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2011-11-15

Foram seis podia ter sido uma dúzia! Portugal completa o lote de 16 para a fase final do Euro 2012

Bosnia Herzegovina flagPortugal flagPortugal
6-2
Bosnia and Herzegovina



Pareceu que os amigos da Sra. Merkl nos queriam ver fora do Euro...


Último round decisivo para a presença no Euro. Como de costume Portugal adia as decisões sempre até à última hora. Como não havia mais prorrogações de prazo, toca a trabalhar.

Estádio da Luz não esgotou mas estava com boa assistência (cerca de 50 mil). Portugal começa bem e cria lances de perigo logo aos 2' e aos 5'. Aos 8' falta sobre Cristiano Ronaldo, em posição frontal e é Cristiano Ronaldo que vai marcar o livre ... GOLO! Um míssil...

Bósnios lentos e sem ideias, parecem surpreendidos. Portugal carrega, Nani interna-se pela zona central e outro míssil. Grande Golo! Maior ainda do que o primeiro se os golos têm tamanho... 2-0 aos 24' e quase certeza de que vamos ter uma noite descansada.

Portugal agora descansa um tanto e a equipa visitante respira melhor. Cruzamento da esquerda e Dzeko de cabeça atira à barra... mas estava em posição irregular que a arbitragem assinala.

João Moutinho aparece em boa posição pela direita tira o guarda-redes da frente mas perde ângulo pode ainda atirar para a baliza prefere uma assistência para Ronaldo mas a bola não chega ao destino.

Ronaldo grande jogada dá para Postiga este vai antes para o penalty... não, o árbitro mostra amarelo ao avançado português.

Primeira intervenção de Rui Patrício e... penalty contra Portugal. Incrível uma bola praticamente perdida Coentrão parece afastado em falta e desequilibrado com o braço no ar e a bola bate-lhe no braço a arbitragem prefere assinalar a mão em vez do empurrão ao defesa português e a Bósnia reduz por Misimovic... Quem diria? Vamos para o intervalo com uma vantagem mínima quando as estatísticas são arrebatadoras: 9-2 em remates, 4-0 em pontapés de canto, 7-16 em faltas, 56%-44% em tempo de posse de bola.

Portugal começa a segunda parte a ganhar pontapés de canto atrás de pontapé de canto mas não cria perigo nestes lances. Recuperação de bola no meio-campo e João Moutinho lança a desmarcação de Cristiano Ronaldo.., aí vai ele em velocidade isola-se e Golo (53'). Está lá dentro e Portugal descansa novamente. Lulic é expulso por protestos quanto à validação do golo e Portugal tem a tarefa ainda mais facilitada.

Cristiano na área arranja a bola e um defesa - Pepac- corta com o braço. Penalty monumental e ... nada. Inacreditável. Como é possível não assinalar este penalty?

Aos 63' Paulo Bento mexe pela primeira vez na equipa entrando Rúben Micael para o lugar de Raul Meireles e na Bósnia sai Pianic dando o lugar a Muhamed Besic

Logo a seguir golo da Bósnia, Spahic em clara posição de fora de jogo... Senhores da UEFA esta arbitragem é uma vergonha!!!!

Dzeko provoca o público e vê cartão amarelo. Este Postiga não faz nada digo eu. Porque será que ele (entenda-se o treinador) não mete o Hugo Almeida?

Cristiano outra vez pela esquerda após combinação com Fábio Coentrão dá para o meio para Rúben Micael e passe extraordinário deste para a desmarcação de Postiga que de primeira enfia a bola na garagem! GOLO 4-2 e outra vez descomprimimos. Agora já não há hipóteses.

Aos 79' Pepac outra vez com a mão corta uma jogada de perigo - pensava que estava isento - mas agora foi fora da área e o árbitro assinalou. Cristiano ou Miguel Veloso? Miguel Veloso bate em jeito por cima da barreira ao primeiro poste, o guarda-rerdes nem se mexe... Já lá vão 5!!!

E mais um, de cabeça Postiga após cruzamento da esquerda de Coentrão. A equipa de Safet Susic está completamente derrotada e sem argumentos... Vamos chegar aos dez?

Qual quê? Paulo Bento está com medo deles? Tira um ponta de lança (Postiga) e mete um médio (Carlos Martins)? Como é possível?

E ficou assim... só seis!!!
porque Coentrão de cabeça! viu o guarda-redes defender e evitar o golo...
porque Ruben Micael isolado faz a bola passar por cima do guarda-redes mas sai ao lado;
porque... o árbitro não marcara aquele penalty clamoroso...
porque... com tantas interrupções (golos, cartões amarelos, substituições), o árbitro só concedeu um minuto de compensação.

Enfim ... a crise passou por uns dias. Dará até ao próximo fim de semana ou o Ministro das Finanças vai falar outra vez?

Fica uma certeza esta Bósnia nem aos calcanhares chega da selecção de Portugal. Enfim eu, se pudesse, trazia Dzeko para o nosso lado e bastaria. Cristiano Ronaldo é um grande jogador e finalmente fez uma grande exibição na selecção nacional.

A arbitragem alemã não sei se recebeu instruções da senhora Merkl mas pareceu que nos queria ver fora do Euro ... literalmente. Má arbitragem com erros capitais: um penalty contra, um golo contra em fora de jogo... um penalty a favor não assinalado... Não fosse o desnível entre as equipas... e estaríamos a comentar esta arbitragem eternamente...

Ficha do Jogo:
Play-off for Final Tournament, Second leg - 15/11/2011 - 21:00 em Portugal -
Estádio da Luz
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Begovic; Zahirovic, Jahic, Spahic e Papac; Rahimic (Darko Maletic 56'), e Haris Medunjanin; Lulic, Misimovic e Pjanic (Muhamed Besic 64'); Dzeko.

PORTUGAL: Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, João Moutinho, Raúl Meireles (Ruben Micael 63'), Miguel Veloso, Nani (Ricardo Quaresma 83'), Hélder Postiga (Carlos Martins 84'), Cristiano Ronaldo.

Golos: 1-0 Cristiano Ronaldo 8'; 2-0 Nani 24'; 2-1Misimovic 40'; 3-1 Cristiano Ronaldo 53'; 3-2 Spahic 65'; 4-2 Postiga 72'; 5-2 Miguel Veloso 80'; 6-2 Hélder Postiga 82'
Disciplina:
22' Cartão amarelo para Spahic (Bósnia e Herzegovina), por protestos.
37' Cartão amarelo para Hélder Postiga (Portugal), por simular grande penalidade.
40' Cartão amarelo para Fábio Coentrão (Portugal) no lance de penalty
44' Cartão amarelo para Rahimic (Bósnia e Herzegovina).
51' Cartão amarelo para Haris Medunjanin (Bósnia e Herzegovina), por falta sobre Raul Meireles.
68' Cartão amarelo para Dzeko (Bósnia e Herzegovina), por protestos.
77' Cartão Amarelo para Rúben Micael (Portugal).
79'Cartão amarelo para Papac (Bósnia e Herzegovina), por mão na bola à entrada da área.

Nos outros três jogos do play-off que tinham já desfecho sentenciado, curiosamente, nenhuma equipa que jogou em casa venceuficou já quase sentenciada a decisão final face ao desequilíbrio verificado no marcador:
Croácia 0-0 (3-0) Turquia
Montenegro 0-1 (0-2) - Rep. Checa
Rép. Irlanda 1-1 (4-0) Estónia

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2011-11-11

Portugal empatou na Bósnia a zero e adiou decisão para terça-feira

Bosnia Herzegovina flagPortugal flagBosnia-Herzegovina
0-0
Portugal


Pepe foi senhorial e faltou um golo na boa exibição portuguesa...

Portugal fez o terceiro jogo oficial frente à Bosnia-Herzegovina e ainda tem as balizas incólumes. Afinal o ambiente terrível de Zenica foi bem dominado pela selecção portuguesa que durante quase toda a primeira parte mostrou ser superior. É certo que o mau estado do terreno (que ainda por cima foi regado antes do jogo ao contrário do que havia sido acertado em reunião oficial) prejudicava a explanação da maior qualidade técnica dos portugueses mas a equipa jogando com grande espírito de solidariedade e sentido colectivo pressionou a equipa da casa não deixando praticamente que esta se acercasse da baliza de Rui Patrício que teve uma noite tranquila com o primeiro remate bósnio a ocorrer aos 32'!.

Portugal criaria os únicos lances de perigo da primeira parte com Cristiano Ronaldo muito activo (tirou Salihovic do jogo da segunda mão porque viu cartão amarelo) mas foi na segunda parte que se verificaram as melhores oportunidades.

A equipa local reentrou mais avançada em campo e mais perigosa mas foram dos portugueses os primeiros lances de golo. Cristiano Ronaldo servido por um toque de calcanhar por Nani teve oportunidade de visar a baliza mas (queixando-se do terreno) atirou ao lado. Depois na sequência de um pontapé de canto um defesa atrapalhou-se e a bola apareceu à frente de Hélder Postiga (que também vira cartão amarelo perto do final da primeira parte), mas este desperdiçou ao rematar ao lado. Com o público mais empolgado face a um crescente predomínio do meio-campo por parte da equipa local foi Vedad Ibišević (que entrara aos 68' para o lugar de Salihovic) que falhou, por sua vez, duas chances de golo. Na primeira desequilibrou-se e o remate saiu muito ao lado, na segunda à frente de Rui Patrício após lance em que se desmarcou por trás da defesa portuguesa (João Pereira colocou o jogador bósnio em posição legal) com o guarda-redes português praticamente batido atirou por cima da baliza.

As mexidas de Paulo Bento não alteraram a filosofia de jogo (foi homem por homem) mas o treinador Bósnio com as substituições alterou o sistema táctico da equipa para um 4-4-2 que deu trabalho acrescido à defesa portuguesa.

Fica a decisão adiada para a próxima terça-feira no Estádio da Luz esperando que a equipa com a mesma concentração e com melhor "tapete" possa materializar em golos a superioridade futebolística.

O árbitro inglês Howard Webb fez uma boa arbitragem e praticamente sem casos ainda que não tenha sido muito apologista da lei da vantagem. Postiga, que por muito protestar viu o cartão amarelo, viria posteriormente a ter razão em dois lances em que finalmente se livrou do adversário e viu (e ouviu) o jogo interrompido pelo árbitro inglês para marcar faltas favoráveis.

Ficha do Jogo
Play-off for Final Tournament, First leg - 11/11/2011 - 20:00CET (19:00 em Portugal) - Bilino Polje - Zenica
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Begovic, Lulic, Jahic, Spahic, Salihovic (Vedad Ibišević 68'), Rahimic, Haris Medunjanin (Darko Maletić 67'), Pjanic, Zahirovic, Misimovic (Senijad Ibričić 86'), Dzeko.


PORTUGAL: Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, João Moutinho, Raúl Meireles (Ruben Micael 81'), Miguel Veloso, Nani, Hélder Postiga (Hugo Almeida 65') Cristiano Ronaldo.

