim Cavalheiro Jr.)
12. Promete, Jura [com Artur Batalha] - Fado Sérgio - (Maria João Dâmaso / Sérgio Dâmaso)

Temas extra da edição especial:
13. Olhos da Cor do Mar - Fado Amora - (João Ferreira-Rosa e Óscar Alves / Joaquim Campos)
14. Lavava no Rio, Lavava - Fado Lavava No Rio, Lavava - (Amália Rodrigues / Fontes Rocha)

Ao ritmo e alegria de Rosa Branca e maiores ovações à interpretação de temas conhecidos da cantora, nomeadamente Cavaleiro Monge e Fado da Primavera interpôs-se trabalhos mais intimistas e emocionados

Meus olhos que por alguém
deram lágrimas sem fim
já não choram por ninguém
- basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
a vida como ela é,
meus olhos vão conquistando
mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!
Mas se as coisas são assim,
chorar alguém - que loucura!
- Basta que eu chore por mim.

António Botto

Com passagens conhecidas por:
Tenho saudades de mim
Do meu amor, mais amado
Eu canto um país sem fim
O mar, a terra, o meu fado
Meu fado, meu fado, meu fado, meu fado.

De mim só me falto eu
Senhora da minha vida
Do sonho, digo que é meu
E dou por mim já nascida


Houve tempo para um instrumental e para uma interpretação "sem estas modernices de agora", ou seja, sem amplificação.

A apoteose final, depois de palavras da cantora dizendo que passa metade do ano em viagens fora do país: aeroporto - hotel - teatro ; teatro-hotel-aeroporto, e scuts, segundo chiste da plateia, foi com o extraordinário "Ó Gente da Minha Terra".

Este disco será, certamente, mais um sucesso.

Obrigado Mariza!

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2010-06-24

Que Deus me perdoe - João da Silva Tavares


Se a minha alma fechada
Se pudesse mostrar,
E o que eu sofro calada
Se pudesse contar,
Toda a gente veria
Quanto sou desgraçada
Quanto finjo alegria
Quanto choro a cantar...
Que Deus me perdoe
Se é crime ou pecado
Mas eu sou assim
E fugindo ao fado,
Fugia de mim.
Cantando dou brado
E nada me dói
Se é pois um pecado
Ter amor ao fado
Que Deus me perdoe.
Quanto canto não penso
No que a vida é de má,
Nem sequer me pertenço,
Nem o mal se me dá.
Chego a querer a verdade
E a sonhar - sonho imenso -
Que tudo é felicidade
E tristeza não há.


João da Silva Tavares nasceu em Estremoz a 24 de Junho de 1893. m. 3 de Junho de 1964)
Música: Frederico Valério

Proponho a audição deste Fado na voz de Marisa
1-06 Que Deus me P...

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2010-03-20

Quem Dorme à Noite Comigo? - Reinaldo Ferreira

Reinaldo Ferreira nasceu faz hoje precisamente 88 anos. Pode pensar que não o conhece mas certamente sabe alguma coisa dele. Ora veja lá se não reconhece este poema...

Quem dorme à noite comigo?
É meu segredo, é meu segredo!
Mas se insistirem, desdigo.
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo!

E cedo, porque me embala
Num vaivém de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.

Que farei quando, deitado,
Fitando o espaço vazio,
Grita no espaço fitado
Que está dormindo a meu lado,
Lázaro e frio?

Gritar? Quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim?
Gostava até de matar-me.
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.


Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira nasceu em Barcelona (Espanha) a 20 de Março de 1922 e morreu de cancro em Lourenço Marques (Moçambique) a 30 de Junho de 1959.

Este poema ficou celebrizado na voz de Amália Rodrigues num fado «Medo» com música de Alain Oulman. Pode ouvi-lo de seguida, quer na voz de Amália, quer noutra interpretação de Mariza. Um belo fim de semana com muitos sorrisos, flores, boa boa música e ...poesia !

Amália Rodrigues - Medo (Quem dorme à noite comigo)

Mariza - Medo (Quem dorme à noite comigo)

Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira (n. em Barcelona, a 20 de Março de 1922; m. em Moçambique a 30 de Junho de 1959).

Ler do mesmo autor, neste blog:
Meu Quase Sexto Sentido
Uma Casa Portuguesa
Passemos Tu e Eu Devagarinho

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2009-10-19

Ana Moura amanhã na Casa da Música; Mariza no Coliseu para a semana

Ana Moura é considerada uma das melhores fadistas da actualidade. O seu repertório inclui os mais variados temas, do fado mais tradicional ao mais experimental, interpretando também criações dos mais conceituados autores e compositores contemporâneos. A edição recente do seu quarto disco «Leva-me aos Fados» é pretexto para este espectáculo na Casa da Música amanhã pelas 22 horas, mas ... não se preocupe em arranjar bilhetes porque a sala já está completamente esgotada.



Ah! Ninguém me quer amanhã «Levar aos Fados»?

No entanto, temos alternativa. Na próxima semana (dias 29 e 30) há a Mariza no Coliseu do Porto. Face à afluência do público (só há alguns lugares disponíveis nas galerias para o espectáculo de 29) vai haver um espectáculo extra a 30. E para esse vou já reservar os «meus» bilhetes!

