One eye sees, the other feels - Paul Klee
The Solomon R. Guggenheim Museum, New York
Paul Klee b. 18 December 1879 in Münchenbuchsee, Switzerland - d. 29 June 1940 Muralto, Switzerland) Read More...
Amor, morte, poesia, política, actualidade, futebol, efemérides, solidão, paz, humor, musica...tudo e nada; Here we talk about life, love, death,
On this day in History, poetry, politics, football (soccer), solitude, peace, humour, music ... nothing and all.
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domingo, dezembro 18, 2011
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quinta-feira, abril 28, 2011
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Title Deutsch: Stilleben mit Flasche und ApfelkorbFolhas novas em que a chuva
não penetra mas esvoaça. A dis
tância da chuva pela qual eu
posso deduzir da paisagem
que estou a imaginar a obra.
A separação em que parte
de mim reflui da nova arte
para a antiga vida decalca
da para sempre por alguns versos.
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quarta-feira, janeiro 19, 2011
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terça-feira, janeiro 11, 2011
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quinta-feira, abril 22, 2010
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Young Italian at the Well, c.1833-34 (oil_on_canvas)Partiste, e a serra idílica do vento,
do mar, das névoas, mais das grandes luas,
manda dizer-te, amor, neste momento,
que ficou triste, com saudades tuas.
E que, no inverno, enquanto o céu cinzento
tremer nos ramos e chorar nas ruas,
vestirá, com teu lindo pensamento,
as pedras pobres e as roseiras nuas.
E diz mais - que em abril, quando aí saias,
penses, ao ver florir perto as olaias,
naqueles que deixaste sem ninguém.
no sol, nas ervas, no luar, na altura.
- Só não te diz, porque é de pedra dura,
que tu penses, um pouco, em mim também!
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Fernando Silva
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terça-feira, abril 20, 2010
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Woman with a Flower - 1932 Nesta fase em que só o amor me interessa
o amor de quem quer que seja
do que quer que seja
o amor de um pequeno objecto
o amor dos teus olhos
o amor da liberdade
o estar à janela amando o trajecto voado
das pombas na tarde calma
nesta fase em que o amor é a música de rádio
que atravessa os quintais
e a criança que corre para casa
com um pão debaixo do braço
nesta fase em que o amor é não ler os jornais
podes vir podes vir em qualquer caravela
ou numa nuvem ou a pé pelas ruas
- aqui está uma janela acolá voam as pombas -
podes vir e sentar-te a falar com as pálpebras
pôr a mão sob o rosto e encher-te de luz
porque o amor meu amor é este equilíbrio
esta serenidade de coração e árvores
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Fernando Silva
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quinta-feira, abril 08, 2010
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Música sempre, acima de tudo
E para tanto elege o Ímpar,
Mais vago e mais solúvel no ar,
Livre de peso e à pose mudo.
Abstém-te ainda de no teu inciso
Escolher o verbo sem um desacerto:
Nada mais alto que o canto incerto
Onde se juntam Preciso e Impreciso.
São belos olhos por detrás de um véu,
O amplo dia estremecendo ao estio,
E num luzir de Outono macio,
A turba azul de estrelas no céu!
Porque também a Nuance falta,
Não queremos Cor, apenas Nuance,
Oh! a Nuance permite que dance
Sonho com sonho, e com trompa flauta!
Mantém ao longe Farpa assassina
Riso impuro, Espírito cruel,
Que entristecem o doce Mantel,
Pobres manjares de tão fraca sina!
À Eloquência, torcer o pescoço!
Bem usarias o propício clima
Para amainar um pouco essa Rima
Pois senão onde findará o poço?
Oh! Quem dirá os males da Rima?
Que surda infância ou que preto louco
Terá forjado esse adorno oco
Que soa a falso sob a nossa lima?
Música ainda, sem nenhuns temores!
Seja o teu verso a coisa enlevada
Fugindo assim da alma puxada
Para outros céus e outros amores.
Seja o teu verso a boa aventura
Dispersa ao vento mordaz da manhã,
Embalsamada em menta, hortelã...
E tudo o resto é literatura.
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Fernando Silva
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terça-feira, março 30, 2010
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Teu corpo de âmbar, gótico, afilado,
Sempre velado de cheirosos linhos,
Teu corpo, aprilino prado,
Por onde o meu desejo, pastor brando,
Risonho há-de viver, pastoreando
Meus beiços, desinquietos cordeirinhos,
Teu corpo é esbelto, ó zagala esguia,
Como as harpas que o pai de Salomão tangia!