Golos: Nada a assinalar
Disciplina: 18' Cartão amarelo a Sejad Salihović
42' Cartão amarelo para Hélder Postiga e também para Jahic

Nos outros três jogos do play-off ficou já quase sentenciada a decisão final face ao desequilíbrio verificado no marcador:
Turquia 0 - 3 Croácia
Rep. Checa 2 - 0 Montenegro
Estonia 0 - 4 Rep. Irlanda

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2011-10-11

Também no futebol Portugal demonstra que não é capaz. Neste caso nem conseguimos auxílio externo...

Denmark flagPortugal flagDinamarca

2-1

Portugal


Sonâmbulos e conformados ... como o país!

Não foram precisos muitos segundos de jogo para perceber que o discurso de Paulo Bento de que a selecção nacional de futebol sénior ia a Dinamarca para ganhar e não para jogar para o empate se tratava de demagógico paleio de político.

Como é que uma selecção medíocre de há quatro dias atrás se podia em tão pouco tempo converter numa boa selecção? Não entendo como uma imprensa tão benevolente para Paulo Bento se satisfez com um resultado de 5-3 em casa perante a Islândia. Então sofrer três golos em casa perante toscos islandeses, que ainda criaram outras tantas oportunidades flagrantes, só podia prenunciar um desastre na Dinamarca.

E os primeiros minutos logo mostraram amedrontados portuguesinhos de palmo e meio a andarem a passo de caracol (ou a trem da linha do Tua) perante gigantes dinamarqueses a velocidade de train de gran vitesse (que não temos e nunca teremos).

Aos três minutos já perdíamos não fosse o árbitro italiano ver uma falta (depois de os dinamarqueses já estarem há bom tempo a festejar) que não vi. Mas perante uma equipa à defesa que não sabe defender foi questão de tempo ver Rui Patrício sofrer um golo num remate de Krohn-Dehli... que Rolando desviou para dentro da baliza. E assim a Dinamarca avançava para o comando da qualificação. Na Suécia a equipa da casa avançava também no marcador mas logo os holandeses restabeleciam o empate para repor Portugal na rota da fase final do Euro.

Quase durante toda a primeira parte Portugal esteve bloqueado e o guarda-redes dinamarquês teve um dia de férias, intervindo praticamente para fazer uma defesa a remate de Cristiano Ronaldo que saiu com boa direcção mas frouxo.

Quando se pensaria que o intervalo só poderia fazer bem a Portugal os dinamarqueses ameaçaram com o segundo golo que viriam a marcar por Bendtner aos 63'. O onze do jogo da Islândia repetido neste jogo em Copenhaga estava longe de chegar para se bater perante o futebol directo, vivo, físico e dinâmico da Dinamarca.

Postiga um zero à esquerda, sempre lento, amorfo e inconsequente. Os laterais João Pereira e Eliseu foram buracos de todo o tamanho, Carlos Martins com alguns remates de fora da área desastrados, João Moutinho e Raul Meireles sem físico para disputar as bolas perante gigantes dinamarqueses a maior parte das vezes em lances aéreos. Cristiano Ronaldo poucas vezes em jogo...

Da Suécia as notícias do segundo golo da Holanda logo foram contrariadas pela reviravolta sueca que atirava Portugal para o play-off.

Já era mais a expectativa de auxílio externo do que esperança na capacidade portuguesa. A Dinamarca falhava golos de baliza aberta e via Rui Patrício, ainda assim a ser o melhor português, evitando um desaire mais pesado em termos de desnível.

Paulo Bento fez as substituições possíveis mas era flagrante a pouca capacidade do banco para alterar as coisas. Miguel Veloso (no lugar de Eliseu 65'), Quaresma (no lugar de Carlos Martins) e Nuno Gomes! (no lugar de Postiga 78') nada alteraram ainda que o primeiro tenha feito alguns arranques pela esquerda finalizados com centros para as mãos do guarda-redes.

Já em tempo de desconto um livre directo de Cristiano Ronaldo deu uma expressão errada ao marcador tamanha foi a diferença de ritmo e de oportunidades de golo entre as duas equipas.

Resta o play-off podendo caber a Portugal a Bósnia (que empatou na França 1-1 depois de estar a ganhar durante muito tempo) - será um remake do play-off do Mundial? -, Montenegro (que hoje perdeu na Suiça por 2-0 mas ganhou o segundo lugar no Grupo G), Estónia (surpreendente segundo lugar, beneficiando da eliminação da Sérvia pela derrota na Eslovénia no grupo ganho pela Itália) ou Irlanda (após triunfo em casa frente à Arménia por 2-1 ficou em segundo lugar no Grupo B ganho pela Rússia). As restantes três equipas do play-off são a Turquia (vencedor do Azerbaijão por 1-0, no Grupo ganho com 100% dos pontos pela Alemanha: dez triunfos em dez jogos!), a República Checa (venceu 4-1 na Letónia no Grupo em que a Espanha também fez o pleno com oito vitórias nos oito jogos disputados) e a Croácia (segunda classificada no Grupo ganho pela Grécia).

Caso para dizer que como o prazo foi prorrogado... esperamos até à última para cumprir.

Venha a Estónia que iremos lá... (digo eu... não sei...).

Ficha do Jogo:
Qualifying round (Group H) - 11/10/2011 - 20:15CET (20:15 local time) - Parken Stadion - Copenhagen
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA); assistentes: Luca Maggiani (ITA), Andrea Stefani (ITA)

DINAMARCA: Sorensen, Jacobsen, Kjaer, Bjelland, Silberbauer (Simon Poulsen 76'), William Kvist, Eriksen, Zimling (Christian Poulsen 70'), Rommedahl (Jakob Poulsen 87'), Bendtner, Krohn-Dehli.

PORTUGAL: Rui Patrício, João Pereira, Rolando, Bruno Alves, Eliseu (Miguel Veloso 65', Carlos Martins (Quaresma 65'), Raúl Meireles, João Moutinho, Nani, Hélder Postiga (Nuno Gomes 78'), Cristiano Ronaldo.

Golos: 1-0 Krohn-Dehli 13; 2-0 Bendtner 63; 2-1 Cristiano Ronaldo 90+2'
Disciplina: Cartão amarelo para Rommedahl 45'por obstrução a Cristiano Ronaldo
Cartão amarelo aos 75' para Michael Silberbauer

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2011-09-02

Penalty e expulsão ajudaram Portugal a cumprir a obrigação de ganhar em Chipre

Cyprus flagChipre
0-4
Portugal


Exibição muito fraca até dez minutos do final...

Depois do escândalo do empate em Guimarães a quatro golos na primeira volta impunha-se que Portugal vencesse este jogo. O caso surpreendente (e ainda não ou mal explicado) de abandono do estágio por parte de Ricardo Carvalho dominou os antecedentes próximos do jogo. Já com o jogo a decorrer soube-se que a Noruega, a dois minutos do fim, desfizera o empate que vigorava no jogo contra a Islândia e que bom jeito daria a Portugal se se tivesse mantido até ao final.

O jogo de Chipre começou com os locais muito empertigados e Portugal a parecer surpreendido, mas foram só dez minutos. Portugal com calma a mais sabia que mais tarde ou mais cedo resolvia o jogo. Bastava exibir-se q.b. para se perceber a superioridade da equipa portuguesa apesar de jogadores do meio-campo sem ritmo (Ruben Micael) e da opção quase sempre ineficaz de Hélder Postiga.

João Pereira perdeu a primeira oportunidade de golo portuguesa ao demorar o remate quando apareceu isolado ainda que descaído na direita. O guarda-redes cipriota que esteve em bom plano defendeu e defenderia ainda por instinto uma cabeçada de Pepe que parecia com selo de golo. Cristiano Ronaldo provocado pelos gritos de Messi do público num livre atirou contra a barreira. Aos 35' o jogo resolveu-se quando João Moutinho rematou de fora da área para um desvio com o braço de Dobrašinović, jogador da casa que ainda por cima tinha sido o único amarelado do jogo até então.O árbitro italiano Gianluca Rocchi, viu bem (lance que em directo na TV passou despercebido) e assinalou o penalty mostrando o segundo amarelo ao infractor; Cristiano Ronaldo não desperdiçou.

Estava tudo encaminhado para um triunfo fácil não fosse Portugal querer complicar. E foi o que aconteceu na segunda parte... Nos primeiros minutos outra vez os cipriotas empertigados com dois arranques pelo lado direito a ameaçarem a defesa portuguesa. Mas foi por pouco tempo, Depois a equipa portuguesa instalou-se no meio-campo ofensivo mas a um ritmo muito lento. Uma jogada de Cristiano Ronaldo foi concluída de pé esquerdo para defesa de -... e aos ... Fábio Coentrão com um remate cruzado atirou ao poste. Portugal corria riscos e esticava de mais a corda ao jogar tão pouco. E foi o árbitro auxiliar, vulgo juiz de linha, que salvou Portugal do empate ao assinalar um fora de jogo inexistente a ... quando este estava completamente isolado e com todo o tempo do mundo para bater Rui Patrício.

Paulo Bento demorou demais a mexer na equipa e só já depois de Hugo Almeida em campo as coisas melhoraram para a equipa portuguesa. Uma abertura de Nani para Cristiano Ronaldo deu para este mudar de velocidade e concluir de pé esquerdo fazendo o bis. Depois deste lance foi a debacle cipriota e Portugal ainda aumentou o score com mais dois golos. O terceiro por Hugo Almeida só a encostar uma assistência perfeita de Cristiano Ronaldo - sem fazer grande exibição ainda assim o homem do jogo (dois golos e uma assistência). O quarto golo numa saída rápida da esquerda de Danny a dominar excelentemente um lançamento de João Moutinho e a partir em velocidade para a área concluindo com sucesso e agravando o resultado para um desnível que a exibição portuguesa não mereceu. A dez minutos do fim só podia catalogar a exibição de Portugal de muito fraca, especialmente na segunda parte e também com culpas para Paulo Bento que tardou em mexer na equipa.

A arbitragem teve um erro grave e com prejuízo para o Chipre: o fora de jogo inexistente a Okkas! Paradoxalmente após a marcação do penalty o árbitro deu a aparência de querer encontrar motivos para penalizar Portugal...

Portugal só depende de si e pode bastar ganhar em casa à Islândia e empatar na Dinamarca no último jogo, que certamente será decisivo, para se qualificar. Porém, na próxima semana o resultado do jogo Dinamarca-Noruega pode ser muito importante.

Jogo de qualificação para o Campeonato da Europa
Estádio GSP em Nicósia.
Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)
Chipre: Giorgallides; Poursaitides; Christou, Merkis, Avraam; Dobrasinovic, Makridis (M. Nikolaou 38') e Demetriou; Charalambides (Alexandrou 63'), Okkas e Christofia (G. Efrem 80').

