2006-11-07

Humour in the forest

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Poema do Amor Perfeito - Cecília Meireles

Amor-perfeito imagem daqui

Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.

Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.

Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?

Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre pálpebras de areia...

Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.

Cecília Meireles (n. no Rio de Janeiro a 7 Nov 1901; m. 9 Nov 1964).

Ler neste blog da mesma autora: Ou isto ou aquilo ; De um lado cantava o Sol ; Despedida
Ler ainda um post a propósito: Dos 41 anos da morte de Cecília Meireles em 9-11-2005

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Despedida - Cecília Meireles

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não Ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.

Ler neste blog da mesma autora: Ou isto ou aquilo ; De um lado cantava o Sol
Ler ainda um post a propósito: Dos 41 anos da morte de Cecília Meireles em 9-11-2005

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On this day in History - Nov. 7

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Porto confirma chapa 3 dos grandes nesta jornada

V. Setúbal 0 - 3 Porto


Porto aos 6' já tinha resolvido a questão


Se o jogo do Sporting com o Braga não teve expectativa face à rápida superioridade no marcador dos leões, aqui mal deu para respirar. Aos seis minutos de jogo já o vencedor do jogo estava encontrado. Com o Porto a ganhar por 2-0 e face à crise que o clube do Sado atravessa ninguém duvidou (se duvidavam ao início) da vitória dos portistas.

Logo aos 4' um cruzamento longo de Quaresma para o 2º. poste e Bruno Ribeiro viu-se surpreendido pela entrada de Lizandro Lopez nas costas. Nem deu para respirar dois minutos a seguir Postiga completamente isolado na área, fez um belo golo.

Naturalmente o Porto matou o jogo logo no início e teve condiçõe para dominar a seu bel.prazer perante uma equipa de Setúbal frágil e sem capacidade anímica.

A questão era apenas de saber qual o score final. E para não destoar, tal como Benfica e Sporting fizeram os portistas também ganharam por 3-0, com o golo a ser concretizado por Quaresma aos 76'na conversão de um livre directo.

Vitória sem apelonem agravo do Porto que regressa ao comando da classificação com dois pontos de avanço sobre o Sporting.

Ficha de Jogo:

Estádio: Estádio do Bonfim
Árbitros: Duarte Gomes, Aux - Pedro Garcia e Sérgio Lacroix

V. Setúbal: Nélson; Janício, Auri, Veríssimo e Bruno Ribeiro; Binho, Julien (Russiano, 78m); Mário Carlos (Lapaglia 31m)e Lourenço (Mbamba 46m); Varela e Amuneke

FC Porto: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile (Cech 80m); Paulo Assunção, Lucho e Jorginho; Lisandro, Postiga (Bruno Moraes, 74m) e Quaresma

Golos: Lizandro Lopez 4', Hélder Postiga 6', Quaresma 76'

Disciplina: amarelo Janício (25m), Bruno Ribeiro (27m), Amuneke (51m), Fucile (60m), Paulo Assunção (82m)

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2006-11-06

Sporting vence facilmente Braga europeu

Sporting 3 - 0 Braga


O Sporting desenvencilhou-se com inusitada facilidade do Braga, num jogo em que as expectativas foram frustradas.Um Braga muito fraco e nem foi preciso um Sporting forte para cedo o jogo se resolver quanto à definição do vencedor. Logo aos 12' num lance inofensivo Luis Filipe encolhido vê a bola bater na cabeça e acabar no fundo da baliza. Com um meio-campo lento sem capacidade de explosão o Braga não incomodava minimamente Ricardo e o Sporting dominava os acontecimentos.

Aos 19' na sequência de um canto, Tonel de cabeça atirou à barra. O jogo passou por uma fase pouco atraente com muitos passes errados e já com Abel no lugar de Caneira (saiu lesionado), o Sporting chegou aos 2-0 na sequência de um canto da direita com Nem e Alecsandro a disputar a bola que entra na baliza de Paulo Santos sem hipóteses para este. Muita gente atribui a autoria a Nem (2º. auto-golo) mas parece-nos que é Alecsandro quem remata de cabeça.

