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2012-10-23

A DOIS BELOS OLHOS - Theóphile Gautier


Sois dona de um olhar misterioso e atraente...
Tal no fundo de um lago a lua refletida,
em vossos olhos rola a pupila, indolente,
onde estranha palheta esplende umedecida.

Eles têm do diamante o fogo, a intensa vida,
e são de água melhor que a pérola do Oriente!
E os cílios no agitar da pálpebra tremida,
longos, velam a meio o seu fulgor veemente.

Dois espelhos de chama, onde, em voejos infindos,
Cupidos vão mirar-se e ainda se acham mais lindos!
Neles se inflamam sempre os desejos, sem calma.

E tão nítidos são, que deixam ver vossa alma,
como celeste flor de cálice ideal
que se visse através de um límpido cristal


(Tradução de Álvaro Reis)

Pierre Jules Théophile Gautier (Tarbes, 31 de agosto de 1811 — Paris, 23 de outubro de 1872)

Ler do mesmo autor: A Ausência / L'Absence

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2012-08-31

A Ausência / L'Absence - Teophile Gautier

Regressa, regressa, minha bem amada!
Como uma flor longe do sol,
A flor da minha vida está fechada,
Longe do teu sorriso de rubi.

Entre os nossos corações tanta distância,
Tanto espaço entre os nossos beijos!
Ó sorte amarga! Ó dura ausência!
Ó grandes desejos não apaziguados!

Regressa, regressa, minha bem amada ...

Entre nós tantas campinas,
Tantas cidades e aldeias,
tantos vales e montanhas,
Para cansar os cascos dos cavalos.

Regressa, regressa, minha bem amada ...
Tradução - RDP - Maria de Nazaré Fonseca

(original)
L'Absence

Reviens, reviens, ma bien-aimée!
Comme une fleur loin du soleil,
La fleur de ma vie est fermée
Loin de ton sourire vermeil!

Entre nos coeurs, quelle (tant de) distance!
Tant d'espace entre nos baisers!
Ô sort amer, ô dure absence!
Ô grands désirs inapaisés!

Reviens, reviens, ma bien-aimée ...

D'ici là-bas que de campagnes,
Que de villes et de hameaux,
Que de vallons et de montagnes,
À lasser le pied des chevaux!

Reviens, reviens, ma bien-aimée ...

Pierre Jules Théophile Gautier (Tarbes, 31 de agosto de 1811 — Paris, 23 de outubro de 1872)

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