Portugal: Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Coentrão; Moutinho, Meireles e Micael (Miguel Veloso 63'); Nani, Postiga (Hugo Almeida 76') e Ronaldo.

Golos:
0-1 Cristiano Ronaldo na conversão de um penalty 35'
0-2 Cristiano Ronaldo bisa ao rematar de pé esquerdo numa mudança de velocidade em espaço curto após passe de Nani
0-3 Golo de Hugo Almeida 84'! Cristiano Ronaldo rapidíssimo pela esquerda entrou na área e deixou para Hulgo Almeida, que só teve de encostar para o fundo das redes!
0-4 Golo de Danny 90+2'. O avançado luso recebeu a bola de forma superior e depois finalizou com classe, após mais um grande passe de Moutinho.

Disciplina:
17' Cartão amarelo para S. Dobrašinović.
34' S. Dobrašinović recebe o segundo cartão amarelo e é expulso, por desviar com o braço remate de João Moutinho.
35' Cartão amarelo para K. Makridis por protestos no lance do penalty.
37' Cartão amarelo para Ruben Micael por falta (duvidosa) cometida à entrada da área
83' Cartão amarelo para Cristiano Ronaldo, por gestos para o público nos festejos do segundo golo.

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2011-02-09

Selecção de Paulo Bento perde pela primeira vez

Argentina 2-1 Portugal

Penalty cometido por Coentrão ao minuto 90 valeu a derrota

Em jogo particular disputado em Genebra na Suiça a selecção portuguesa perdeu pela primeira vez na era Paulo Bento com o golo da diferença a ser marcado no minuto 90 por Messi e de penalty!

No duelo Ronaldo - Messi cada um dos jogadores marcou um golo tendo feito o argentino a assistência para o primeiro e marcado o segundo. Cristiano Ronaldo empatara a partida. Porém enquanto Messi jogou toda a partida, Paulo Bento aos 60' ao efectuar um trio de substituições condenou a selecção portuguesa à derrota.

Mas vamos pela cronologia do jogo. A equipa argentina inaugurou o marcador aos 14': após deambulação de Messi da esquerda para o centro, este colocou a bola primorosamente nas costas de João Pereira que foi batido por Di Maria que de pé esquerdo à saída de Eduardo «facturou» o primeiro golo do jogo. Mas a equipa portuguesa não esteve muito tempo em desvantagem, Cristiano Ronaldo empatou aos 21' numa jogada iniciada com um cruzamento da direita de João Pereira e toque de cabeça de Hugo Almeida, aparecendo o jogador do Real Madrid a antecipar-se a Romero. Logo de seguida Ronaldo quase fazia o segundo com o remate a ser desviado por um defesa e a bola a sairt junto ao poste.

Na parte final da primeira parte os argentinos estiveram por cima do jogo com a equipa portuguesa recuada e os sul-americanos a privilegiarem o passe de bola curto e a imaginação de Messi. Uma jogada pela esquerda foi concluída com um cruzamento de Rojo para Lavezzi desperdiçar ao rematar por cima da barra.

No início da segunda parte Portugal apareceu mais ofensivo com pressão mais alta no campo e dispôs de três oportunidades consecutivas para marcar o segundo golo. De um cruzamento de Nani, Hugo Almeida, falhou por pouco. De um lançamento da linha lateral Hugo Almeida ganhou nas alturas e a bola acabou por ir à barra, desperdiçando Ronaldo a recarga ao atirar por cima. Aos 57' uma perdida escandalosa de Hugo Almeida ao falhar o desvio ao segundo poste depois de defesa incompleta de Romero. Depois aos 60' com três substituições (Cristiano Rinaldo, Nani e Hugo Almeida) Paulo Bento condenou a selecção portuguesa à derrota. A Argentina também fez duas substituições mas Messi permaneceu.

A estrutura d3e 4-3-3 da selecção portuguesa permaneceu mas a equipa argentina com um futebol mais àq Barcelona passou a superiorizar-se no jogo. Na sequência de um canto Messi andou a bailar na esquerda e cruzou para Rojo desperdiçar o golo ao rematar de cabeça junto ao poste. Depois foi Patrício (que entrara após o intervalo a substituir Eduardo) que evitou o golo argentino defendendo com o corpo. Um livre de Messi foi também defendido pelo guarda-redes português. Carlos Martins ao minuto 80 ainda teve um remate de fora da área com perigo (saiu ligeiramente alto) mas foi Pastore que esteve perto do golo ao concluir de cabeça com um remate à barra, um livre de Messi. Já na vizinhança do minuto 90 Fábio Coentrão foi duas vezes ao carrinho dentro da área e na segunda acertou no adversário dando Bussaca o penalty competente que Messi não desperdiçou.

Com o 1-1 quase conseguido custa perder assim. Mas se compararmos os dois onzes que acabaram o jogo as diferenças são grandes... Até começarem as substituições Portugal equilibrara e no primeiro quarto de hora da segunda parte até estava a ser superior...

O árbitro não queria mostrar amarelos e por isso deixou passar várias vezes a possibilidade (mais do que isso a obrigatoriedade legal) de os exibir. Mostrara o primeiro a Carlos Martins logo aos 6' por protestos e voltaria a mostrar o segundo ao minuto 74 a outro jogador português... quando já não conseguia controlar as confusões e as picardias entre os jogadores...
No penalty esteve certo.

Golos: 1-0 Di Maria 14'; 1-1 Cristiano Ronaldo 21'; 2-1 Messi 90' (pen.),
Disciplina:
6' Cartão Amarelo para Carlos Martins (Portugal).
74' Cartão Amarelo para Quaresma (Portugal).
79' Cartão amarelo para Gago (Argentina) por falta sobre Postiga
83' Cartão Amarelo para Miguel Veloso (Portugal).

Portugal: Eduardo (Rui Patrício 46'), João Pereira, Rolando, Bruno Alves e Fábio Coentrão;
Raul Meireles (Miguel Veloso 78'), João Moutinho, Carlos Martins, Cristiano Ronaldo (Danny 60'), Nani (Quaresma 60') e Hugo Almeida (Hélder Postiga 60').

Argentina: Romero, Zanetti (Zabaleta 62'), Burdisso, Gabriel Milito e Rojo; Mascherano, Banega (Gago 62') e Cambiasso (Biglia 78'); Messi, Di María (Pastore 65') e Lavezzi (Martinez 83').

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2010-11-17

Resultado histórico: Portugal «só» deu quatro ! aos campeões do Mundo e da Europa

Flag of PortugalFlag of Spain14Portugal

4-0

Espanha

E antes do primeiro... já tinha havido um golo sensacional de Ronaldo

A crise económica, o estado depauperado em que Queirós deixou a selecção portuguesa e, dizem-me, o elevado preço dos bilhetes, terão justificado a fraca assistência ao jogo que, sendo, particular se inseria na campanha ibérica à organização do Mundial e, por isso, merecia ter sido bem mais promovido.

Cedo se percebeu que esta selecção nada tem a ver com aquela amorfa, medrosa e defensiva que Queirós estabeleceu. Pressão muito à frente e rapidez de execução colocou os espanhóis em dificuldades logo desde os primeiros minutos com Portugal ao fim de dez minutos a prometer coisas boas. «Até pode perder, mas a jogar assim vale a pena ver futebol» era um comentário ainda com o resultado a zero. «Ronaldo está a fazer a melhor exibição de sempre pela selecção» - era outro.

A meio da primeira parte os espanhóis respiraram e Iniesta e David Silva (este falhou uma clara oportunidade para inaugurar o marcador ao finalizar de cabeça ao lado) ameaçaram a baliza de Eduardo.

Cristiano Ronaldo e Busquets trocaram galhardetes. Primeiro o defesa espanhol com uma entrada fora de tempo e violenta travou a saída em velocidade do português ainda em pleno meio-campo português, depois foi Ronaldo que foi responder com um tackle junto à lateral. É claro que viram ambos os respectivos cartões amarelos.

Cristiano Ronaldo fez uma jogada espectacular pela esquerda do ataque, um chapéu brilhantíssimo, um grande golo ... mas Nani (sem cabeça) vai lá meter a cabeça e golo ... invalidado. Mal invalidado!!! Muito mal invalidado. A bola já estava dentro da baliza quando Nani a tocou ...



Nani, afinal, nem fora de jogo estava. Mas com árbitros franceses também não é novidade nenhuma... somos sempre lixados para não dizer outra coisa mais forte. Minuto seguinte Carlos Martins (um dos jogadores que demorou mais tempo a "entrar" na eficiência da máquina portuguesa) vai marcar, mas um defesa espanhol salva de cabeça em cima da linha de golo. Outra vez Ronaldo pela esquerda, grande simulação sobre o narcador directo, vai para dentro remate cruzado Casillas defende para a frente e «tiro» de Carlos Martins agora indefensável, a bola só para no fundo das redes.

Portugal vencia ao intervalo por 1-0 com uma grande exibição na primeira parte. No início da segunda já Paulo Bento fazia três substituições: Rui Patrício em vez de Eduardo, Pepe no lugar de Ricardo Carvalho, Danny no lugar de Cristiano Ronaldo. Passara apenas um par de minutos e Portugal avançava mais no marcador: João Moutinho desmarcado pela direita, cruzamernto rasteiro na horizontal, a bola um pouco para trás face à posição de dois jogadores portugueses, Postiga inventa um toque de calcanhar que bate Casillas e um defesa espanhol em corrida de recuperação para a baliza acaba por dar o último toque conformando o segundo golo da selecção portuguesa. Passamos todos a acreditar que afinal, Portugal, pode ter das melhores selecções do Mundo já que sabemos que temos dos melhores jogadores do Mundo...

Espanha também faz várias substituições, já estão Marchena, Torres, Fabregas já não está Iniesta, David Villa... os espanhóis por momentos consegue trocar a bola no seu futebvol habitual, mas mais lento do que o ritmo português, a equipa portuguesa recua mais no campo. «Um golo espanhol agora e o jogo muda totalmente» - alguém augura aquando de um livre directo perigoso à entrada da área portuguesa. A bola bateu na barreira (adiantada, longe da distância legal exigida) e não deu nada. Lançamento longo para a esquerda a bola quase a perder-se pela lateral, espectacular recepção orientada de Danny a evitar que a bola saia do campo e em simultâneo a lançar o contra-ataque. Moutinho prossegue o lance e Postiga finaliza fazendo o seu segundo golo da noite. Três a zero aos campeões do Mundo e olés nas bancadas, Fabregas é que não gostou de ser «toureado» e entrou sobre Pepe sem bola. Não foi muito forte mas foi sem bola, só pode ser cartão vermelho, mas o árbitro francês foi amigo e só deu amarelo. Nos últimos dez minutos - já com outras várias substituições - os espanhóis acercaram-se da baliza de Rui Patrício mas o dia era negro para "nuestros hermanos".