Na segunda parte Carvalhal quiz mudar alguma coisa com a entrada ao intervalo de Frecahu e Matheus para os lugares de Vandinho e Cesinha completamente inoperantes na 1ª. parte, mas não deu grande resultado. Aos 55' deu-se um choque entre Paulo Santos e Yanick com este a atingir o guarda-redes bracarense em lance, que na nossa opinião, era merecedor de amarelo para o jogador leonino.

Novamente de pontapé de canto, Alecsandro cabeceou para Paulo Santos defender com a bola provavelmente já para além do risco da baliza. O juiz assistente Bertino Miranda concedeu o golo com vastos protestos do guardião bracarense em lance de difícil juizo.

Até ao fim registe-se apenas a expulsão de Nem por acumulação de amarelos.

O Sporting venceu um jogo que se adivinhava difícil mas que decorreu com grande tranquilidade para a equipa leonina enquanto os bracarenses fora de casa demonstraram grande fragilidade e a jogar assim serão facilmente goleados pelo Sevilla no próximo desafio europeu.

A arbitragem de Pedro Henriques teve alguns erros, dentro do estilo de deixar jogar, mas o resultado não dependeu da sua actuação. O lance do 3º. golo é duvidoso.


Ficha do jogo:

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Pedro Henriques, de Lisboa

Sporting: Ricardo; Caneira (Abel, 31m), Tonel, Polga e Tello; Farnerud (Nani, 60m), Custódio e João Moutinho; Alecsandro (Miguel Veloso, 73m), Yannick e Liedson.

Sp. Braga: Paulo Santos; Luís Filipe, Irineu, Nem e Pedro Costa; Vandinho (Frechaut, ao int.), Madrid e Ricardo Chaves (Bruno Gama, 77m); Maciel, Marcel e Cesinha (Matheus, ao int.).


Golos: 1-0 Luís Filipe (a.g., 12m); 2-0 Nem (a.g., 33m); 3-0 (Alecsandro, 63m)

Disciplina: Cartão amarelo a Nem (27m e 83m), Marcel (58m) e Miguel Veloso (74m). Cartão vermelho a Nem (83m)

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24 Horas contra a Censura na Internet

Repórteres sem Fronteiras criou um movimento contra a censura na Internet. Entre 7 e 8 de Novembro, no site da instituição – http://www.rsf.org/ – será possível assinar uma petição contra a censura e em defesa de blogueiros que foram impedidos de manifestar sua opinião por serem contrários ao regime onde vivem.

Nós associamo-nos ao movimento divulgando-o e também faremos o nosso click ao sítio da instituição durante o período da iniciativa.

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Porque - Sophia de Mello Breyner

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen (n. Porto, 6 de Nov 1919; m. Lisboa, 2 de Jul 2004)

Outros poemas da mesma autora aqui no blog:
Liberdade
Soneto
Pudesse eu
Partida

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On this day in History - Nov. 6

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Benfica repete chapa 3 de quarta-feira

Benfica 3 - 0 Beira Mar

Desta vez o Beira Mar perdeu mesmo no novo Estádio da Luz



Um Benfica de ataque de grande mobilidade ofensiva e um Beira Mar remetido exclusivamente a tarefas defensivas nos primeiros vinte minutos, com Alê em grande plano a provocar um 0-0 quando o Celtic pela mesma altura já perdia por 2-0 na 4º. feira passada.

Só entre os 20 e 30 minutos o Beira Mar equilibrou o jogo fruto de uma jogada de perigo na seuência da qual ganhou dois pontapés de canto.Mas foi sol de pouca dura logo o Benfica, com grande circulação de bola e Simão em grande forma voltou a empurrar o Beira Mar para a defesa, mas o golo não surgia. Aos 41' um erro clamoroso do árbitro Jorge Sousa ao não exibir o segundo amarelo a Torrão por falta violenta.

E ao cair da primeira parte o Beira Mar teve um bola ganha a Petit e pela esquerda um sprint com a bola posta no centro onde Tininho em velocidade apareceu a rematar mas desastradamente ao lado, na melhor oportunidade da equipa de Aveiro.

Na segunda parte o Benfica manteve grande movimentação ofensiva e quando os treinadores preparavam mexidas (Karagounis no Benfica e Wegnio e Emerson no Beira-Mar) o Benfica finalmente chegou ao golo. Nélson pela direita passou pelo seu marcador directo e cruzou para o cabeceamento vitorioso de Karagounis (51'). A defesa aveirense tinha furado finalmente e no minuto seguinte após um grande movimentação colectiva Miccoli assistiu Petit que se integrou no ataque para com um remate cruzado fazer o 2-0.

