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2010-04-17

Ainda e Sempre - Plínio de Lima

Quis debalde varrer-te da memória
E o teu nome arrancar do coração!
Amo-te sempre! Que martírio infindo!
Tem a força da morte esta paixão!...

Eu sentia-me atado aos teus prestígios
Por grilhões poderosos e fatais;
Nem me vias sequer, – te amava ainda!...
Motejavas de mim, – te amava mais!...

Tu me vias sorrir. Os prantos d’alma
Só confiam-se a Deus e à solidão!...
Tu me vias passar calmo e tranqüilo,
Tinha a morte a gelar-me o coração!...

Quantas vezes lutei co’o sentimento!
Quantas vezes corei da minha dor!...
Quis até odiar-te... amava sempre
Sempre e sempre a esmagar-me o meu amor!


Plínio Augusto Xavier de Lima (nasceu em Caetité-BA,a 17 de outubro de 1845; faleceu a 17 de abril de 1873).

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