Conclusão, ela não «Leva-me aos Fados» mas eu vou ouvir «Há Uma Música no Povo»


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2009-06-03

Que Deus me perdoe - recordando João da Silva Tavares na passagem do 45º aniversário da sua morte

Ouçamos este fado na voz de Mariza



Se a minha alma fechada
Se pudesse mostrar,
E o que eu sofro calada
Se pudesse contar,
Toda a gente veria
Quanto sou desgraçada
Quanto finjo alegria
Quanto choro a cantar...

Que Deus me perdoe
Se é crime ou pecado
Mas eu sou assim
E fugindo ao fado,
Fugia de mim.
Cantando dou brado
E nada me dói
Se é pois um pecado
Ter amor ao fado
Que Deus me perdoe.

Quanto canto não penso
No que a vida é de má,
Nem sequer me pertenço,
Nem o mal se me dá.
Chego a querer a verdade
E a sonhar - sonho imenso -
Que tudo é felicidade
E tristeza não há.

João da Silva Tavares (nasceu em Estremoz em 24 Jun 1893; m. em 3 Jun 1964 em Lisboa)

Música: Frederico Valério

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2008-12-16

Happy birthday Mariza, our Musical suggestion of the Day


Marisa dos Reis Nunes [Mariza] born on December 16, 1973 in Mozambique, at that time, Portuguese territory.







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2008-08-21

Alexandre O'Neill faleceu faz hoje vinte e dois anos



Gaivota - Ler poema aqui



Há palavras que nos beijam - Ler poema aqui


Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...

Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill (n. em Lisboa a 19 de Dez de 1924; m. em 21 de Agosto de 1986)

Ler do mesmo autor, neste blog, ainda:
A Meu Favor

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2008-03-20

Quem dorme à noite comigo? - Reinaldo Ferreira

Reinaldo Ferreira nasceu faz hoje precisamente 86 anos. Pode pensar que não o conhece mas certamente sabe alguma coisa dele. Veja se não reconhece este poema!

Quem dorme à noite comigo?
É meu segredo, é meu segredo!
Mas se insistirem, desdigo.
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo!

E cedo, porque me embala
Num vaivém de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão.

Que farei quando, deitado,
Fitando o espaço vazio,
Grita no espaço fitado
Que está dormindo a meu lado,
Lázaro e frio?

Gritar? Quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim?
Gostava até de matar-me.
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.

Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira nasceu em Barcelona (Espanha) a 20 de Março de 1922 e morreu de cancro em Lourenço Marques (Moçambique) a 30 de Junho de 1959.

Este poema ficou celebrizado na voz de Amália Rodrigues num fado «Medo» com música de Alain Oulman. Pode ouvi-lo de seguida, quer na voz de Amália, quer noutra interpretação de Mariza. Bom dia, boa poesia e boa música !

Amália Rodrigues - Medo (Quem dorme à noite comigo)

Mariza - Medo (Quem dorme à noite comigo)

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2007-12-16

Musical suggestion of the day and Happy birthday Mariza


Mariza born on 16 December 1973 in Mozambique

Ó Gente da Minha Terra


Há uma música do Povo


Loucura

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2007-07-08

Musical suggestion of the Day - Há uma música do Povo - Mariza

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2007-03-12

Musical suggestion of the Day - Portuguese music - Mariza - Há uma música do Povo

Lovely Fado with lyrics from the most famous Portuguese Poet, Fernando Pessoa



Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Letra: Fernando Pessoa; Música: Mário Pacheco
Intérprete: Mariza

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2007-02-24

Musical suggestion of the Day - Barco Negro

David Mourão Ferreira nasceu há 80 anos. Vem a propósito recordar aqui o Barco Negro na Voz de Amália Rodrigues, com letra de David Mourão Ferreira e música de Piratini e Caco Velho



Mas se preferirem podem ouvir e ver Mariza na sua interpretação do mesmo tema

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2006-11-03

Mariza é Portuguesa !!!

Hoje assisti à primeira apresentação de Mariza no Coliseu do Porto. Foi acompanhada pela Sinfonietta de Lisboa dirigida por Jaques Morelenbaum.

Gostei. Admito que algumas interpretações melhoram ao vivo - «Transparente» com as percussões ao ritmo africano foi muito bem conseguida - e outras não

O Coliseu rendeu-se à voz e porque não à figura de Mariza. As suas músicas mais conhecidas (Cavaleiro Monge, por exemplo) foram sublinhadas por vastos aplausos.
No final Mariza teve de prolongar a sua actuação por mais tempo do que o habitual face às ovações do público que pela sua insistencia quase extravasou a fronteira da cortesia. Mariza transformou o Coliseu numa taverna antiga aconchegada, descendo do palco, emocionou-se ... e falou com o público.

Foi um muito bom espectáculo. Ah! Mas está descansada Mariza que não vais levar tau-tau, nós prometemos, por isso não vamos contar o segredo que nos confiastes.


Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Letra de Fernando Pessoa

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