2005-12-05
Antevisão da Champions League: Declarações dos treinadores
Incrível : Copiosa derrota do Guimarães em casa com a União de Leiria
DOR - Humberto de Campos
"Há de ser uma estrada de amarguras
a tua vida. E andá-la-ás sozinho,
vendo sempre fugir o que procuras"
disse-me um dia um pálido advinho.
"No entanto, sempre hás de cantar venturas
que jamais encontraste... O teu caminho,
dirás que é cheio de alegrias puras,
de horas boas, de beijos, de carinho..."
E assim tem sido... Escondo os meus lamentos:
É meu destino suportar sorrindo
as desventuras e os padecimentos.
E no mundo hei de andar, neste desgosto,
a mentir ao meu íntimo, cobrindo
os sinais destas lágrimas no rosto!
in Semente do Deserto
Autor: Humberto de Campos (n. Miritiba, Maranhão, em 25.10.1886; m. Rio de Janeiro em 05 Dez 1934)
No trem - Humberto de Campos

Foto "tirada" de Leste de Angola
O ano passado neste mês... É um dia
De grande sol. A máquina troveja,
Berra, fuma, atravessa em correria
A amarela paisagem
Vais a um canto do trem. A serrania
Foge aos poucos. A aragem te festeja
Voa, a brincar com o teu cabelo,e, fria,
leva-te, os olhos, trêfega te beija
Olho-te, mudo. Esquece-me a paisagem
Mas, anoitece e a líquida turquesa
Do mar nos diz que é terminada a viagem
Formam nuvens pelo ar, plumbeas refolhos
Cai de leve o crepúsculo... e a tristeza
Espalha outro crepúsculo em teus olhos.
Humberto de Campos (n. Miritiba, Maranhão, em 25.10.1886; m. Rio de Janeiro em 05 Dez 1934).
Posted by
Nothingandall
at
segunda-feira, dezembro 05, 2005
0
comments
Labels: Humberto de Campos, poesia