«Portugal está a falhar na transição ofensiva e se estivesse mais concentrado ainda podia marcar mais» é outro comentário. Pois bem, Pepe ouviu e assistiu Hugo Almeida em jogo a frustar a tentativa de colocação em off-side e marcou o quarto golo perante o estupefacto Casillas que não deve ter memória do último jogo em que sofreu quatro golos!

Foram demais? Nem por isso, como se disse ainda houve um antes do primeiro ... e os lances de Carlos Martins (com um defesa a salvar) e de Nani e Hugo Almeida com mais duas chances na segunda parte...

Foi uma surra bem dada por Portugal. Em 37 jogos anteriores Portugal o melhor que conseguira foi ganhar por 3-1 (em 1957!) e por 2-0 nas Antas.

Esperemos capitalizar (mesmo extra-futebol) esta vitória da selecção para mostrar que Portugal sabe fazer! Nem é preciso inventar demais, basta haver rumo, aplicação, união e solidariedade...


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2010-10-12

Portugal repetiu a dose... e agora até daqui a oito meses!

Iceland flagPortugal flagIslândia

1-3

Portugal


Portugal marcou logo aos 4' mas só pôde descansar aos 72'

Portugal apresentou o mesmo onze inicial que se apresentou sexta-feira no Estádio do Dragão, enquanto os islandeses para além de já não ser um país cotado em termos de ranking do futebol via a sua selecção desfalcada de várias unidades que foram afectadas à selecção de sub 21 que ontem jogou na Escócia em jogo importante e que deu apuramento histórico aos islandeses.

Já se sabia que as dificuldades portugueses estariam concentradas na capacidade física e no jogo directo e aéreo dos locais e por isso seria importante entrar bem no jogo. Meljor mmão podia ter sido pois aos 4' na marcação de um livre directo Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador. Portugal continuou a jogar bem durante um período e ameaçou o segundo golo que não aconteceu por pouca espontaneidade no remate.

De um lançamento da linha lateral longo para a área portuguesa surgiu o primeiro sinal de perigo com Portugal a ceder pontapé de canto. Do canto, cabeceamento para o chão e Eduardo a socar mal a bola com Raul Meireles ainda a afastá-la mas com o juiz assistente e consequentemente o árbitro a atribuir golo por considerar que a bola ultrapassou a linha de baliza (situação que as imagens televisivas não permitiram discernir).

É claro que este golo podia complicar a vida dos portugueses e deixou a mensagem clara que este jogo não iria ser um passeio. No entanto, Raúl Meireles num pontapé excelente de longe faria o 2-1 para Portugal o que acalmou as hostes lusitanas.

À maior capacidade técnica e qualidade de jogo dos portugueses respondiam os locais com disponibilidade física e pressão (muitas vezes em falta) sobre o portador da bola português e lançamentos largos e directo para a frente, o que permite dizer que os islandeses ainda que sem criar muito perigo deixavam em aberto a possibilidade de discutir o jogo.

O jogo ficou decidido ao minuto 72' quando após incursão pela direita de Cristiano Ronaldo o seu cruzamento inofensivo para o peito do guarda-redes acabou por inépcia deste no fundo da baliza com Postiga (que dois minutos antes falhara o golo isolado) após o erro enorme do guarda-redes islandês.

A partir daqui o jogo ficou muito mais fácil com a tal pressão a desvanecer-se e Portugal a poder ter mais tempo para trocar a bola e demonstrar a sua superioridade. Faltou o quarto golo que se esperou nesta altura face à diminuição clara da réplica islandesa.

Portugal não terá feito exibição semellhante à do jogo do Dragão e é difícil eleger um jogador que se tenha destacado de modo declarado, mas notou-se uma melhoria substancial da performance colectiva de Cristiano Ronaldo e neste jogo Raúl Meireles também merece referência positiva. A defesa sofreu dois golos de bola parada (ambos de cantos) e Eduardo não tem demonstrado a segurança da fase final do Mundial.

A selecção portuguesa completou a primeira volta, com estas duas vitórias regressa à luta pelo apuramento mas ainda está em posição deficitária considerando que a Dinamarca venceu Chipre no outro jogo do grupo disputado hoje por 2-0. Portugal agora só joga nesta fase de qualificação em Junho do próximo ano! mas ficaremos a aguardar o resultado do Noruega-Dinamarca de 26 de Março em que talvez o empate seja o melhor resultado para nós.

Grupo H da Qualificação para o Euro 2012
20:45h 12.Out.2010 Laugardalsvollur, Reykyavick
Árbitro: Thomas Einwaller (Áustria)

ISLÂNDIA: Gunnleifsson, Steinsson, Kristján Sigurdsson, Ragnar Sigurdsson e Indridi Sigurdsson (Adalsteinsson 86'); Danielsson, Skulason, Birkir Saevarsson (Veigar Gunnarsson 85'), e Bjarnason (Thorvaldsson 68'); Gudjohnsen e Helguson

PORTUGAL: Eduardo; João Pereira, Ricardo Carvalho, Pepe, Fábio Coentrão; João Moutinho, Raúl Meireles, Carlos Martins (Tiago 77'); Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (Hélder Postiga aos 65') e Nani (Danny 87')

Golos: 0-1 Cristiano Ronaldo 4'; 1-1 Helguson 18'; 1-2 Raúl Meireles 27'; 1-3 Postiga 72'

Disciplina: 36' Cartão Amarelo para Skulason (Islândia).
79' Cartão Amarelo para Gudjohnsen (Islândia).
80' Cartão Amarelo para Tiago (Portugal).

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2010-10-09

Portugal vence a Dinamarca com clareza pecando o resultado por escasso

Denmark flagPortugal flagPortugal

3-1

Denmark


Marcámos 4 golos mas um foi na própria baliza!

Jogo de máxima importância para Portugal que não podia sequer ceder um empate. No apuramento para o Mundial perdemos por 3-2 sofrendo dois golos nos últimos minutos de jogo depois de uma exibição em que podíamos ter goleado.

O onze apresentado por Paulo Bento foi o esperado, sem invenções, a única dúvida que colocámos antes do jogo era saber se jogava Pepe ou Bruno Alves a central tendo o novo treinador da selecção optado pelo jogador do Real Madrid. O mérito do treinador, com poucos treinos, foi de não inventar...

Portugal controlou os minutos iniciais do jogo com postura ofensiva e os dinamarqueses optaram por um jogo frio com as linhas recuadas e a aproveitar todas as oportunidades para perder tempo, pausando o jogo, muito interrompido aliás. Com pouco tempo jogado Portugal criou logo uma jogada de perigo com uma tabelinha para Nani que isolaria o jogador do Manchester não fosse abalroado à entrada da area. O livre em três toques esbarrou na defensiva que não pareceu à distância requerida pelas leis da arbitragem.

O jogo estava pouco vibrante mas com Portugal a jogar ao ataque, os dinamarqueses mostravam prioridade pelo lado direito nos lançamentos longos, desde cedo se percebendo a necessidade de atenção de Coentrão, nosso defesa esquerdo.

Já se suspirava no estádio quando da esquerda do ataque português Cristiano Ronaldo tirou um cruzamento com Hugo Almeida a simular e deixar a bola ir um pouco mais para a direita com Nani a rematar por entre as pernas do guarda-redes inaugurando o marcador.

Estava-se ainda praticamente nos festejos e alguém alertou que no Estádio do Dragão se podia ver as repetições dos golos ao vivo! Na realidade, um minuto volvido, Nani voltava a colocar a bola no fundo da baliza de Sorensen após uma recuperação de bola em zona adiantada do terreno. Dois golos marcados em minutos consecutivos sem que antes Portugal, embora controlasse o jogo tivesse ameaçado marcar era excelente e o público tranquilizou-se. O guarda-redes dinamarquês é que não "quis" sofrer mais golos e foi substituído, naturalmente, por se queixar de dificuldades físicas.

O "novo" guarda-redes cedo entrou em prova ao defender um remate de fora da área que levava o selo de golo de Cristiano Ronaldo. Os dinamarqueses em termos ofensivos pouco fizeram e o que fizeram era (quase) sempre através de incursões da direita. Registe-se ainda um remate de longe que saiu ao lado mas que originou pontapé de canto por, talvez, Eduardo ainda tenha tocado na bola.

Os dinamarqueses não deram mostras de muito incómodo no resultado nunca assumindo o papel de comando do jogo, apesar de que Coentrão, muitas vezes em inferioridade na esquerda tenha tido trabalho reforçado, face ao perigoso. Já Portugal is criando com mais facilidade do que na primeira parte oportunidades de golo. Ronaldo atirou de longe o guarda-redes defendeu para a frente e Carlos Martins perdoou na recarga o 3º. golo ao rematar à figura do guarda-redes. Depois numa das melhores jogadas de Portugal Fábio Coentrão em slalom driblou dois adversários e assistiu Ronaldo para um remate à barra! Outro remate de Ronaldo rasteiro e colocado foi defendido para canto, Ronaldo começava a amuar...

Do outro lado mais uma jogada pela direita o meio-campo português surgia sempre um tanto destapado deste lado e Coentrão confrontava-se com dois. Fez corte decisivo em jogada de perigo mas magoou-se e teve de sair momentaneamente. Dizia eu, vai Portugal sofrer um golo com Coentrão fora de campo, e... do pontapé canto da direita do ataque dinamarquês junto ao núcleo de espectadores da equipa visitante resultou ...golo, melhor dizendo auto-golo de Ricardo Carvalho. Porque é que eu me meto nestes presságios? Ainda faltavam cerca de 20 minutos, e agora? Bola de novo no fundo da baliza portuguesa perante a passividade de um defesa, mas convencido de fora de jogo que o assistente assinalou com alívio para mais de 30 mil e desagrado de cerca de um milhar de vikings.

Os jogadores portugueses em campo nem tiveram tempo de se aperceberem do risco que os espectadores já acolhiam no seu consciente para os últimos minutos do jogo. Cristiano com a bola e Postiga (que entrara a substituir Hugo Almeida) ao lado só para um defesa; o primeiro mete a bola para o segundo isolado... disparar prematuramente e por cima da barra... quando tinha tudo para avançar mais e fazer golo. Antes que os últimos minutos aparecessem e o eventual ataque final dos visitantes mais massivo ocorresse e o coração dos portugueses tremesse... GOLO de Cristiano Ronaldo, finalmente! Foi uma jogada pelo centro com uma assistência de Nani (dois golos e uma assistência!) para a meia-esquerda e o avançado que já foi o melhor jogador do mundo desta vez não deu chances de defesa ao guarda-redes dinamarquês. 3-1 a poucos minutos do fim, o jogo terminou com o público a "pedir só mais um".

Portugal acabara de marcar o terceiro golo e descansar os adeptos

Portugal acabava de marcar 4 golos (mas um na baliza errada!), quando poderia ter marcado sete tal como fez contra a Coreia do Norte!

Boa exibição portuguesa que pode entrar nos eixos do apuramento se vencer na Islândia o jogo da próxima terça-feira. Esta vitória com um mau resultado no próximo jogo não serviria de nada. Mas acreditamos que Portugal volte a vencer...