Teu corpo eléctrico, ogival,
Núbil, sequinho, perturbante,
É uma dispensa real:
Os teus olhos são duas cabacinhas
Cheias dum vinho estonteante
Os teus dentes são alvas camarinhas,
Os teus dedos, suavíssimos espargos,
E os teus seios, pêssegos verdes mas não amargos.
Lira de nervos, glória das trigueiras,
Como tu és graciosa! As laranjeiras
Desde que viste o sol com esses sóis amados
Só vinte vezes perfumaram noivados!
Nobre e graciosa és, morena das morenas,
Como as senhoras dos olhos belos,
Que passeavam nos jardins de Atenas
Com uma cigarra de ouro nos cabelos!
Como tu, eu sou moço! e atrevido
Com Anceu, rei de Samos
E jamais caçador me fez vencido
Quando, caçando o javali ando entre os ramos.
O meu peito é de jaspe, a minha voz macia,
Meus olhos ágeis e dourados como abelhas
E, para que as colhas, minha boca sadia
É um orvalho cabazinho de groselhas
Novos e alegres somos! Ah! que em breve
Nossas bocas se colem voluptuosas;
Vamos sonhar e toucar-nos de rosas
Enquanto há sol, enquanto não cai neve!
Não te demores,
Ó cheia de graça,
Que os dias correm voadores
E a mocidade passa...
A mocidade passa...e, um dia ó meus pecados,
A tua boca vermelha
Será uma rosa velha,
E minhas mãos uns lírios fanados...
E então, velhinhos combalidos,
Como dois galhos ressequidos
Sem folhasd e sem pomos
Lembrar-nos-emos do que hoje somos,
Ó maravilha de graciosidade
Como dum filho e duma filha
Que nos morressem na flor da idade!
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quinta-feira, março 04, 2010
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quarta-feira, fevereiro 17, 2010
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Labels: Luiz Guimarães Jr., painting, poesia
Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limiar da madrugada.
Tu eras água.
Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.
Eras o fruto
nos meus dedos a tremer.
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.
Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.
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terça-feira, janeiro 19, 2010
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Water Lilies - 1906 Oil on canvas 87.6 x 92.7 cm (34 1/2 x 36 1/2) Remember me when I am gone away,
Gone far away into the silent land;
When you can no more hold me by the hand,
Nor I half turn to go yet turning stay.
Remember me when no more day by day
You tell me of our future that you planned:
Only remember me; you understand
It will be late to counsel then or pray.
Yet if you should forget me for a while
And afterwards remember, do not grieve:
For if the darkness and corruption leave
A vestige of the thoughts that once I had,
Better by far you should forget and smile
Than that you should remember and be sad.
(versão em português)
Recorda-te de mim quando eu embora
For para o chão silente e desolado;
Quando eu não te tiver mais ao meu lado
E sombra vã chorar por quem me chora.
Quando mais não puderes, hora a hora,
Falar-me no futuro que hás sonhado,
Ah de mim te recorda e do passado,
Delícia do presente por agora.
No entanto, se algum dia me olvidares
E depois te lembrares novamente,
Não chores: que se em meio aos meus pesares
Um resto houver do afecto que em mim viste,
- Melhor é me esqueceres, mas contente,
Que me lembrares e ficares triste.
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sábado, dezembro 05, 2009
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Labels: Claude Monnet, painting, poesia, poetry
Paisagem Tempestuosa by Rembrandt Harmenszoon van Rijn
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quarta-feira, julho 15, 2009
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Labels: Henriqueta Lisboa, painting, poesia
Estudo de cabeça, segundo "Giuliano di Medici" de Michelangelo, 1982
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segunda-feira, maio 11, 2009
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Labels: Augusto Casimiro, painting, poesia, Salvador Dali
The Persistence of Memory - 1931
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
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Labels: João Cabral de Melo Neto, painting, poesia
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domingo, janeiro 04, 2009
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Remember if you can walk, you can dance!
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terça-feira, abril 29, 2008
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quinta-feira, abril 24, 2008
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Labels: painting, poetry, Vasily Zhukovsky
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domingo, abril 20, 2008
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