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2017-01-30

Sonhando - Júlio Salusse

Se a nossa vida é um lago de serenas
Ondulações, adormecido quando
Por ele passa alegremente o bando
Das multicores e gentis falenas;

Lago azul, onde a aurora molha as penas
Sempre que se levanta, ora banhando
Na fresca matinal as açucenas;

Meu doce amor, enquanto não morremos,
Como dois cisnes plácidos vaguemos
Sobre as águas tranquilas e azuladas,

Ouvindo ao longe o suspirar do vento
E contemplemos o azul do firmamento
Nas misteriosas noites estreladas.


JÚLIO Mário SALUSSE nasceu em Bom Jardim (RJ) a 30 de março de 1872 e morreu no Rio de Janeiro a 30 de janeiro de 1948

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2015-01-30

SONHANDO... - Júlio Salusse

Se a nossa vida é um lago de serenas
Ondulações, adormecido quando
Por ele passa alegremente o bando
Das multicores e gentis falenas;

Lago azul, onde a aurora molha as penas
Sempre que se levanta, ora banhando
Na fresca matinal as açucenas;

Meu doce amor, enquanto não morremos,
Como dois cisnes plácidos vaguemos
Sobre as águas tranquilas e azuladas,

Ouvindo ao longe o suspirar do vento
E contemplemos o azul do firmamento
Nas misteriosas noites estreladas.


JÚLIO Mário SALUSSE nasceu em Bom Jardim (RJ) a 30 de março de 1872 e morreu no Rio de Janeiro a 30 de janeiro de 1948

Do mesmo autor o famoso soneto: Os Cisnes

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2012-01-30

Os Cisnes - Júlio Salusse



A vida, manso lago azul algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós constantemente
um lago azul, sem ondas nem espumas.

Bem cedo quando, desfazendo as brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vogamos indolentemente,
como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia, um cisne morrerá, por certo...
Quando chegar esse momento incerto,
no lago onde talvez a água se tisne,

que o cisne vivo, cheio de saudade,
nunca mais cante nem sozinho nade,
nem nade nunca ao lado doutro cisne.


JÚLIO Mário SALUSSE nasceu em Bom Jardim (RJ) a 30 de Março de 1872 e morreu no Rio a 30 de Janeiro de 1948. Cursou Direito em São Paulo e no Rio e foi promotor público em Paraíba do Sul e Nova Friburgo. Epígono do parnasianismo, com afloramentos do simbolismo e decadentismo, a sua poesia lírico-erótica traduz «oscilação dos sentimentos entre o plano do ideal e do sensual, entre o plano da vontade e o dos sentidos».

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado - Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

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2008-01-30

Cisnes - Júlio Salusse


A vida, manso lago azul algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós constantemente
um lago azul, sem ondas nem espumas.

Bem cedo quando, desfazendo as brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vogamos indolentemente,
como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia, um cisne morrerá, por certo...
Quando chegar esse momento incerto,
no lago onde talvez a água se tisne,

que o cisne vivo, cheio de saudade,
nunca mais cante nem sozinho nade,
nem nade nunca ao lado doutro cisne.


JÚLIO Mário SALUSSE nasceu em Bom Jardim (RJ) a 30 de Março de 1872 e morreu no Rio a 30 de Janeiro de 1948. Cursou Direito em São Paulo e no Rio e foi promotor público em Paraíba do Sul e Nova Friburgo. Epígono do parnasianismo, com afloramentos do simbolismo e decadentismo, a sua poesia lírico-erótica traduz «oscilação dos sentimentos entre o plano do ideal e do sensual, entre o plano da vontade e o dos sentidos».

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado - Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

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