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2010-09-18

Time sharing no futebol português?

Gilberto MadailEm matéria de milagres, o último competente foi Jesus. Está no Benfica. Madail pensou, então, "vou ter com deus" (Vítor Serpa in A Bola 18 Set. 2010).

Ou inventamos ou estamos perdidos (Símon Rodríguez 1769-1854).

Madail quis ficar na história do futebol português como o Presidente da Federação inventor do time-sharing nos treinadores de futebol. O Real Madrid não aceitou que o inventor fosse português...

Assim vai-se virar para a tranquilidade. Com tranquilidade vamos ficar fora da fase final do Europeu. Mas uma coisa é certa que vamos ganhar: tranquilidade!

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2010-09-07

Euro 2012: Esta selecção de Portugal bate todos os records negativos!

Norway flagNorway

1-0

Portugal

Golo oferecido e ataque inofensivo...

No final do jogo alguém comentava que Portugal esteve muito melhor na defesa do que contra o Chipre. Afinal já não sofremos quatro golos, apenas um e mesmo este praticamente oferecido por uma vítima do "Síndrome de Roberto" - Eduardo (ainda bem que não é jogador do Benfica, digo eu!).

Agostinho Oliveira conseguiu em poucos dias uma melhoria de performance excepcional em termos defensivos.

Na verdade para sublimar tristezas tenho de seguir esta linha irónica. Custa digerir a actual triste realidade da selecção nacional de futebol que ainda há pouco tempo era uma das selecções de top mundial. A Noruega teria ficado contente com um empate a zero e colocou-se "atrás da linha da bola" dando a iniciativa do jogo aos portugueses. Bastaria aproveitar um dos muitos erros em que geralmente os portuguesinhos de muito talento mas pouca concentração e rigor cometem. E assim foi. Os portugueses com a bola nos pés mas perante a pressão de algum (às vezes dois) adversários que caíam sobre o portador da bola, começavam a fintar para trás, a passar para trás, uma ...duas vezes... para o guarda-redes... até que Eduardo (Jesus já tem a justificação pública porque não o contratou para o Benfica) deu barraca e ...foi golo da Noruega.

Depois para a equipa nórdica foi só cumprir a táctica. Concentração defensiva e boa atenção porque estes portugueses mesmo com a sublime técnica que dispõem não têm capacidade psicológica nem suficiente capacidade inventiva para marcar um golo que seja...

Na verdade... a falta de liderança demonstrada antes saiu reforçada neste jogo. Os noruegueses por motivos de lesões tiveram de fazer duas substituições ainda na primeira parte enquanto Portugal a perder... fez a primeira substituição aos 70' para entrar Danny. E então não se mete outro avançado? Hugo Almeida não está ali sozinho na área? Pois... Liedson entrou aos 83'. Porquê? Porque Portugal joga em 4-3-3 e com dois avançados ...não sabe jogar. Afinal Portugal perder por 1-0 nem é muito mau ... e nem precisámos de esgotar as substituições.

Xeque-mate! Portugal perdeu pela primeira vez com a Noruega na história do futebol. Esta selecção vai parar ao Guiness por motivos de desgraça.

Ah! Fica mais uma informação. Portugal dispôs da sua melhor oportunidade aos quatro minutos quando Raul Meireles apareceu na zonda de ponta de lança a rematar precipitadamente ao lado. E só havia 4 minutos de jogo. Depois um remate de longe de Manuel Fernandes à rede lateral. Hugo Almeida ainda enfiou a bola dentro da baliza norueguesa numa recarga de fora da área (já perdíamos 1-0) mas estava em fora de jogo bem assinalado. Já os noruegueses mesmo a ganhar tiveram duas grandes «chances» para avançar mais no marcador logo no início da segunda parte, numa delas noutro brinde ...este de Ricardo Carvalho.

Estamos no caos e no fosso... o caminho para o bottom do Top 50 (nós que éramos a oitava selecção do Mundo no ranking Fifa) está em andamento en gran vitesse...

Para que toda esta situação se torne mais surrealista, Agostinho de Oliveira, grande filósofo, diz que "temos futuro com esta equipa".

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2010-09-03

Tenham Vergonha ... Portugal sofre em casa 4 golos ... com Chipre!!!

black flagCyprus flagPortugal
4-4
Chipre

Ponham o S. Pedro da Cova a jogar que não sofre 4 golos!

Portugal atravessa uma das maiores crises de sempre. Crise de valores, crise económica, crise de educação, crise de rigor, de respeito e de patriotismo.

Tudo isto é também reflectido por esta selecção dita de Portugal, mas a que recuso reconhecer esse estatuto. Trata-se antes de mais um cambada de oportunistas que ganham rios de dinheiro nos melhores clubes europeus e que vêm fazer o frete de jogar na selecção, porque fazem uma visita paga ao país de origem e revêm alguns amigos. Depois de toda esta novela Queiroz, dos "pilotos automáticos" de Madail, da ADoP com "ó" pequeno (ou será um zero?), passando pelo Secretário de Estado do Desporto, de quem seleccionou os jogadores - como é possível convocar jogadores que, aliás, jogaram a titulares sem ter feito ainda um minuto sequer de jogo oficial na época? - deviam todos ter vergonha e demitirem-se, ou quem de direito demiti-los... Mas quem é esse "de direito", quando o presidente da federação (que funciona com o estatuto de utilidade pública suspenso) fala em "pilotos automáticos"? Parece que esse quem "de direito" (que não ghá) tem de passar a ser "de facto", ou seja eu, tu, ele, nós, os portugueses, afinal, que gostamos de futebol.

Chipre marcar um golo fora... acontece; marcar dois golos fora? Coisa inédita. Marcar três? Escandaloso, mas pouco importante se marcarmos quatro ou cinco. Sofrer quatro golos de Chipre? Pesadelo total!... Com jogadores na defesa que pertencem ao Real Madrid, que são transferidos por 22 milhões de euros? E as brincadeiras na frente ... a falharem golos que qualquer jogador amador - eu não perdoaria aos meus colegas de futsal lá da equipa do trabalho um falhanço semelhante ao de Hugo Almeida! -. E aquele cabeceamento na relva de Bruno Alves? Inacreditável ...o esforço contorcionista que teve de fazer... para falhar! E Eduardo naquele quarto golo? Será que a Síndrome de Roberto é mais contagiosa do que a Gripe A?

Neste lance do quarto golo do Chipre tivemos mais de cinco vezes a bola disponível para afastar o perigo e consecutivamente a chutámos contra os adversários para eles realizarem o ... milagre de não perder contra uma equipa do top 10 do ranking Mundial. Ah.. esperem uns "mesitos" que vão ver a equipa no Top 50...

Deviam ter mais respeito pela generalidade dos portugueses que têm de se esforçar para ganhar o indispensável para viver...; alguém lhes lembrou que o Bom Gigante faleceu hoje ? Que foi uma das figuras mais importantes do futebol português? Que este facto, num dia triste para o país, merecia respeito? Jogaram com uma tarja negra no braço mas, provavelmente, não sabem o verdadeiro significado.

E as declarações? Absoluta ignomínia... antes e depois. «Pilotos automáticos?», «grande exibição de Hugo Almeida», «
Fizemos das melhores exibições dos últimos anos à frente». Deviam ter vergonha de mostrar a cara e vêm dizer estes ...disparates! Tanta irresponsabilidade, tanta anarquia!

Percebe-se porque alguns jogadores nem querem fazer parte desta farsa... e eu também não. A não ser que vejo o meu IRS sempre a aumentar para andar alguém a viver "à grande e à francesa"... e pior do que tudo, não é apenas no futebol.

Ah... falta dizer que a selecção de sub 21 ficou de fora do europeu ao perder com a Inglaterra. Pudera...

Estou de luto!

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2010-06-29

2010 FIFA World Cup South Africa: Geralmente ganham os melhores ...e foi o que aconteceu! Ainda que através de um golo irregular...

Flag of PortugalFlag of Spain14Espanha

1-0

Portugal

Jogo decidiu-se com as substituições do minuto 59'

Queiroz insistindo em Ricardo Costa e Pepe mas com Hugo Almeida contra a Espanha esperada com Torres e David Villa na frente e o quarteto do meio-campo formado por Xavi e Xabi, Iniesta e Busquets.

Os espanhóis entraram a todo o gás e Portugal foi submetido a intensa pressão nos primeiros dez minutos com Eduardo a fazer três defesas difíceis. As marcações não funcionavam era dado muito espaço aos jogadores do meio-campo espanhol e chegou a pensar-se que o jogo ficaria perdido cedo. Mas não foi assim, Portugal com fugidas pelo lado esquerdo de Coentrão ganhou dois pontapés de canto consecutivos que também levaram a confusão à area espanhola e o tempo adiante mostrou Casillas nervoso. Num pontapé de fora da área de Tiago, Casillas defendeu e na recarga Hugo Almeida não conseguiu o golo. Depois num livre de longe de Cristiano Ronaldo o guarda redes espanhol voltou a largar a bola para a frente.

À maior posse de bola espanhola respondia agora Portugal com uma estrutura defensiva melhor organizada. Por volta dos trinta minutos Portugal equilibrava o jogo e a Espanha parecia intranquila com a oposição que lhe era oferecida.

No início da segunda parte o teor do jogo não se alteraria não se verificando o sufoco do início da partida. Aos 52' uma fugida de Hugo Almeida pela esquerda do ataque, desacompanhada é certo , quase dava golo para Portugal com a bola desviada por Puyol quase a entrar na baliza espanhola . As substituições do minuto 59' estragaram tudo para Portugal. Uma substituição vencedora - a de Torres por Llorente que logo fez estragos com a maior velocidade que apresentou a surgir por trás dos defesas de Portugal - outra, nitidamente perdedora: a do ponta de lança Hugo Almeida que estava a ter muita aplicação e a dar trabalho aos centrais espanhóis, por um centro campista Danny. Danny deveria ter substituído sim o inexistente Simão e não o esforçado e fisicamente robusto Hugo Almeida.

Não foi preciso muito para se ver o golo espanhol pré-anunciado. Eduardo faz enorme defesa a cabeceamento de Llorente à queima-roupa. Aos 61' um remate perigoso de David Villa com a bola a passar rente ao poste mais distante. E logo a seguir o golo. Bola no centro da entrada da área onde toda a gente é atraída e é colocada na esquerda para David Villa livre de marcação (onde está Ricardo Costa?), mas em posição um pouco adiantada relativamente à linha defensiva, ou seja em «off-side», o avançado chuta para uma primeira defesa com as pernas de Eduardo mas a bola sobra de novo para um dos melhores marcadores da prova que não perdoou.

