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2012-06-20

Loas à Chuva e ao Vento - Matilde Rosa Araújo

Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…
Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…
Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,
Mas cai de mansinho.
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…
Muito de mansinho
Em meu coração.
Já não tenho lenha,
Nem tenho carvão…
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…
Que canto tão frio
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno…
Pingue…
Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento,
O canto do Inverno…
Vu…
E os pássaros cantam
E as nuvens levantam!

in  O Livro da Tila

Matilde Rosa Lopes de Araújo (n. Lisboa, 20 de Junho de 1921 - m. Lisboa, 6 de Julho de 2010)

Não se amam os poetas
Presente (poema infantil)

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2011-06-20

Presente (poema infantil) de Matilde Rosa Araújo que celebraria hoje os 90 anos

A girafa deu
ao seu
marido
no dia
de Natal
um lenço
colorido
de seda natural.
Que alegria!
– disse o marido –
ponha a pata
nesta pata,
com um pescoço
tão comprido
você não podia
ter-me comprado
uma gravata.

Matilde Rosa Araújo (nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1921; faleceu, na mesma cidade, em 6 de Julho de 2010)

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2010-07-06

Matilde Rosa Araújo faleceu hoje - Não se amam os poetas

Não se amam os poetas que descem do rio porque
Porque o rio é negro e fundo e uma voz canta na outra margem
Voz sempre estrangeira
E no rio desce também um lago de jardim
Artificial e inútil com peixes vermelhos
De noite ouvia os animais da selva por entre gritos.
Animais que ressonavam por entre barras de ferro
O sono de sua força prisioneira
E passavam cavalos da Guarda sobre a calçada
E só mortos os seus passos o medo morria
E eu não ser amada no rio sem o ver
E ouvia a voz da outra margem
E no lago de peixes vermelhos
Era tudo tão pouco e cercado
E na noite os animais vinham derrotados e poderosos no seu sonhar
Chorando eu ia pelo rio nele fundida
Não tinha uma boneca para dormir
Escusava de abrir e fechar os olhos a boneca
Bastava só ser boneca para eu adormecer e dormir a minha idade.
E as grades da minha cama de ferro foram sempre duras de mais
E boiava de noite pelo rio e descia na jangada do lago


Matilde Rosa Lopes de Araújo (Lisboa, 20 de Junho de 1921 - Lisboa, 6 de Julho de 2010)

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2007-03-14

Brasil : Dia Nacional da Poesia

Neste dia 14 de Março comemora-se no Brasil o Dia Nacional da Poesia. A data foi escolhida por marcar o nascimento de Castro Alves no ano de 1847. Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de Julho de 1871, com apenas 24 anos.

Este dia é também o Dia do Vendedor de Livros e o Dia dos Animais!

Bem, uma boa maneira de conciliar isto tudo é vender um livro de poemas sobre animais!

Então deixamos aqui:

Caixinha de música de Matilde Rosa Araújo


Grilo, grilarim,
Tens um canto azul
Na noite de cetim!
Cigarra, cigarraia,
Tens um canto branco
No dia de cambraia!
Formiga, miga, miga,
Só tu cantas os nadas
Do silêncio do Sol,
Das estrelas caladas...

Matilde Rosa Araújo

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