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2015-03-31

Silêncio - Octavio Paz

Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio
onde os silêncios emudecem.


in "Liberdade sob Palavra"
Tradução de Luis Pignatelli

Octavio Paz Lozano (Cidade do México, 31 de março de 1914 — Cidade do México, 19 de abril de 1998)

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2012-03-31

Tocar - Octavio Paz

As minhas mãos
abrem as cortinas do teu ser
vestem-te com outra nudez
descobrem os corpos do teu corpo
As minhas mãos
inventam outro corpo
para o teu corpo


in Qual é a minha ou a tua língua, cem poemas de amor de outras línguas; organização de Jorge Sousa Braga, Assírio & Alvim

Octavio Paz Lozano (n. Cidade do México, 31 de Março de 1914 — m. Cidade do México, 19 de Abril de 1998)

Do mesmo autor, no Nothingandall: Madrugada

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2009-03-31

Madrugada - Octavio Paz

Dedham Vale - 1828 - Oil on canvas 145 × 122 cm
National Gallery of Scotland
John Constable (n. East Bergholt, Suffolk 11 Jun 1776 – m. Londres, 31 Mar, 1837)
Rápidas mãos frias
retiram uma a uma
as vendas da sombra
Abro os olhos
Ainda
estou vivo
No centro
de uma ferida ainda fresca.

Trad. de José Bento; in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim
Versão Original

MADRUGADA

Rápidas manos frías retiran una a una las vendas de la sombra Abro los ojos todavía estoy vivo en el centro de una herida todavía fresca
Octavio Paz Lozano (n. Cidade do México, 31 de Março de 1914 — m. Cidade do México, 19 de Abril de 1998)

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