Portugal não tinha plano B. Os espanhóis a ganhar continuaram a trocar a bola à vontade. Cristiano Ronaldo não se via (viria a sofrer falta já perto do final junto ao bico da área direita do ataque português que o árbitro argentino não assinalou). As substituições demoraram mas aos 72' lá entraram Liedson (a reposição de um ponta de lança numa equipa que estava a perder) e a saída de Pepe por Pedro Mendes.

Tem de se dizer que o 2-0 esteve mais perto de acontecer do que o empate. Só nos últimos cinco minutos Portugal se chegou à área de ataque - sem organizador de jogo ofensivo era pela ala esquerda que Coentrão tentava fazer chegar a bola ao ataque. Ainda houve lugar para um vermelho directo a Ricardo Costa por cotovelada na área espanhola a Capdevilla.

Já tínhamos dito que a presença de Ricardo Costa e Pepe no jogo com o Brasil era um erro de casting. Queiroz insistiu para este jogo com a Espanha e depois acabou por fazer desequilibrar a balança para o lado espanhol quando tirou Hugo Almeida. Portugal não jogou para ganhar mais uma vez e perdeu. Portugal fez quatro jogos e só num jogou para ganhar e ganhou, goleando até (é certo contra a equipa mais fraca do torneio, a Coreia do Norte); nos outros três jogos zero de risco: dois empates - Costa do Marfim e Brasil, e uma derrota Espanha. Saldo positivo? Não parece...

Saudemos os grandes jogadores da selecção de Portugal: Eduardo e Fábio Coentrão. Cristiano Ronaldo mais uma vez esteve em plano inferior.

A arbitragem já se temia, não foi muito evidente a inclinação mas se temos o jogo resolvido com um golo em fora de jogo, uma expulsão e um critério largo nas faltas (não marcando uma perigosa sobre Cristiano)!...

Voltamos amanhã à discussão das portagens nas Scuts, à inconstitucionalidade dos aumentos dos impostos, à crise, à queda das cotações na Bolsa, ao desemprego... e passemos a torcer pelo Brasil!

A Espanha nos quartos de final defronta o Paraguai que se apurou na decisão pelos pontapés da marca de grande penalidade depois de 0-0 contra o Japão.

ESPANHA: Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Puyol, Capdevila, Sergio Busquets, Xavi, Xabi Alonso (Marchena 90'), Iniesta, David Villa (Pedro Rodríguez 87'), Fernando Torres (Llorente 59')

PORTUGAL: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Pepe (Pedro Mendes 72'), Raúl Meireles, Tiago, Simão (Liedson 72'), Hugo Almeida (Danny 59'), Cristiano Ronaldo

Golos: 1-0 David Villa (63')
Disciplina: 74' Cartão Amarelo para Xabi Alonso (Espanha).
80' Cartão Amarelo para Tiago (Portugal).
89' Cartão Vermelho para Ricardo Costa (Portugal).

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O decisivo jogo Portugal - Espanha de logo...

No jogo com o Brasil Carlos Queiroz dispôs a equipa de tal modo que não assumiu qualquer risco. Entre assegurar um empate a zero (e ter probabilidade quase nula de ganhar) e a alternativa de discutir a vitória, fazendo um jogo mais aberto, mas correndo mais riscos de perder, preferiu a primeira opção e o resultado foi um empate a zero. A constituição do onze inicial é bem representativa relativamente à opção tomada.

Assim o nosso destino nos oitavos de final ficou traçado, ou se quisermos, dependente da proeza de terceiros travarem os espanhóis. Claro que não houve surpresas, a Espanha venceu o Chile e cá está um confronto ibérico.

Porquê esta introdução? Para deixar claro que Carlos Queiroz fez pouco para afastar a Espanha do nosso caminho. Confronto que qualquer adepto já temia que pudesse ocorrer.

Uma das maiores alegrias desportivas que tive na minha vida foi no Euro 2004 quando Portugal eliminou a Espanha ganhando por 1-0 no Estádio de Alvalade, com um golo de Nuno Gomes. Fui um dos cerca de 50.000 presentes. Esse jogo estava na fronteira entre uma decepcionante participação e o passaporte para uma presença positiva e quem sabe até um grande feito. Chegámos à final, como se sabe, que perdemos com a Grécia, mas não há dúvida sobre um saldo altamente positivo para a selecção das quinas.

O jogo do final da tarde (já é de logo!) tem, na minha apreciação, enquadramento semelhante e é bastante perigoso, naturalmente. A Espanha é a selecção número 2 do ranking mundial, é a Campeã da Europa. Não se iludam com a derrota que teve com a Suiça. Acabou em primeiro lugar no Grupo. Portugal não perdeu nenhum dos três jogos (mas empatou dois) e terminou em segundo. Pela lógica, até porque não temos o factor casa que tivemos em 2004 a Espanha é favorita. Dos seis jogos já disputados nos oitavos de final o vencedor foi lógico em cinco deles. Todos os primeiros classificados de um grupo ganharam aos segundos classificados do outro grupo, que por sinal, eram equipas pior classificadas no ranking. A excepção foi a da selecção do Gana, única equipa africana ainda em prova, que derrotou os Estados Unidos da América esta que tendo ganho o grupo em que participou está também melhor classificada no ranking FIFA.

Uma derrota de Portugal significa que tem de se atribuir nota negativa no saldo final da participação: dois empates a zero, uma única vitória (contundente é certo mas perante a pior equipa das 32 em prova) e uma derrota. Ganhando significa que não perdemos com as selecções numero 1 e 2 do ranking mundial ou seja passamos para um saldo positivo tanto mais que nos quartos de final jogaremos com o vencedor do Paraguai-Japão e aí teremos possibilidades de chegar às meias-finais. Estaríamos na pior das hipóteses com um comportamento semelhante ao do Mundial de 2006 em que ficamos em quarto lugar!

Concluindo, amanhã é o jogo que divide o Inferno do Céu. E logo a Espanha parceiro de Portugal na candidatura para organização do Mundial de 2018 e vizinhos na crise...

Ninguém espere facilidades. O favorito é a Espanha. Por todas as razões e mais uma. O árbitro é argentino. Mais, o Presidente do Comité de Arbitragem é espanhol (e o vice é brasileiro). Não bastando os erros graves a que assistimos nos jogos de domingo, não será preciso muito para que hermanos argentinos facilitem a vida aos nuestros hermanos (se isso for necessário). Acham que é por acaso que apanhámos quatro árbitros sul-americanos nos quatro jogos que vamos disputar? Não sejam ingénuos. Porque será que David Villa não foi punido apesar da agressão a um jogador das Honduras (Izaguirre)?

Porque razão a FIFA não quer o uso de meios tecnológicos e pactua com a vigarice que foi, entre outros:
(i) a qualificação da França
(ii) o golo com duas vezes mão do Brasil frente à Costa de Marfim
(ii)o golo não assinalado da Inglaterra frente aos alemães
(iii) o golo em fora de jogo da Argentina contra o México ?

É por acaso que foram sempre erros em que a equipa melhor posicionada no ranking saiu beneficiada?...

Todos os portugueses depois de um dia de trabalho vão estar, mais logo, expectantes e absorvidos pelo desenrolar do jogo. O país vai parar a partir das 19:30...

Queiroz vai apostar no futebol científico de (tentativa de) anulação das mais-valias espanholas. Defesa, médios defensivos e mais médios defensivos e Cristiano Ronaldo na frente a fazer uns raids? Com o Brasil resultou, mas com uma diferença fundamental é que o empate também servia aos brasileiros que ganhariam o grupo como ganharam e tiraram a Espanha da sua frente, (pelo menos até à final). Se dessem de mão beijada um desempate por penalties Queiroz não desdenharia.

Se perdermos, enfim, é o nosso destino de pobrezinhos... que pelo menos no futebol o ranking Fifa pretende desmentir. Voltaremos à crise, às portagens nas Scuts, ao aumento dos impostos... Se ganharmos (probabilidade muito mais remota, na minha opinião) estaremos eufóricos. Eu também... Oxalá!

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2010-06-15

2010 Fifa World Cup South Africa: Portugal empata com equipa de Eriksson (e como não há desempate por penalties...)

Ivory Coast flagPortugal flagC. Marfim

0-0

Portugal


Zero de risco...zero de golos

A selecção de Portugal entrou hoje em competição no campeonato do Mundo sob alguma desconfiança relativamente às suas capacidades face ao passado recente e muito longe da empatia e mobilização geral das últimas duas fases finais de grandes competições. Culpa de quem? De Queirós?

As dúvidas de constituição no onze foram resolvidas da forma mais previsível. Fábio Coentrão a lateral esquerdo e Dany no lugar do lesionado e fora do Mundial, Nani. Quanto a Pepe estará bom ....para a próxima época, com certeza. Naturalmente Pedro Mendes fez a função de médio mais defensivo.

Onze inicial da equipa portuguesa

Na Costa do Marfim o tema Drogba foi também resolvido da forma mais previsível: ficou no banco, entrando já em plena segundas parte, na tentativa de uma surpresa.

A equipa que perdia a bola recolhia para o seu meio-campo e por isso os desequilíbrios foram poucos.

Portugal dispôs de seu momento mais alto num remate de longe de Cristiano Ronaldo ao poste estavam disputados 11 minutos.

De resto o equilíbrio foi dominante como as estatísticas demonstram: 50% de posse de bola para cada equipa, 6-4 em pontapés de canto favorável à Costa de Marfim; 18-13 em faltas com a equipa africana a ser mais faltosa; apenas três remates dirigidos à baliza, dois portugueses e um apenas da Costa do Marfim dos 7-5 remates totais feitos: por isso o nulo final não admira.

Ainda assim na primeira parte foi Portugal que teve mais bola mas a Costa do Marfim na segunda parte mostrou ligeiro ascendente.

As substituições foram um por um: Dany por Sabrosa, Deco por Tiago e Raúl Meireles por Rúben Amorim.

Também a Costa do Marfim não arriscou muito, mas perto do final a equipa africana esteve perto de dar um desgosto maior aos portugueses: Dindane chegou atrasado a um centro dentro da área de Drogba.

Deco jogou pouco, Liedson em 4-3-3 não rende,os laterais subiram pouco. Não houve ketch-up (apesdar de Cristiano tter sido considerado o melhor jogador em campo na votação que há em todos os jogos). Se a Costa do Marfim não arriscou (acusação de Queirós no final) não se vê como Portugal tenha arriscado. Por momentos Portugal passou para 4-4-2 quando Simão entrou, descaindo Deco para a direita, mas logo voltou tudo à primeira forma com a saída de Deco (cujas declarações no final do jogo também nada de bom auguram...).

E como não houve penalties para desempatar...desta vez Portugal não eliminou (directamente) a equipa treinada por Eriksson.

Porém, o resultado deixa tudo em aberto. Certamente uma destas equipas vai ficar de fora e a outra qualificar-se-á, aquela que melhores resultados fizer frente ao Brasil e à Coreia do Norte. Mas se não havia optimismo antecipado, também não me parece que este resultado seja motivo para pessimismo generalizado. Afinal o campeão do Mundo Itália empatou, a Inglaterra empatou...

