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2015-11-13

Percorro-te - Maria Aurora

Percorro-te
A língua de cetim
A prolongar o êxtase
As mãos de seda
No rio do teu corpo.
Afloro a nascente:
E num grito
Todo tu és torrente.

É tarde, meu amor
É muito tarde.
O tempo implacável me consome
E destrói o vigor do corpo moço:
Apagou o fulgor do meu olhar
Roubou a altivez do seio cheio
Secou o rio manso do meu ventre
Cobriu de pergaminho a minha mão
É tarde, muito tarde
Mas… por dentro
Ainda bate, por ti, o coração.

(in Discurso Amoroso, Porto 2006)

Aurora Augusta Figueiredo de Carvalho Homem que usou o pseudónimo literário de Maria Aurora, nasceu a 13 de novembro de 1937 em Sátão, morreu no Funchal a 11 de junho de 2010.

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2014-11-13

Trago-te nos braços ao cair da tarde - Maria Aurora Carvalho Homem

Trago-te nos braços ao cair da tarde
quando a glicínia cheira na porta do meu corpo
tacteias a espaço a porta entreaberta
e reténs o grito na fogueira da boca
convulsionada e ágil te conduzo
na relva agora húmida e macia.
Fecho-me para crescer em ti
os dedos acordados e subtis

e é tudo água, vórtice, clarão.


in Antes que a noite caia, Editora Ausência

Aurora Augusta Figueiredo de Carvalho Homem, que usou os pseudónimos literários de Maria Aurora e de Maria Aurora Carvalho Homem, nasceu em Sátão (Viseu), 13 de novembro de 1937 - m. no Funchal, 11 de junho de 2010.



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2013-11-13

É tarde, meu amor - Maria Aurora Carvalho Homem

É tarde, meu amor
É muito tarde.
O tempo implacável me consome
E destrói o vigor do corpo moço:
Apagou o fulgor do meu olhar
Roubou a altivez do seio cheio
Secou o rio manso do meu ventre
Cobriu de pergaminho a minha mão
É tarde, muito tarde
Mas… por dentro
Ainda bate, por ti, o coração.


(in Discurso Amoroso, Porto 2006)

Aurora Augusta Figueiredo de Carvalho Homem, que usou os pseudónimos literários de Maria Aurora e de Maria Aurora Carvalho Homem, nasceu em Sátão (Viseu), 13 de novembro de 1937 - m. no Funchal, 11 de junho de 2010.

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2012-11-13

Nomeio-te em Segredo - Maria Aurora

Nomeio-te em segredo
e não te digo
retenho-te nos olhos
e tudo acende
cicias-me ao ouvido
e alvoroçada
recolho-te na boca
e tudo queima.
Ardo sozinha
a mão convulsionada
a desenhar-te em mim

in Discurso Amoroso, Campo das Letras

Aurora Carvalho Homem, que usou o pseudónimo literário Maria Aurora, nasceu a 13 de novembro de 1937 em Sátão, morreu no Funchal a 11 de Junho de 2010.

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