Nos minutos seguintes a avalanche de ataque encarnado foi intensa e não provocou mais golos pela exibição de Alê e ineficácia do ataque.

Já após a dupla substituição e pasados aqueles minutos posteriores aos golos o Beira-Mar quiz subir no tereno e aos 66' Emerson com um grande disparo na marcação de um livre motivou Quim a uma grande defesa. Aos 72' o árbitro Jorge Sousa que esteve mal (não mostrou amarelos a Simão Sabrosa, Torrão - inacreditável - e Karagounis por faltas graves para mostrar amarelos a Nuno Gomes e o segundo a Buba, por coisas picuinhas) expulsou Buba por ter afastado a bola apóa marcação de uma falta contra o Beira-Mar.

Logo a seguir surgiu o 3-0 de novo da direita com o cruzamento a ser desviado por Ricardo para a sua própria baliza, mas com Miccoli em posição de fora de jogo.

Fernando Santos foi aproveitando para substituir jogadores, fazendo descansar jogadores mais cansados e chegou a ter 3 avançados centro em campo: Nuno Gomes, Miccoli e Mantorras.

Alguma displicência com o excesso de facilidades impediu que o score aumentasse mais.

A arbitragem foi fraca. Para além do critério disciplinar inconcebível um livre directo na primeira parte foi defendido a duas mãos por um jogador do Beira-Mar na barreira sem qualquer sanção.

Estádio: Estádio do Sport Lisboa e Benfica Espect.: 37065
Árbitros: Jorge Sousa, Aux - José Melo,José Ramalho , 4º
Benfica: Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Miguelito; Petit (Karagounis, 58m), Katsouranis (Karyaka, 78m), Nuno Assis e Simão (Mantorras, 84m); Nuno Gomes e Miccoli.

Beira-Mar: Alê; Ricardo, Marco, Buba e Tininho; Torrão (Wegno, 56m), Ratinho (Jardel, 71m) e André Leão; Rui Lima, Jorge Leitão e Camora (Emerson, 56m).


Golos: Katsouranis (52m), Petit (55m), Ricardo (a.g., 74m)

Disciplina: Cartão amarelo a Torrão (17m), Buba (34m e 72m), Marco (57m), Nuno Gomes (63m) e André Leão (70m). Cartão vermelho a Buba (72m).

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2006-11-05

Liga portuguesa - 9ª. Jornada

- 9ª. Jornada -
3 Nov 20:30Belenenses0-1 União de Leiria
4 Nov 19:15Boavista 2-1Desportivo das Aves
5 Nov 16:00Nacional5-1 Paços de Ferreira
5 Nov 16:00Académica2-0 Estrela da Amadora
5 Nov 16:00Naval 1º. de Maio0-1Marítimo
5 Nov 19:45Benfica3-0Beira Mar
6 Nov 19:15Sporting-Sp. Braga
6 Nov 20:30Vitória de Setúbal-Porto

Comentário da Jornada:

Com o Sporting-Braga e o Setúbal-Porto a disputar-se amanhã, os destaques da Jornadas vão para os triunfos forasteiros da União de Leiria no Restelo e do Marítimo na Figueira da Foz. Aliás as equipas da Madeira estão de parabéns pois o Nacional goleou o Paços de Ferriera por 5-1. O Boavista conseguiu no último quarto de hora virar o resultado de 0-1 para 2-1 e coleccionar a primeira vitória da era Jaime Pacheco. Finalmente a Académica venceu em Coimbra o Estrela da Amadora e aumentou o fosso da classifação dos três ultimos que perderam todos. Na próxima jornada há dois grandes jogos: o Braga europeu recebe o Benfica e o Sporting desloca-se à Ilha da Madeira para defrontar o Marítimo.

PlaceClubPointsGoals
1.Porto (*)1918-6
2.Sporting (*)1713-7
3.Benfica (*)1618-9
4.Nacional1616-7
5.Marítimo16

11-9

5.União de Leiria1610-11
5.Naval159-7
5.Braga (*)1410-8
9.Paços de Ferreira1210-13
10.Belenenses (*)117-6
11.Académica1011-12
12.Boavista1011-14
12. Vitória de Setúbal (*)86-9
14.Beira Mar611-20
15.Estrela da Amadora43-15
16.