Jogo 13 - Grupo G - 15 Junho
Nelson Mandela Bay/Port Elizabeth - Estádio Port Elizabeth
Árbitro Jorge LARRIONDA (URU)

COSTA DO MARFIM: Boubacar Barry, Guy Demel, Kolo Touré, Siaka Tiéné, Eboué (Romaric 88'), Zokora, Yaya Touré, Cheik Tiote, Aruna Dindane, Gervinho (Kader Keita 82'), Salomon Kalou (Drogba 66').

PORTUGAL: Eduardo, Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Raúl Meireles (Rúben Amorim 85'), Deco (Tiago 62') , Pedro Mendes, Cristiano Ronaldo, Liedson, Danny (Simão 55')

Golos: Nada a registar

Disciplina: Cartão Amarelo para Didier ZOKORA 7' por falta sobre Cristiano Ronaldo
Cartão Amarelo para Guy DEMEL e Cristiano RONALDO aos 21' por discutirem

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2010-06-01

Camarõezinhos grelhados ao jantar na fornalha da Covilhã

Cameroon flagPortugal flagPortugal

3-1

Camarões


Raúl Meireles marcou dois golos e Eto'o foi expulso

No segundo jogo de preparação para o Mundial da África do Sul, Portugal esteve melhor do que no jogo com Cabo Verde, Deco muito melhor (especialmente na primeira) e Raúl Meireles goleador. Se associarmos as facilidades concedidas por uma defesa dos Camarões que pareceu frágil e o destempero de Etoo que viu dois amarelos no mesmo minuto ainda durante a primeira parte do jogo poder-se dizer que a selecção portuguesa cumpriu o seu papel, modificando um pouco a má imagem deixada no jogo com Cabo Verde.

O seleccionador é que teima em tomar decisões que a generalidade dos adeptos não faria. Se Fábio Coentrão e Nani foram os melhores no jogo com Cabo Verde, pois bem merecem castigo. Não entram a titulares neste jogo... Duda e Simão Sabrosa foram as opções iniciais.

A primeira oportunidade de golo foi desperdiçada por Cristiano Ronaldo que não conseguiu bater o guarda redes africano depois de uma recuperação de bola de Liedson em zona ofensiva. Na resposta um jogador dos Camarões em velocidade foi à linha de fundo pela esquerda mas o passe para a entrada da pequena área foi cortado por um defensor português. Após um livre -falta sobre Simão junto à lateral direita- o jogo recomeçou com desconcentração defensiva dos visitantes e uma tabelinha proporcionou o cruzamento de Simão que Raúl Meireles no centro da área junto à marca de penalty concluiu com um bom pontapé colocado inaugurando o marcador. E'too não gostou protestou o árbitro mostrou-lhe o amarelo, não ficou feliz manteve diálogo não muito amistoso com Cristano Ronaldo, depois chegou tarde a uma bola e pregou um valente pontapé em Duda. O árbitro alemão mostrou-lhe (bem) o segundo amarelo...

No início da segunda parte Queiroz fez algumas substituições - Nani em vez Simão, Miguel no lugar de Paulo Ferreira e Danny em vez de Liedson - e o jogo recomeçou praticamente com o segundo golo português também marcado por Raúl Meireles. O lance começou com um cruzamento de Nani na direita, o médio portista foi ao segundo poster recuperar a bola e numa tentativa de cruzamento acabou por colocá-la no fundo da baliza de Kameni.

Com a vantagem de dois golos e Deco menos activo o jogo decaiu um tanto até que num cruzamento da esquerda Webó ganhou na área portuguesa o posicionamento e marcou de cabeça. Antes já Eduardo fizera uma boa defesa a remate de Moting. Este golo ao equilibrar o marcador acabou por motivar um pouco mais os jogadores. Os africanos acreditavam que podiam chegar ao empate, Portugal tinha ainda mais espaço para as transições ofensivas; num lance rápido a superioridade ofensiva portuguesa foi criada e era clara, Cristiano comandava a bola pelo centro abriu para a direita para Nani e à saída do guarda-redes fez-lhe um chapéu que deu o 3-1

Uma nota adicional apenas para a saída de Pedro Mendes lesionado (entrada de Ricardo Costa) pisado num pé, mas sem requerer cuidados especiais.

Portugal venceu assim os Camarões que estão no grupo E do Mundial, com Dinamarca, Holanda e Japão. A estreia dos camaroneses está marcada para 14, frente à equipa japonesa.

PORTUGAL - Eduardo; Paulo Ferreira (Miguel 46'), Bruno Alves (Rolando 63'), Ricardo Carvalho e Duda (Fábio Coentrão 63'); Pedro Mendes (Ricardo Costa 73'), Raul Meireles e Deco; Cristiano Ronaldo, Liedson (Danny 46') e Simão (Nani 46')

Suplentes: Beto, Daniel Fernandes, Rolando, Danny, Miguel, Miguel Veloso, Nani, Hugo Almeida, Ricardo Costa e Fábio Coentrão

CAMARÕES - Kameni; Mandjeck, Nkoulou, Mbia e Assou-Ekotto; Alexandre Song (Ngemo 62') e Makoun (Gaétang Bong 78'); Choupo-Moting (Idrissou 62'), Emana (Webó 63') e Enoh; Etoo.

Suplentes: Souleymanou, Assembe, Rigobert Song, Bassong, Nguemo, Geremi, Gaétang Bong, Chedjou, Webo, Idrissou, Joel Matip, Aboubakar e Ndjeng.

Golo: Raul Meireles (32 e 46), 2-1 Webó (69); 3-1 Nani (81);

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2010-05-24

Selecção de Queirós empata em casa com Cabo Verde!!!

Portugal flagCape Vert flagPortugal

0-0

Cabo Verde


Mais do mesmo... Paupérrima exibição


Toda a gente sabe que não gosto de Carlos Queiroz como treinador (?) da selecção - basta ver as críticas aqui feitas desde que foi escolhido e que têm basta confirmação na qualificação in-extremis para a fase final, perante um grupo com composição banal. Salvámo-nos no play-off frente a uma Bósnia que não é mais do que mediana no panorama Mundial do futebol.

Depois já vimos várias vezes o que a selecção fez em jogos particulares contra equipas fraquíssimas. Vitórias tangenciais ou pouco mais, e pior do que isso uma sobranceria, uma falta de aplicação, um desaforo, quase um insulto para quem depois de um dia de trabalho intenso pretende ver as estrelas pagas a peso de ouro fazer o que é a sua obrigação - honrar a camisola do país e apenas mostrar o que têm obrigação de fazer (nem se pede nenhuma excitação ou (sobre) esforço especial). Mas mais uma vez aconteceu um sub-rendimento e uma falta de aplicação adequada...

Logo na constituição da equipa se viu um déficit de organização oo jogo no meio campo formado por elementos de teor defensivo - cheia de trincos - para jogar com a selecção número 117 do ranking da Fifa, e em casa!!!

Pois na primeira parte o jogo foi uma vergonha. Devagar, devagarinho e parado. O Deco actual nem na selecção de Cabo Verde tinha lugar! Um meio campo com Veloso, Pedro Mendes e este Deco pode criar alguma oportunidade de golo?

Depois na segunda parte com algumas substituições as coisas melhoraram um pouco de ritmo com acelerações de Fábio Coentrão (o melhor de Portugal) e de Nani mas sempre mal finalizadas. Cristiano Ronaldo protagonizou a jogada de maior perigo ao atirar à barra ...com a mão! (viu o amarelo, é claro).

Depois a (in)competência de Carlos Queirós é tão patente que podendo fazer seis (não são três, nem quatro, nem cinco, mas seis substituições!) esgotou-as antes dos 70 minutos e depois teve de jogar cerca de vinte com menos um jogador por lesão de Tiago!!! Bastaria só esta situação para perceber a qualidade do treinador...

A qualidade portuguesa foi tão frustrante que foram estes que levaram mais cartões amarelos: três contra apenas um dos caboverdianos!

Se Portugal queria brincar escolhia um jogo treino contra uma equipa da segunda divisão dos distritais de Castelo Branco, assim talvez ganhassem...

Não vou bater mais no ceguinho mas em tempo de crise em que as notícias a toda a hora nos pedem mais sacrifícios, mais austeridade, mais impostos, mais tempo de trabalho para obtenção de reformas, menos subsídios, nós andamos a mimar milionários com estágios nos melhores sítios que há, com todas as mordomias, para eles da maneira mais polida possível nos mandarem foder...

Pois bem, foder - com todas as letras - mando-os eu agora que nem os nomes deles ponho na constituição da equipa.

Dá-se aqui a constituição de Cabo Verde:

CABO VERDE - Fock; Stopira, Varela, Ricardo e Nando; Marco Soares, Babanco (Heldon, 58m) e Valter Borges (Vítor Moreno, 68m), Dário; Lito e Dady (Semedo, 24m (José Luís, 93m).

Suplentes - Veiga, Guy Ramos, Zé Luís, Ton, Vitor Moreno, Heldon, Nhambu, Tony Varela, Jerson, e Semedo.

Acção disciplinar: Cartão amarelo a Nando, Pedro Mendes, Nani, Cristiano Ronaldo.

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2010-05-10

Os candidatos a campeões do Mundo são...

Convocados para a equipa da selecção nacional de Portugal para o Mundial da África do Sul, hoje dados a conhecer em cerimónia realizada na Covilhã:

Guarda-redes: Eduardo, Daniel Fernandes e Beto;

Jogadores de campo: Miguel, Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Rolando, Ricardo Costa, Duda, Fábio Coentrão, Zé Castro, Pepe, Pedro Mendes, Tiago, Deco, Raúl Meireles, Miguel Veloso, Simão Sabrosa, Danny, Liedson, Hugo Almeida, Cristiano Ronaldo e Nani.

Destes 24 um terá de sair de modo a constituir o lote de 23 jogadores que é possível inscrever. Este mais um terá a ver com a inclusão de Pepe que não está garantida a sua performance após longa e grave lesão. Registe-se a surpresa da inclusão de Ricardo Costa e Zé Castro (provavelmente deste duo sairá o jogador a excluir em caso de Pepe estiver OK) e do guarda redes Daniel Fernandes.

O Campeão Nacional Benfica só tem um jogador !!!! O Vice-campeão (Braga) também só tem um, o guarda-redes Eduardo.

O 3º. classificado da Liga tem quatro! O quarto classificado Sporting leva três (Miguel Veloso, Pedro Mendes e Liedson).

Todos os restantes são «estrangeiros», isto é, são actualmente jogadores de clubes que participam noutros campeonatos.

Comecei com o título de «os candidatos a campeões do mundo são...» mas com este treinador se passarmos da primeira fase...

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2010-03-03

Selecção de «plástico reciclado» quase coloca espectadores de olhos em bico e acaba assobiada, apesar de ter ganho à China

A selecção de Carlos Queirós (chamar portuguesa é um exagero!) conseguiu ganhar (vejam lá o espectacular sucesso!) por 2-0 à China a jogar em Coimbra. Com o segundo golo a ser marcado ao minuto 94 e depois de termos estado à beira do empate, nos últimos dez minutos em que (até) os chineses acreditaram que podiam não perder. O árbitro argelino surpreendido por tal possibilidade de milagre, é que não deixou que os assobios à selecção aumentassem ainda mais, quando a cinco minutos do fim perdoou um penalty à selecção local (ia dizer mais uma vez a «nossa selecção», mas não me revejo nela...).

Uma vez garantido o apuramento, parece que Carlos Queirós volta à primeira forma e faz experiências completamnente absurdas como Hugo Almeida a extremo esquerdo (na segunda parte).

Na primeira parte as coisas não foram más em termos de exibição. Portugal foi muito superior teve 16-1 em remates, enfim marcou um golo em contra-ataque, mandou uma bola à barra num livre de Duda e obrigou o guarda-redes chinês a três defesas evitando outros tantosa golos, um defesa salvou uma bola em cima da linha... por isso era 1-0, mas podia ter sido 3 ou 4-0.

O pior estava para vir na segunda parte, com a entrada de cinco jogadores ao intervalo a equipa ficou completamente apática, tirando uma fugida de Varela pela direita e nos últimos minutos até eram os chineses que tinham a bola e procuravam o empate. O público, como eu, não estava pelos ajustes e sublinhou a exibição portuguesa com assobios. Não surgiu o empate (que um penalty que devia ter sido assinalado provavelmente propiciaria) e veio a surgir o 2-0 num remate de João Moutinho, que desviou em Liedson...

Nem por isso a desilusão diminuiu... e as explicações de Queirós ... mais valia estar calado! Bem eu é que não devo falar muito... porque qualquer dia ele ainda me encontra no aeroporto e habilito-me...

Foi uma má propaganda para a selecção; para fazer jogos destes mais vale estar quieto. Será que se trata de alergia de jogadores pagos a peso de ouro aos equipamento de plástico reciclado?

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2009-11-18

Raúl Meireles aos 55' fez acalmar os corações lusos

Bosnia Herzegovina flagPortugal flagBosnia Herzegovina
0-1
Portugal


Portugal demonstrou que é melhor...

Afinal Portugal foi comida indigesta para os «leões esfomeados». Viu-se muita vontade, muito poder físico, mas categoria bem deficitária para chegar aos calcanhares da equipa das quinas. Agora que o jogo está terminado até duvidamos sobre quem tirou mais partido do péssimo estado relvado (?), cheio de covas, irregularidades e com a bola sem poder deslizar como deve ser, mais parecendo um campo de batatas. É que no jogo do Estádio da Luz viu-se boa qualidade na equipa da Bósnia.

Nesta segunda mão a pressão foi mais exterior do que dentro do campo. É certo que a equipa portuguesa teve que jogar com concentração, ser guerreira e solidária; mas não passou por muitos momentos de aflição. Eduardo acabou por ter um jogo tranquilo tendo a mais difícil intervenção já na segunda parte para desviar para canto um livre directo marcado ainda de muito longe da baliza.

Muitos choques, muitas bolas divididas, algumas vezes aí nesse campo a vantagem foi para o lado dos bósnios, mas o árbitro italiano também cedo mostrou que não ia deixar jogar fora das regras, marcando bastantes faltas na disputa de lances aéreos.

Aos 25' podíamos ter descansado quando beneficiando de uma tabelinha Raúl Meireles apareceu isolado em posição frontal à frente de Hasagic, mas não teve a tranquilidade e discernimento (que viria a ter na segunda parte em lance de mais dificil execução) para ver a colocação do guarda-redes, permitindo a sua defesa.

Ao intervalo o treinador da equipa da casa fez entrar Muslimovic para o lugar de Medunjanin, uma opção mais avançada mas foi a equipa portuguesa que chegou ao golo num lance em que Raúl Meireles surgiu pela direita a fazer o terceiro homem do artaque depois de um primeiro ensaio de Liedson para Nano pela esquerda não ter resultado. O médio português desta vez olhou para a posição do guarda-redes e fez um remate colocadídssimo cruzado ao segundo poste. Com este golo percebeu-se que os «lobos esfomeados» iriam «morrer de fome». Foi a cedência total da equipa da casa face aos três golos sem resposta que teriam de obter para inverter a qualificação.

Portugal passou a ter tempo e espaço para atacar e só alguma displicência e as erradas opções de Carlos Queiróz - Edinho para quê?, tirar Liedson para entrar Miguel Veloso porquê estando a jogar já contra dez? - evitou que o resultado se avolumasse favoravelmente às hostes lusas.

O público também percebeu que a derrota estava consumada e aitirando objectos para o campo acertaram no juiz assistente depois de este ter tomado uma decisão de um livre favorável aos portugueses. Salihovic quer já tinha amarelo veria pela segunda vez o mesmo cartão e consequente vermelho (76').

Raul Meireles ensaiou um remate perigoso que saiu junto ao poste, Edinho falharia escandalosamente o segundo golo ao não acertar na bola convemnientemente a um metro da linha fatal. Certo que Dzeco num belo trabalho individual na árera, com a recepção tirou Ricardo Carvalho do lance para rematar depois com o outro pé, também podia ter empatado, mas a vitória portuguesa acaba port ficar escassa. Portugal conseguiu mais oportunidades de golo neste jogo do que o que fizera na Luz.

No fundo temos de estar satisfeitosd pela qualificação da selecção para o Mundial da África do Sul. Quasde aperttece dizer que seria um crime se jogadores do mais alto nível do futebol mundial ficassem de fora, mas esta selecção fez muitas coisas para complicar essa qualificação. Fizemo-lo ao sprint depois de muito sofrimento.


BÓSNIA: Hasagic, Nadarevic, Jahic, Pandza, Bajramovic (Berberovic, 81), Pjanic, Ibricic, Salihovic e Medunjanin (Muslimovic, ao intervalo); Dzeko e Ibisevic.

Suplentes: Begovic, Mravac, Mirvic, Berberovic, Milenkovic, Damjanovic e Muslimovic.

Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Tiago; Simão (Deco, 79), Nani (Edinho, 72) e Liedson (Miguel Veloso, 89).

Suplentes: Hilário, Miguel, Rolando, Miguel Veloso, Deco, Hugo Almeida e Edinho.

Golo: Raúl Meireles (55)
Cartão amarelo a Jahic (25), Dzeko (57), Nadarevic (36) e Berberovic (90); a Simão Sabrosa (26)

Cartão vermelho a Salihovic (76)

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2009-11-14

Portugal tem vantagem mínima .... mas a África do Sul ainda está longe!

Portugal

1-0

Bosnia Herzegovina


Decisão adiada para quarta-feira...

Neste momento sentimos uma sensação estranha depois deste jogo e do respectivo resultado. Ganhámos, mas estamos longe da tranquilidade que se desejava. Fica-se com a ideia de que não esgotámos todas as possibilidades para aumentar a vantagem; simultaneamente temos de convir que até tivemos sorte: a selecção da Bósnia que até teve maioritariamente uma postura defensiva, encostou-nos à baliza no último quarto de hora da primeira parte e mandou uma bola à barra e quase no fim do jogo tivemos mais um milagre - bola na barra e recarga ao poste da baliza de Eduardo -.

O jogo sob um ambiente de grande entusiasmo do público iniciou-se com a equipa da Bósnia numa postura defensiva; algumas jogadas pelo lado direito de Nani iam criando desiquilíbrios no adversário. Portugal chegou à vantagem após uma segunda bola ganha pelo lado direito, Nani cruzou para Bruno Alves ao segundo poste enfiar a bola com um remate de cabeça na baliza. Portugal ganhava vantagem à saída da meia-hora de jogo...

A verdade é que este golo provocou alterações no modo de estar das equipas nos minutos seguintes até ao final da primeira parte. Portugal achou que já estava a ganhar e que podia jogar em termos mais tranquilos, os bósnios acharam que estando a perder não deviam continuar a defender (onde dizem que são fracos) e prescindir de atacar (onde dizem que são fortes). Portugal passou por aflições. Um livre directo (mal finalizado), um remate cruzado de Salihovic, deixado à vontade, para uma excelente defesa de Eduardo e uma bola na barra num cabeceamento de Ibricic a partir de um canto, ameaçaram a vantagem portuguesa.

Na segunda parte após uns minutos pouco esclarecidos Portugal conseguiu através de uma sequência de transições rápidas dar a sensação de que podia chegar ao segundo golo. Liedson teve até uma grande oportunidade quando após trabalho individual passou a bola por cima do defesa adversário e com o guarda-redes a cair concluiu de pé esquerdo sem preparação mas por cima da barra. A equipa visitante dava a sensação de satisfeita com o resultado, mas com as substituições em ambas as equipas, ficou a ganhar. Perto do final a ameaça do empate ganhou contornos de facto consumado, mas aí Carlos Queiroz viu um milagre: na cara de Eduardo, Dzeko cabeceia à barra e na recarga Muslimovic atirou ao poste...

O jogo termina sem a sensação de derrotados em ninguém: os bósnios sairam sorridentes do Estádio da Luz, confiantes de que em casa marcam vários golos, os portugueses porque, afinal, ganharam, só por um é certo, e não sofreram golos.

Fica ainda uma nota de que três dos quatro jogadores da Bósnia que viram o cartão amarelo não poderão jogar o jogo da segunda mão por castigo disciplinar, o que não deixará de constituir uma limitação. Na próxima quarta-feira em Zénica tudo se vai decidir e adivinha-se um jogo terrível...

O árbitro inglês não teve muitas dificuldades em termos técnicos mas em termos disciplinares não foi totalmente coerente. Houve mais um ou dois cartões que ficaram por mostrar (e um deles seria o segundo ao mesmo jogador).

FICHA DE JOGO:
Estádio da Luz, em Lisboa. Cerca de 61.000 espectadores
Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra).

PORTUGAL: Eduardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Duda; Pepe, Raul Meireles e Deco (Tiago, 83m); Nani (Fábio Coentrão, 68m), Simão (Hugo Almeida, 87m) e Liedson.

Suplentes: Rui Patrício, Miguel, Rolando e Edinho.

Treinador: Carlos Queiroz.

BÓSNIA: Hasagic; Jahic, Nadarevic e Spahic; Ibricic, Salihovic, Rahimic e Muratovic (Pjanic, 86m); Misimovic (Muslimovic, 81m), Ibisevic e Dzeko.

Suplentes: Begovic, Pandza, Berberovic, Bajramovic e Medunjanin.

Treinador: Miroslav Blazevic.

Golos: 1-0, Bruno Alves (31m).

Disciplina: Cartão amarelo para Deco (13m), Ibisevic (14m), Muratovic (36m), Rahimic (47m), Spahic (71m).

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