Desp. das Aves

25-16
(*) Estas equipas têm oito jogos disputados ou seja menos um que as restantes equipas:
Benfica - Belenenses (da 1ª. Jornada) está em atraso e amanhã completa-se a jornada 9 com os jogos Vitória de Setúbal-Porto e Sporting- Braga.
- 10ª. Jornada -
17 Nov Beira-Mar- Vitória de Setúbal
18 Nov 19:15 Porto -Académica
18 Nov Braga- Benfica
19 NovPaços de Ferreira- Naval 1º. de Maio
19 NovDesp. Aves-Nacional
19 NovMarítimo-Sporting
19 NovUnião de Leiria-Boavista
20 NovRstrela da Amadora-Belenenses

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On this day in History - Nov. 5

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2006-11-04

On this day in History - Nov. 4

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2006-11-03

Leiria ganha no Restelo no arranque da Jornada 9

Belenenses 0 - 1 União de Leiria

Chuva intensa na 2ª. parte e prevaleceu o golo de Ivanildo na 1ª.

O Belenenses começou melhor o jogo que constituiu o arranque da Jornada 9 do principal campeonato de futebol de Portugal, mas foi a União de Leiria que aos 23' inaugurou o marcador por Ivanildo após cruzamento da direita de Éder.

O Belenenses na segunda parte tudo tentou para alterar o resultado do jogo, mas à medida que este prosseguia, o futebol diminua por força da chuva intensa que tornou impraticável jogar-se futebol de bom nível.

O Belenenses mereceria o empate mas foi ainda a União de Leiria que disfrutou de um penalty, após falta de Nivaldo sobre Tixier, que Éder, no entanto, não conseguiu concretizar.

O estreante Vasco Santos teve um desempenho razoável considerando, designadamente as condições do tempo e do relvado que prejudicaram a percepção sobre a limpeza dos lances.

Ficha de jogo:
Estádio do Restelo, em Lisboa.

Árbitro: Vasco Santos (Porto).

BELENENSES - Marco Gonçalves, Sousa (Eliseu, 45), Gaspar, Nivaldo, Rodrigo Alvim, Sandro Gaúcho (Rolando, 85), Pinheiro, José Pedro, Silas, Roma (Manoel, 60) e Dady.

U. LEIRIA - Fernando, Éder, Marco António, Renato, Tixier, Paulo Gomes, Paulo Machado (Harison, 52), Faria, Paulo César, Slusarski (Valdomiro, 80) e Ivanildo (Alhandra, 60).

Golos: 0-1, Ivanildo, 23 minutos.

Acção disciplinar: cartão amarelo para José Pedro (18), Sousa (29), Paulo Machado (43), Tixier (56), Fernando (64), Eliseu (71), Nivaldo (81 e 92) e Harison (86). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Nivaldo (91) .

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Noites de Poesia em Vermoim

"Noites de Poesia em Vermoim" é um espaço cultural dinamizado por Movimentum - Arte e Cultura no primeiro sábado de cada mês, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), pelas 21h30m. A primeira parte da sessão é dedicada a um tema previamente escolhido. Na segunda parte o tema é livre. As sessões são intercaladas com música e canções interpretadas por cantores e músicos convidados.

Não perca, desde já, a sessão de amanhã 4 de Novembro de 2006.

Como a poesia é um dos temas dominantes deste blog é com muito agrado que divulgo aqui esta iniciativa.

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On this day in History - Nov. 3

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Mariza é Portuguesa !!!

Hoje assisti à primeira apresentação de Mariza no Coliseu do Porto. Foi acompanhada pela Sinfonietta de Lisboa dirigida por Jaques Morelenbaum.

Gostei. Admito que algumas interpretações melhoram ao vivo - «Transparente» com as percussões ao ritmo africano foi muito bem conseguida - e outras não

O Coliseu rendeu-se à voz e porque não à figura de Mariza. As suas músicas mais conhecidas (Cavaleiro Monge, por exemplo) foram sublinhadas por vastos aplausos.
No final Mariza teve de prolongar a sua actuação por mais tempo do que o habitual face às ovações do público que pela sua insistencia quase extravasou a fronteira da cortesia. Mariza transformou o Coliseu numa taverna antiga aconchegada, descendo do palco, emocionou-se ... e falou com o público.

Foi um muito bom espectáculo. Ah! Mas está descansada Mariza que não vais levar tau-tau, nós prometemos, por isso não vamos contar o segredo que nos confiastes.


Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Letra de Fernando Pessoa

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2006-11-02

Benfica ganha convincentemente e mantém esperança

Benfica 3 - 0 Celtic


Hoje esta crónica vai ser diferente. É que o jogo já foi há quase 24 horas. Como fui assistir ao vivo, cheguei de madrugada a casa e hoje tive que ir trabalhar (pois é não sou blogger profissional), não pude fazer o comentário habitual.

Pois fui ao Estádio da Luz e a primeira nota que deixo é que foi tudo, felizmente fácil e tranquilo:
i) Comprei o bilhete pela internet
ii) Levantei-o no Estádio (no posto multimédia) a 1H 30 de distância do início do jogo
iii) Sentei-me comodamente no lugar destinado sem qualquer tipo de confusão.

A segunda nota é para o entusismo e apoio que os adeptos escoceses dão ao seu clube. Estimo em cerca de 12.000 o número de escoceses presentes, cerca de um quarto do total, mas em apoio (excepto um pequeno período a seguir ao 3-0 benfiquista) nunca ficaram a perder em termos de apoio ao seu clube, com cânticos bem orquestrados. Se dizem que Portugal é um país de futebol, então temos muito a aprender em termos de festa, entusiasmo e fé clubística com estes escoceses. Depois, mesmo perdendo por 3-0 nunca demonstraram falta de fair-play, e a homenagem que fizeram ao infausto Feher é muito representativa.

A terceira nota é que Celtic e Benfica estão "condenados", façam o que fizer, a terminar os seus jogos em 3-0. Era miúdo e lembro-me muito bem de assistir via rádio ao relato de um Benfica-Celtic, em 1969 em que o Benfica venceu por 3-0 (no prolongamento o resultado não se modificou) depois de ter perdido na Escócia pelo mesmo resultado. O Benfica seria eliminado por decisão da sorte, através de «moeda ao ar». Imagine-se!

Agora 37 anos volvidos de novo 3-0 para os escoceses em Glasgow e resultado inverso na Luz!

A 4a. nota é que o futebol é imprevisível. Se o Benfica perdeu em Glasgow (e também perdeu nas Antas, por exemplo, por decisões da sorte ou azar) por uma diferença não justificada em termos de futebol (atirou uma bola à barra que faria 1-1 na altura) ontem o Benfica ainda pouco tinha feito e já ganhava por 2-0, com a ajuda preciosa do defesa-central que era apontado como um esteio e peça fundamental na equipa!

Pois é, às vezes é preciso trabalhar muito e bem, ser perseverante e rigoroso para conseguir sucesso, outras vezes ele surge facilmente. Nesse aspecto o futebol é rico em surpreender-nos.

Finalmente falando um pouco mais do jogo em si, dizer que Simão é um grande jogador, Nuno Gomes é muito inteligente e que de 70%-30% de posse de bola ao fim dos primeiros vinte minutos se terminou em 49 - 51% no final de jogo.

Os escoceses incomodaram o Benfica na parte final da primeira parte onde muito bem poderiam ter feito o 2-1, mas na segunda parte apesar de mais bola para os escoceses, o Benfica soube controlar melhor o jogo longe da sua área e depois dos 3-0 tanto poderia ter sido 4-0 (grande oportunidade de Nuno Gomes, que o guarda-redes evitou com uma defesa com os pés) como 3-1 depois de um lançamento da linha lateral e dum livre directo marcado por Nakamura que Quim defendeu muito bem.

Agora é preciso ganhar aos dinamarqueses (e esperar que o Celtic não ganhe ao Manchester) para manter o sonho até final.

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Glosa à chegada do Outono - Jorge de Sena

O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sêde, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo...

Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou

Jorge de Sena (n. Lisboa, 2 Nov 1919; m. 4 Jun 1978)

Ler outros poemas do mesmo autor neste blog:
Amo-te muito meu amor
Como queiras amor

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On this day in History - Nov. 2